Minas Gerais

Programa Mediação de Conflitos contribui para rompimento do ciclo de violência doméstica contra a mulher

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O Programa Mediação de Conflitos (PMC) existe há quase 20 anos e faz parte da Política Estadual de Prevenção Social à Criminalidade, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Está presente em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Vespasiano e Uberlândia, e abrange mais de 200 territórios.  

A partir de diversas técnicas, as equipes contribuem para o fortalecimento e mobilização comunitária, incentivam o diálogo e facilitam o acesso a direitos. A intenção é construir com os moradores dos bairros uma segurança pública cidadã e promover meios pacíficos de resolução de conflitos, a partir da mediação comunitária, reduzindo assim a violência, principalmente a letal.  

O programa não atua só com mulheres, mas são elas as que mais acessam. Somente em 2022, 20.912 mulheres, entre demandas diversas, receberam atendimento. A maior parte relacionada a conflitos intrafamiliares, tais como questões de pensão alimentícia, paternidade e separação; 83,49% dos casos envolvem a violência intrafamiliar, sendo 68,61% referentes à violência contra a mulher: física, psicológica e ameaças. Grande parte das atendidas são mulheres negras, com filhos, desempregadas ou que não possuem nenhum tipo de renda própria.  

Violência doméstica 

O trabalho é considerado de formiguinha e realizado de diferentes formas. 

Nos atendimentos individuais é oferecido à mulher uma escuta humanizada, acolhedora. Nos atendimentos em grupo, que podem ocorrer por meio de casos coletivos ou projetos de prevenção a violências, realizados em parceria com as lideranças comunitárias, as mulheres possuem liberdade e confiança de compartilharem experiências de vida e se ajudarem. 

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Há, ainda, as oficinas; somente no Palmital, em Santa Luzia, são três, realizadas por mulheres e para mulheres a partir dos 16 anos: oficina de trança e penteados afro, oficina de costura e oficina cultivando horta.  

“O Mediação de Conflitos é um dos poucos programas que trabalha diretamente nos territórios, em áreas de grandes vulnerabilidades, isso aproxima o público dos profissionais e quebra uma barreira invisível entre os serviços de proteção e participação social, já que muitas vezes a comunidade não acessa os serviços devido à distância”, destaca Camila Patrocínio, gestora social das unidades de Prevenção a Criminalidade Via Colégio e Palmital.  

Casos 

O relato de quem convive com mulheres que sofrem violência doméstica começa assim: “temos vários casos, mas dois recentes me marcaram muito. Uma jovem de 22 anos se aproximou e pude perceber que ela era vítima de violência doméstica. No entanto, é uma situação complicada, pois o ex-companheiro é uma pessoa envolvida com o crime. Então, temíamos muito pela vida dela. Diante da situação, acionei o Mediação de Conflitos, que sempre me deu suporte e me permitiu a segurança de atuar. Em conjunto, pensamos em uma saída sem causar nenhum tipo de retaliação para a família. Hoje, esta pessoa está em segurança em outro local e conseguiu retomar a sua vida”, conta Claudiana Aparecida de Almeida, 41 anos, líder comunitária do bairro Alto São Cosme, localizado em Santa Luzia. 

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“Em outro caso, a vítima, após a separação, recebeu ameaças do ex-companheiro, sofreu perseguições e até ouviu dele a intenção de colocar fogo na casa. Ela, então, acionou o programa e por meio dele conseguiu acessar a rede de apoio, entrar com uma medida protetiva, além de todas as demais ações da rede parceira para manter esse homem longe dela”. 

A própria Claudiana já foi uma vítima de violência doméstica. Somente anos depois, já em segurança, após conhecer o Mediação de Conflitos, também em Santa Luzia, percebeu tudo o que viveu. “Sofri anos da minha vida tendo todo tipo de violência psicológica, agressão. Foi depois de conhecer o programa que entendi toda a situação que vivi no passado. Assim, cresce a minha vontade em defesa das mulheres, de poder orientar e de falar que existe uma solução. Você precisa dar um basta”, conta.  
 

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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