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DER-MG completa 76 anos como projetos em todo o estado 

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A linha do tempo do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) demonstra que, ao longo de 76 anos de história, o departamento promoveu atividades diárias, seja realizadas na construção e manutenção das vias e prédios públicos ou na fiscalização do transporte de bens e pessoas. Comemorar, nesta quarta-feira (4/5), o marco da criação do órgão é ter a certeza de que muito se fez e que ainda há muito para seguir cumprindo sua missão para com a população de Minas Gerais.

Em Belo Horizonte, a programação do aniversário do DER-MG começou às 9h, na sede do órgão (Avenida dos Andradas 1.120, Centro), com hasteamento das bandeiras, apresentação da Banda de Música da Polícia Militar de Minas Gerais e o início das atividades educativas do departamento na campanha Movimento Maio Amarelo.

Para o diretor-geral do departamento, Robson Santana, a história do DER-MG sempre esteve ligada aos inúmeros servidores e profissionais que se dedicaram à prática das atividades de projeto, construção, manutenção, operação de rodovias, segurança, educação para o trânsito, transporte de passageiros e, recentemente, na condução de projetos e construções das edificações e equipamentos públicos de Minas Gerais. 

“Consciente do papel que deve desempenhar junto ao público, o DER-MG mantém o foco no aprimoramento dos padrões de eficiência, tecnologia, qualidade e segurança para os usuários, seguindo as metas da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra-MG)”, acrescenta Robson Santana.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Fernando Marcato, destaca que os trabalhadores do DER-MG assumiram mais um importante desafio em 2022, que é conduzir o maior pacote de obras rodoviárias da última década: o Provias. “Isso reforça a grandeza e a relevância dessa instituição para o desenvolvimento do estado. São 76 anos de um trabalho que fez e faz a diferença na vida dos mineiros”, ressalta.

Provias 

Com mais de R$ 2 bilhões em investimentos, o Provias vai requalificar trechos da malha mineira com obras de pavimentação, construção de pontes e recuperação funcional das rodovias.  
 
Reflexos econômicos positivos também são esperados com a realização do Provias. A expectativa é que sejam gerados pelo menos 8 mil empregos diretos e 24 mil indiretos com a execução das obras.

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No total, serão 55 obras de recuperação funcional em 1.770 quilômetros da malha rodoviária e 44 empreendimentos pavimentações e construção de pontes, que somam cerca de 807 quilômetros.

História

Nos anos 20 do século passado, a construção e a conservação de estradas de rodagem eram de responsabilidade dos municípios, ficando para o Estado apenas as consideradas mais importantes. Como primeira solução para resolver o problema foi criada a Inspetoria Geral de Estradas, subordinada à Secretaria de Viação e Obras Públicas.

Com a criação do Fundo Rodoviário Nacional pelo Governo Federal, em 1945, disponibilizando auxílio financeiro aos estados, a criação de um departamento ou repartição de estradas de rodagem tornou-se inevitável. Nascia, então, em 4 de maio de 1946, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais, que seria o responsável pelo gerenciamento da parcela do Fundo Rodoviário Nacional que cabia ao estado de Minas Gerais. 

Registros da época dão conta de que a rede rodoviária recebida pelo DER-MG era formada por estradas “carroçáveis” e/ou de “estiagem”, pois somente podiam ser utilizadas durante o período seco. Tal situação só começou a mudar durante o governo de Juscelino Kubitscheck (1951-1954), quando coube ao DER-MG uma parcela considerável dos encargos previstos no programa de obras baseado no binômio ” energia e transporte”, lançado no período. 

O orçamento do DER-MG, que entre 1950/1951 havia aumentado em 9,3%, foi acrescido em 282% entre 1951/1952, a fim de possibilitar a viabilização das obras e aquisição dos equipamentos necessários. Iniciaram-se, também, as pesquisas e ensaios técnicos de tipos de pavimentos econômicos, duráveis e resistentes adequados às rodovias de Minas Gerais. 

Milagre econômico

Na década de 70, o órgão trabalhava na construção das estradas mineiras no mesmo ritmo que o “milagre econômico brasileiro” chegava ao seu apogeu. Na época, o DER-MG contava com 30 coordenadorias regionais que se reportavam diretamente ao diretor-geral, provocando uma sobrecarga em suas atribuições. Para equacionar a situação e adequar-se à nova realidade, diversos modelos estruturais administrativos foram implantados.

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Por meio de empréstimos internacionais, o DER-MG manteve suas máquinas trabalhando nos anos 80. Apenas no Vale do Jequitinhonha foram implantadas mais de mil quilômetros de novas rodovias. As estradas vicinais receberam atenção especial com a construção de centenas de quilômetros de vias que possibilitaram o escoamento da produção agrícola e a integração de pequenas vilas e comunidades rurais aos centros regionais.

Nos anos 90, com a extinção da Transportes Metropolitanos – Transmetro, além do gerenciamento do transporte intermunicipal mineiro, o DER-MG passou a ser responsável também pelo gerenciamento do transporte coletivo na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O DER-MG chegou à essa década com uma estrutura operacional composta da sede e de 40 coordenadorias regionais distribuídas por todas as regiões de Minas Gerais.

Melhorias 

Em 2016, uma nova palavra é acrescentada ao nome do órgão, que passa a se chamar Departamento Edificações de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais – DEER/MG, por ter incorporado às atividades, as funções e o corpo de servidores do Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais – DEOP. 

Com um corpo técnico altamente qualificado, composto por cerca de mil  servidores, o DER-MG está presente em toda Minas Gerais. Além de uma sede em Belo Horizonte, são 40 unidades em cidades polo mineiras desenvolvendo atividades relativas à edificação, construção e manutenção de estradas e rodovias, fiscalização, educação para a segurança no trânsito e elaboração, em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), de estudos, pesquisas e projetos que visam melhorias no tráfego e no trânsito.

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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