Minas Gerais
Comissão finaliza estudo e conclui que não há inconsistência nos registros de criminalidade do Estado
Depois de 11 meses de trabalho e uma análise minuciosa de centenas de registros de ocorrências policiais, a comissão instituída para verificação da redação de Registros de Eventos de Defesa Social (Reds) na região de Montes Claros, área da 11ª Região Integrada de Segurança Pública, concluiu que não há inconsistências ou qualquer tipo de manipulação no preenchimento de ocorrências. O estudo foi realizado por uma comissão mista, formada por membros de universidades mineiras e especialistas em segurança pública, além de representantes das forças de segurança e órgãos do Estado: Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Militar (PMMG), Polícia Civil (PCMG), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), Ouvidoria-Geral do Estado (OGE/MG), Fundação João Pinheiro (FJP) e Pontifícia Universidade Católica – PUC Minas.
Desde junho de 2021, uma amostra de 840 boletins foi lida e avaliada por pelo menos dois membros da comissão. Depois, a análise prosseguiu a partir do preenchimento de um questionário técnico, em que perguntas sobre a narrativa daquela ocorrência eram objetivamente clarificadas de forma igual em todas as ocorrências.
Dos 840 boletins verificados, 92,6% – o equivalente a 778 Reds – estão com a natureza principal cadastrada de acordo com os fatos descritos no campo histórico da ocorrência. Apenas 7% apresentaram divergência entre a narrativa descrita pelo policial e a tipificação do crime. A comissão concluiu, no entanto, que essa falta de coesão não ocorreu por intencionalidade no erro ou por uma tentativa de manipulação. Portanto, quanto à dúvida inicial sobre manipulação de dados – de que crimes violentos estavam sendo registrados como não violentos – os membros da comissão consideraram que não ocorreu tal manipulação e migração de naturezas criminais.
“Dentro desses 7%, o maior volume tem a ver com uma natureza específica. É o que a gente chama de vias de fato/agressão. É quando há uma rixa, uma briga entre várias pessoas e as pessoas saem machucadas, com pequenas lesões. O militar classifica como vias de fato/agressão, mas os estudiosos que fizeram a análise entenderam que caberia melhor uma lesão corporal. Então, na verdade, é uma divergência, não é um erro. É uma interpretação de quem está no local e no momento, que entendeu mais adequado colocar uma natureza divergente”, explica a porta-voz da Polícia Militar, major Layla Brunella.
A Polícia Civil destaca também a conclusão comum dos membros da comissão de uma necessidade contínua de capacitação rigorosa e aprimoramento dos servidores responsáveis por documentar notícias criminais, para que situações fáticas sejam adequadamente materializadas nos boletins de ocorrência.
“Imperioso não descuidar para que eventuais preenchimentos maculados pela intencionalidade de embuste não deixem de ser alvo de ações contundentes dos órgãos correcionais da instituição a que pertence o servidor e do Ministério Público Estadual, responsável pelo controle externo da atividade policial”, destacou o delegado Diego Fabiano Alves, diretor de Análise Criminal da Superintendência de Informações e Inteligência Policial da Polícia Civil. “A PCMG reforça seu compromisso no desenvolvimento e emprego de metodologias científicas para sistematizar dados e informações estatísticas como requisito essencial ao pleno atendimento aos deveres constitucionais de publicidade e transparência das instituições”, completa.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, reforça a importância do resultado do estudo para que, de forma incontestável, as estatísticas de segurança pública reforcem sua confiabilidade – não só para a população, mas também para sua utilização na formatação de políticas públicas. “O resultado mostra que a população pode confiar tranquilamente nas nossas estatísticas. Ninguém aqui está a fim de manipular e ninguém está a fim de criar estatísticas falsas. Muito pelo contrário. Então, foi até bom, porque demonstrou realmente segurança nos dados estatísticos”.
Auditorias ordinárias
Vale destacar, ainda, que as Polícias Militar e Civil também possuem procedimentos internos de auditoria, independente de ações especiais como a ocorrida, com a montagem da comissão mista.
Na Polícia Militar, cada batalhão tem uma comissão para leitura do histórico de ocorrências no Reds, visando a melhoria da qualidade dos registros, conforme previsto no Caderno de Gestão para Resultados nº 2/2010-CG e Ofício Circular nº 3/2019-CINDS/DAOp.
Já a PCMG possui metodologia de auditoria de crimes violentos que envolvem a morte, materializada no banco de dados de “Mortes Violentas Intencionais – MVI”, no qual há cruzamento de dados do Reds e do PCNet, a partir da evolução dos procedimentos de polícia judiciária.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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