Minas Gerais
LDO prevê déficit do Estado 6,3% menor em 2023
O déficit orçamentário de Minas Gerais para o exercício de 2023 pode ser de R$ 11 bilhões, de acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) encaminhado, nesta sexta-feira (13/5), pelo Governo de Minas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O déficit projetado é 6,3% menor em relação ao previsto na Lei Orçamentária (LOA) 2022, de R$ 11,7 bilhões, e já considera a recomposição remuneratória dos servidores estaduais, concedida de forma retroativa a janeiro deste ano.
Embora o cenário ainda seja desafiador do ponto de vista fiscal, com as despesas obrigatórias representando aproximadamente 97,2% do valor total a ser arrecadado no exercício, os dados da LDO refletem os esforços da atual administração voltados à gestão responsável das despesas e incremento das receitas, com ampliação dos investimentos e manutenção dos pagamentos em dia com municípios e servidores.
“Esses números mostram que estamos no caminho para equilibrar as finanças do Estado sem deixar de lado os investimentos necessários para melhorar a qualidade de vida dos mineiros, o cumprimento das nossas obrigações, como a recomposição salarial dos servidores públicos e o pagamento dos débitos com municípios, e a melhoria de serviços públicos para toda a população do Estado”, afirma a secretária de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto.
A LDO estabelece as metas e prioridades da administração pública estadual, incluindo as despesas de capital para o próximo ano, e orienta a elaboração da lei orçamentária para o exercício. São estabelecidas metas anuais de receitas, despesas, resultado nominal e primário e montante da dívida pública para os exercícios de 2023 a 2025, além de incluir uma análise dos passivos contingentes e outros fatores de risco que podem afetar as contas públicas e o alcance das metas estabelecidas na Lei.
Despesas
A despesa projetada para 2023 é de R$ 125,6 bilhões, inferior à prevista na LOA 2022, de R$ 137,4 bilhões. Do total da despesa prevista na LOA, R$ 20,4 bilhões se referem ao montante transferido aos municípios por determinação constitucional. Para 2023, essas transferências serão operacionalizadas orçamentariamente por meio de dedução da receita e, assim, não foram computadas como despesas orçamentárias.
Aproximadamente 89% da despesa total, ou seja, R$ 111,4 bilhões, são gastos obrigatórios do Estado, como, por exemplo, pagamento de pessoal e encargos sociais, demais despesas constitucionais e despesas com pagamento do serviço da dívida. Já no comparativo com a receita, a despesa obrigatória projetada representa aproximadamente 97,2% do valor total a ser arrecadado no exercício, o que evidencia um cenário ainda desafiador no âmbito da gestão fiscal.
Receitas
A receita estimada no PLDO para o Estado em 2023 é de aproximadamente R$ 114,6 bilhões, frente aos R$ 125,7 bilhões previstos na LOA 2022. O valor menor em relação à LOA se deve à mudança de metodologia do registro, já que o montante transferido aos municípios por determinação constitucional (R$ 22,5 bilhões) foi deduzido da receita prevista para o exercício de 2023. Na LOA 2022, o valor dessas transferências (R$ 20,4 bilhões) era contabilizado e uma despesa a favor dos municípios era criada.
Em relação à receita de Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria – Principal, a projeção da LDO aponta para uma arrecadação de aproximadamente R$ 93,2 bilhões em 2023, sendo 78,39% desse montante proveniente da receita de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Déficit previdenciário
Em relação ao déficit previdenciário, um dos principais responsáveis pelo resultado orçamentário negativo registrado pelo Estado nos últimos anos, o PLDO estima ainda um agravamento para o próximo exercício. A estimativa é de uma piora de R$ 3,257 bilhões em relação ao previsto na Lei Orçamentária 2022, e de R$ 3,339 bilhões frente ao realizado em 2021. Em valores nominais, o resultado das receitas e despesas previdenciárias estimado para 2023 é de R$ 20,69 bilhões negativos.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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