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Em guerra interna, PSOL pode perder lideranças

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Guilherme Boulos
Marcello Casal jr/Agência Brasil – 28.08.2018

Guilherme Boulos

Lideranças do PSOL entraram em guerra sobre a participação do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma ala liderada por Glauber Braga , Sâmia Bonfim e Mônica Seixas não querem o partido na base governista para manter independência. Já o grupo liderado por Guilherme Boulos e Juliano Medeiros apoiam os psolistas na gestão petista.

Segundo apurou o Portal iG, o Movimento Esquerda Socialista (MES), que conta com a presença de Sâmia Bomfim, Glauber Braga, Mônica Seixas e Luciana Genro, tem trabalhado internamente para convencer a sigla a não fazer parte do governo Lula. A intenção é ser independente.

A explicação é que o PT está se unindo com partidos do Centrão, como União Brasil e PSD. Essa aliança poderá fazer com que Lula apresente pautas que não estejam alinhadas com a ideologia dos psolistas. Se estiver no governo, seria difícil a sigla ir contra os interesses dos petistas.

Agora fora da base governista, o PSOL teria liberdade para defender as pautas que estejam de acordo com o pensamento da legenda. Além disso, há grande preocupação que a agremiação perca espaço no debate público e se torne apenas um “puxadinho” do Partido dos Trabalhadores.

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Só que esse pensamento vai na contramão de outras lideranças do partido. Guilherme Boulos, Juliano Medeiros e Sônia Guajajara têm dito que é preciso fortalecer o governo Lula para enfraquecer a extrema-direita.  A avaliação é que o momento necessita de união.

O grupo ainda destaca que há um acordo para que o PT apoie Boulos na disputa pela prefeitura de São Paulo. A compreensão é que o PSOL precisa estar no jogo para colocar em prática suas políticas públicas. Uma delas, por exemplo, é a defesa dos povos originários, que pode ter Guajajara como ministra da pasta.

Decisão do PSOL acontecerá em dezembro

O PSOL vai se reunir no próximo mês para decidir se estará na base governista. A tendência é que a maioria escolha por embarcar na gestão de Lula e indique nomes para ocupar ministérios.

Caso isso ocorra, a tendência que algumas lideranças deixem a sigla e busquem outras agremiações para defender suas pautas.

Porém, se a maioria optar por ser independente e não fazer parte do governo, nomes como Boulos e Sônia Guajajara deixem a sigla. O deputado federal eleito pode ir para o PT, enquanto a deputada eleita teria espaço para entrar no PCdoB.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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