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Senado vai apurar relação de joias sauditas com venda de refinaria

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Joias enviadas por Sauditas a Bolsonaro
Reprodução/Redes sociais

Joias enviadas por Sauditas a Bolsonaro

O caso envolvendo o envio de joias sauditas para a ex-preimeira-dama Michelle Bolsonaro será investigado por uma comissão do Senado Federal. A informação foi dada nesta quinta-feira (9) pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele considera a possibilidade de uma ligação entre os itens e a venda de uma refinaria brasileira para o mundo árabe.

De acordo com o presidente da Comissão de Transparência, Governança e Fiscalização e Controle do Senado, “nada nessa história é normal”. A investigação deve, inclusive, buscar esclarecer se os trâmites da venda da refinaria de Landulpho Alves, na Bahia, ao fundo Mubadala, dos Emirados Árabes, têm relação com o envio das joias.

A refinaria localizada na Bahia foi vendida em 2021 por 1,65 bilhão de dólares (R$ 8,48 bilhões na cotação atual). Contudo, de acordo com a Federação Única dos Petroleiros e o Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Naturais e Biocombustíveis), o valor de mercado da refinaria estava avaliado entre 3 e 4 bilhões de dólares em 2021.


“Como presidente da comissão CTFC, vou abrir investigação no Senado sobre a venda refinaria da Petrobras Landulpho Alves, na Bahia, para o fundo árabe Mubadala Capital”, escreveu Aziz nas suas redes sociais. 

“Qualquer violação ao interesse da União, relação com a tentativa de descaminho de joias, ou qualquer ato que tenha gerado vantagens a autoridades nessa venda, será levado à Justiça para punição dos envolvidos”, complementou. 

Segundo Aziz, o primeiro passo será solicitar e analisar os documentos da Petrobras relacionados à avaliação de “preço abaixo do valor de mercado do ativo brasileiro para estrangeiros”. 

Entenda o caso

Segundo uma reportagem de “O Estado de S. Paulo” , um primeiro pacote de joias, avaliado em R$ 16,5 milhões, foram entregues pelo governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro , que visitou o país árabe em outubro de 2021. Entre os presentes, estavam um anel, colar, relógio e brincos de diamantes.

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Entretanto, ao chegar ao país, as peças foram aprendidas na alfândega do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na mochila de um assessor de Bento Albuquerque , então ministro de Minas e Energia.

Ele ainda tentou usar o cargo para liberar os diamantes, entretanto, não conseguiu reavê-los, já que no Brasil a lei determina que todo bem com valor acima de US$ 1 mil seja declarado.

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Diante do fato, o governo Bolsonaro teria tentado quatro vezes recuperar as joias, por meio dos ministérios da Economia, Minas e Energia e Relações Exteriores. O então presidente chegou a enviar ofício à Receita Federal, solicitando que as joias fossem destinadas à Presidência da República.

Na última tentativa, três dias antes de deixar o governo, um funcionário público utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar até Guarulhos. Ele teria se identificado como “Jairo” e argumentado que nenhum objeto do governo anterior poderia ficar para o próximo.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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