Minas Gerais

Fapemig integra pesquisa sobre evolução dos dinossauros do período Triássico

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Neokotus Sanfranciscano – Ilustração/ Jorge Blanco 

Há 230 milhões de anos, quando Minas Gerais ou Brasil sequer existiam como entendemos hoje, surgiam as primeiras espécies de dinossauros. Eles foram os principais predadores e consumidores de matéria vegetal no período Mesozoico e por isso tão importantes para a história geológica, evolutiva e ecológica da Terra durante milhares de anos.

A pesquisa “A origem e irradiação dos dinossauros no Triássico brasileiro: aspectos paleoecológicos, biomecânicos e paleobiogeográficos”, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), desenvolveu análises das coleções de alguns dos mais antigos fósseis da história.

O professor do Departamento de Geologia, Jonathas S. Bittencourt, participante do processo, explica que o trabalho uniu em colaboração não oficial grupos de referência do Rio Grande do Sul, da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadores internacionais como Max Langer (USP), Júlio Marsola (USP), Atila da Rosa (Universidade Federal de Santa Maria – UFSM), Cecília Apaldetti (Universidade Nacional de San Juan, Argentina), Richard Butler (Universidade de Birmingham, Inglaterra), Oliver Rauhut (Ludwig-Maximilians – Universidade de Munique, Alemanha), Mário Bronzati (Coleção do Estado da Baviera para Paleontologia e Geologia, Alemanha) e  Juliana Sayão (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE).

Desenvolvida no Laboratório de Paleontologia e Macroevolução da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) , a pesquisa tem como objetivo reconstituir o ambiente, evolução e hábitos dos dinossauros no nosso território. “São os dinossauros mais antigos do mundo. É a aurora dos dinossauros na Terra”, destaca Bittencourt.

Evolução do plano corporal

A coleção foi encontrada no estado do Rio Grande do Sul, em rochas localizadas perto da cidade de Santa Maria (RS). Um dos últimos artigos ainda em desenvolvimento sobre o projeto busca compreender a evolução do “plano corporal” dos primeiros dinossauros que viveram na Terra no período Triássico.

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Segundo o professor Jonathas Bittencourt, os primeiros dinossauros eram pequenos em relação às espécies que os sucederam. Atualmente, um grupo estuda um ancestral com cerca de 1,5 metro de comprimento, dos gigantescos saurópodes que chegavam a medir 40 metros de comprimento. “A ideia é estudar as modificações do esqueleto que levaram esses bichos a ficarem tão grandes”, explica.

Hábitos alimentares

Observou-se que os primeiros dinossauros do país, encontrados da Bacia do Paraná no Sul, já poderiam ser carnívoros, diferente do que se acreditava. “Antigamente, achava-se que esses animais tinham hábito mais herbívoro, mas vimos pelo seu cérebro e depois correlacionamos com as características do esqueleto que estes bichos poderiam ser caçadores de emboscada”, revela. Confira o Pitch ilustrado por Rodolfo Nogueira. 
 

Minas dos fósseis

Segundo Bittencourt, Minas Gerais é uma das áreas mais importantes do Brasil na descoberta de novos fósseis por conter uma grande área de bacias sedimentares e cavernas. As bacias sedimentares são áreas mais baixas no relevo no continente ou no mar, onde por bilhões de anos foram acumulados sedimentos, areia, argila, pedras maiores, inclusive, animais e plantas mortos que são trazidos pelo vento e rios. Por isso, são locais em que, geralmente, há maior probabilidade de encontrar fósseis.  

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O professor explica que o Brasil é extremamente rico em bacias sedimentares e que foi encontrada em Minas Gerais a mais antiga evidência de vida no país.“Temos rochas de mais de 2 bilhões de anos no quadrilátero ferrífero, na região Central”. Já as cavernas mineiras são importantes, pois são consideradas depósitos fossilíferos e preservam fósseis um pouco mais recentes que os dinossauros.

Novas espécies do Cretáceo 

Imagens de fóssil de anelídeo – Jonathas S. Bittencourt /UFMG

Nos últimos anos, o projeto focou em analisar fósseis encontrados na região Norte de Minas, na Bacia Sanfranciscana. Desta vez pertencentes à um período geológico mais recente, cerca de 100 milhões de anos depois chamado Cretáceo. A análise de espécies deste período é importante para compreender a evolução paleoambiental da Era Mesozoica Brasileira. 

Segundo o especialista, “o objetivo é dar um quadro da evolução dos répteis na América do Sul e no Brasil, especificamente.” Neste trabalho, por exemplo, a equipe descobriu o lagarto mais antigo da América do Sul, o Neokotus sanfranciscanus. Este fato permitiu compreender que a fauna deste período era mais generalizada e menos endêmica, como é a biodiversidade hoje. O artigo foi divulgado na Revista Communications Biology.

Ainda na Bacia SanFranciscana foi encontrado o primeiro e mais completo fóssil de anelídeo do Brasil de corpo inteiro. Este grupo de animais é muito importante para a reconstrução dos ambientes, pois dão indicações das características destes espaços no passado. “O fóssil que nós encontramos é parecido com anelídeos de água doce, dando então a indicação de que o ambiente que estamos estudando era de fato um lago de água doce”, explica, o professor. 

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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