Minas Gerais

Estado firma acordo com mineradora Vallourec para aplicação de R$ 73 milhões em projetos ambientais

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O Governo de Minas, por meio do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), firmou um acordo com a mineradora Vallourec em R$ 73 milhões como forma de reparação integral do dano causado pelo transbordamento do dique de contenção de sedimentos da Mina Pau Branco, localizada em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em janeiro deste ano. 

Gil Leonardi / Imprensa MG

Por conta do incidente em 8/1, houve interdição da BR-040, rodovia de fluxo intenso de veículos na interligação de Minas Gerais ao Rio de Janeiro e a Brasília. À época, o governador Romeu Zema acompanhou de perto as tratativas para desobstrução da estrada, por onde passam inúmeros automóveis e transportes de carga. 

Aplicação dos recursos

O acordo – que também tem participação do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) – prevê que os R$ 73 milhões sejam utilizados na reparação de locais atingidos pelo transbordamento do dique e em projetos ambientais, de preferência na região onde ocorreu o desastre.

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Da quantia citada, R$ 48 milhões serão destinados a projetos socioambientais indicados pelo MPF e pelo MPMG, enquanto os outros R$ 25 milhões deverão ser investidos conforme indicações a serem feitas pela Secretaria de Estado de Meio  Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

“O acordo prevê R$ 73 milhões em recursos para serem usados em compensação e em projetos socioambientais, de preferência na Bacia Hidrográfica que aconteceu o acidente”, disse o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Renato Brandão.

Também foi firmado no acordo o pagamento da multa administrativa aplicada pelo Estado à Vallourec, fixada em R$ 80 milhões. Conforme o documento, a empresa fica obrigada a quitar o débito no prazo de dez dias após a assinatura do Termo de Compromisso. Somados, os valores do acordo chegam a R$ 153 milhões.

Análises

Além do repasse financeiro, a mineradora, com a assinatura do acordo, se comprometeu a apresentar um relatório contendo as análises de solo e de água subterrânea a uma auditoria técnica independente para avaliação das condições de toda a área potencialmente impactada. Essa auditoria, por sua vez, passará a avaliar as análises para verificar a necessidade de uma investigação na área da sub-bacia do córrego Cachoeirinha e da Lagoa do Miguelão.

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Além de ter que recuperar de forma integral a área impactada pelo transbordamento do dique, a empresa terá que apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) aos órgãos competentes. Uma Avaliação de Impacto também terá que ser divulgada à Feam, com informações sobre a vegetação terrestre da região, biota aquática, fauna terrestre, toxicidade e ecotoxicidade, solo e sedimentos, estabilidade das estruturas, entre outros.

O acordo ainda trata de medidas voltadas a assegurar a estabilidade, a segurança e o monitoramento contínuo da Pilha Cachoeirinha e do Dique Lisa. Uma das ações impostas à mineradora no acordo é a demonstração da implantação e devido funcionamento de sistema de videomonitoramento e de sistema automatizado de sirenes em todas as barragens do empreendimento.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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