Minas Gerais

Estratégias pedagógicas adaptadas garantem educação mais humana e inclusiva na rede estadual

Publicados

em

Com o intuito de promover uma educação cada vez mais inclusiva, agregar e aproximar toda a comunidade escolar, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) oferece estratégias pedagógicas adaptadas e direcionadas ao atendimento de estudantes com síndrome de Down. Além da oferta dos Atendimentos Educacionais Especializados (AEEs), os estudantes têm acesso a atividades adaptadas de acordo com os conteúdos, que estimulam a parte cognitiva, atenção, percepção, memória, coordenação motora e aspectos comportamentais. 

Lucas Vecchi (Foto: E.E. arlos Trivellato)

De acordo com a coordenadora de Educação Especial e Inclusiva da SEE/MG, Suéllen Cristina Coelho, a interação e a socialização dos estudantes com seus colegas, professores e demais pessoas do ambiente escolar é também essencial.

“O processo de aprendizagem acontece, também, por meio das relações que existem entre os sujeitos e o ambiente que os cercam. Dessa forma, a escola se constitui em um local social por excelência. Possibilitar um ambiente escolar no qual haja relações sociais entre os estudantes da educação especial e os outros atores — professores, colegas e demais profissionais da escola — favorece o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de todos”, explica a coordenadora. 

As atividades cognitivas e sociais já são rotina na Escola Estadual José Ermírio de Morais, em Três Marias, onde a estudante Bruna Micaela Leite de Jesus cursa o 2° ano do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI). Ela gosta de atividades sociais como a dança, em que tem a oportunidade de interagir e criar laços com os demais colegas. Segundo o diretor da instituição, José Augusto de Mesquita, os alunos com deficiência e/ou síndromes são incluídos nas atividades em grupo, apresentações, danças, esportes, jogos e nas diversas atividades que acontecem durante as aulas. 

Leia Também:  Desenvolvimento e compartilhamento de sistemas estratégicos garantem avanço na gestão de recursos hídricos em Minas

Lucas Vechi Lana, estudante do 7º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Carlos Trivellato, em Ponte Nova, além de participar de exercícios voltados para o desenvolvimento cognitivo, também se envolve em atividades sociais, como atividades esportivas e festas comemorativas, como a junina. A  professora da sala de recursos da instituição, Maria Marta Albergaria, aponta que a didática pedagógica é toda adaptada para atender, individualmente, cada estudante. “Para trabalhar com os alunos com síndrome de Down, fazemos uma adaptação de conteúdo de acordo com a necessidade e pré-requisitos que eles possuem”, conta a professora. 

“A convivência com os demais alunos proporciona o apreço às diferenças e o reconhecimento do quão positiva é a convivência com a diversidade, fazendo com que os alunos com síndrome de Down se sintam acolhidos, respeitados e, acima de tudo, vistos em sua totalidade humana: sensibilidade e plenas condições de aprendizagem”, é o que destaca a diretora da Escola Estadual Benedito Valadares, em Raul Soares, Tatiani Evangelina Gomes Sant’Ana. “Vale ressaltar que a inclusão não deve ser responsabilidade somente do professor que está em sala de aula, é importante que toda a equipe escolar esteja envolvida nesse processo.”, completa a diretora.

Vitor Emanuel (Foto: E.E. Benedito Valadares)

A E.E. Benedito Valadares é o cenário em que o estudante Vitor Emanuel Carneiro Pires, do 9º ano do ensino fundamental, aprende se divertindo. A mãe do estudante, Helenice Carneiro Grillo Pires da Silva, afirma que o carinho com que todos os profissionais o tratam faz toda a diferença. “Encontrar pessoas dispostas a acolhê-lo e inseri-lo no meio social, sem preconceito, foi algo que o fez crescer e desenvolver cada vez mais”, analisa. 

Estratégias pedagógicas de inclusão

Assim que são matriculados na rede estadual de ensino, os estudantes da educação especial passam por uma avaliação pedagógica para identificar qual o Atendimento Educacional Especializado (AEE) melhor atenderá suas especificidades pedagógicas. Todo o início de ano letivo é construído o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), que deve ser atualizado ao longo de cada bimestre escolar. Com esse instrumento é possível realizar o acompanhamento da aprendizagem de forma a considerar as habilidades, potencialidades, especificidades desses estudantes, bem como avaliar os objetivos alcançados.

Leia Também:  Governo de Minas publica quarto lote de nomeações de excedentes do concurso público realizado em 2017

Esses atendimentos, de acordo com a Resolução nº 4256/2020, são oferecidos para auxiliar no processo de aprendizagem desses estudantes. Além dos AEE, também são disponibilizadas intervenções pedagógicas e a possibilidade de reforço escolar com o objetivo de atender às especificidades de aprendizagem apresentadas pelos estudantes. 

As estratégias de inclusão e adaptação são realizadas considerando as especificidades dos estudantes. “A aprendizagem não acontece da mesma forma para todos os alunos. Nesse sentido, é preciso considerar o estudante em uma perspectiva histórico-cultural, no qual as informações trazidas pelas famílias, as relações sociais e a afetividade contribuem para o conhecimento pedagógico acerca do processo de aprendizagem e favorecem a construção de estratégias pela equipe pedagógica e adaptações que vão ao encontro das necessidades apresentadas pelos estudantes.”, ressalta a coordenadora Suéllen Coelho. 

Com o objetivo de aperfeiçoar o trabalho dos profissionais que atuam junto aos estudantes da educação especial, a SEE/MG conta com 47 Centros de Referência em Educação Especial Inclusiva (CREIs) em todo o estado. Além de oferecerem cursos de formação continuada para os profissionais da rede estadual de ensino, os CREIs também auxiliam as escolas na adaptação de materiais pedagógicos acessíveis, de forma a atender às necessidades dos estudantes com deficiência.

Fonte: Agência Minas

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

Publicados

em

O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

Leia Também:  Governo de Minas publica quarto lote de nomeações de excedentes do concurso público realizado em 2017

Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

Leia Também:  Estado incentiva uso de trigo MGS Brilhante para alimentação de bovinos leiteiros

“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA