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Moraes faz discurso de reabertura do TSE com críticas a atos golpistas

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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes
Carlos Moura/SCO/STF

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes


Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) , discursou, nesta quarta-feira (1), na reabertura da Corte. A fala do ministro foi repleta de críticas aos golpitas que realizaram atos antidemocráticos no dia 8 de janeiro.

Moraes afirmou que a democracia deve ser exercida sem ódio, discriminação e violência e, logo na sequência, criticou veementemente as pessoas que praticaram atos terroristas no Distrito Federal. 

“[…]  Alguns extremistas, criminosos, verdadeiros terroristas contra a Democracia preferiram optar pelo ódio, pela volência, pela tentativa vexatória, desonrosa e covarde de tentativa de golpe e instalação de um Estado autoritário, em total desrespeito à Constituição Federal”, enfatizou. 


Ele pontuou que os golpistas confundiram liberdade de expressão com agressão e que isso gerou “consequências desproporcionais e intoleráveis para toda sociedade”.

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“O comportamento ilegal e criminoso desses vândalos não se confunde com o direito de reunião ou livre manifestação de expressão e se reveste, efetivamente, de caráter terrorista, com a omissão, conivência e participação dolosa de autoridades públicas para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado das Eleições Gerais de 2022, com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção”, complementou.

Menção a acampamentos e crítica a autoridades públicas

O presidente do TSE também mencionou os acampamentos de bolsonaristas instalados na frente de Quartéis Generais do Exército pelo Brasil, afirmando que estas manifestações tiveram a “complacência” de de autoridades civis e militares. 

“Absolutamente NADA pode justificar a existência de acampamentos cheios de criminosos, com armas inclusive, patrocinados por diversos financiadores e com a complacência de autoridades civis e militares em total subversão ao necessário respeito à Constituição Federal”, disse. 

Moraes citou ainda que os atos antidemocráticos que tiveram como alvo a Praça dos Três Poderes só aconteceram mediante omissão ou participação de autoridades públicas. 

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“A omissão das autoridades públicas, além de potencialmente criminosa, é estarrecedora, pois, neste caso, os atos de terrorismo se revelam como verdadeira tragédia anunciada, pela absoluta publicidade da convocação das manifestações ilegais pelas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, tais como o WhatsApp e Telegram”, ressaltou.

O ministro finalizou o discurso afirmando que a “defesa da democracia” é “inegociável”, e que essa defesa “é a razão de existência da Justiça eleitoral e desse Tribunal Superior Eleitoral”.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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