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Hospital se prontifica a falar com a nossa reportagem

DENGUE: Paciente relata que ficou 6 horas na espera por atendimento no Hospital

FESTAS, RECAPEAMENTO DE RUAS, AUMENTO DE SALÁRIOS, REFORMAS DE PRAÇAS, VÍDEOS COM CRIANÇAS! PORQUE ALGUNS PREFEITOS NÃO FALAM DE COMBATE A DENGUE?

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SAÚDE PÚBLICA – DENGUE

 

Banco de Arquivos – Foto Alex Ramos

Com a ameaça da possibilidade de transmissão em massa da DENGUE, municípios com planejamento prévio se mobilizaram para tentar amenizar a invasão dos inimigos, alertado pelos profissionais de saúde desde o final de 2022.

Em Alpinópolis, sudoeste de Minas quase 500 pessoas foram testadas pelo serviço público e em pouco mais de 90 dias 232 casos foram confirmados da doença. Com isso ficou evidente o aumento de pessoas que buscam pelo atendimento público. Entrevistamos algumas delas que desenharam esse cenário.

Benedito Roberto Gonçalves, tem 49 anos e relatou sobre sua busca por atendimento no hospital de Alpinópolis no último domingo.

“Estava passando muito mal, com febre e dores intensas. Quando cheguei no hospital fiquei do lado de fora, no sol quente, sem lugar pra sentar e esperando pelo atendimento. Do lado de fora havia pessoas com sinusite, cólicas nos rins, crianças e até idosos esperando pelo socorro. Eram muitas pessoas mesmo, triste, lamentável a situação. Após 6 horas de espera consegui voltar pra casa. Quando entrei no hospital não posso reclamar do atendimento, desde a recepcionista, equipe de triagem, o dr. Mateus e a enfermeira, todos foram super atenciosos, problema que eles estavam sozinhos.” 

Manoel José Vilela, 65 anos foi até o PSF do bairro Mundo Novo.

“Foi muito rápido o atendimento. As meninas da recepção foram educadas e a enfermeira me orientou fazer o exame, que deu positivo. A própria enfermeira me passou a receita e estou me tratando.”

Nossa reportagem tentou contato com a Secretária Municipal de Saúde, Sandra Silveira, pelo whatsapp, mas não tivemos retorno. Buscando por mais informações sobre o aumento acelerado dos casos conseguimos ser atendidos pela Coordenadora em Vigilância Sanitária, a enfermeira Heloísa Aparecida dos Santos, que descreveu:

“Pedimos mais uma vez a população para não deixar água parada, ficar de olhos abertos nos vasos de plantas, fiscalizar as calhas, intensificar a atenção com as vazilhas dos animais domésticos. O mosquito gosta de ambiente limpo e por isso todos devemos lutar juntos. A Vigilância está fazendo a parte dela e precisamos que a população também faça a sua. ”

A DENGUE é uma doença viral causada por um arbovírus transmitido pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Entre seus principais sintomas destacam-se a Febre, Dores no Corpo e Manchas Vermelhas, em alguns casos mais graves a doença provoca Coceiras, Vômitos e até desmaios. 

Receber os agentes de combate a endemias em casa é fundamental para o controle da transmissão

  • Se apresentar os sintomas tome muito liquido 
  • Em hipótese alguma tomar anti-inflamatório
  • Se apresentar febre tomar dipiroma ou parasetamol
  • Procurar o pronto socorro da cidade apenas em sinais de alerta
  • Sonolência
  • Temperatura inferior a 34º
  • Dores Intensas 
  • Queda de Pressão
  • Sangramento
  • Com ou sem sintomas use repelente todos os dias

A equipe de combate a endemias tem feito seu papel de forma mais intensificada, em Fevereiro 3.905 imóveis receberam as visitas dos agentes, em Março o número subiu para 4.331.

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Entramos em contato com o Diretor Administrativo do Hospital, Juarez Vilela, educadamente nos orientou falar com o Diretor Técnico,  o médico Carlos Eduardo. Ele estava no bloco cirúrgico e não pode atender no momento, mas se prontificou a falar com a nossa reportagem.

Enquanto a população e os principais órgãos de saúde se preocupam com a Dengue boa parte dos prefeitos da região estão preocupados com reformas de praça, recapeamento de ruas, festas, aumento de salários e vídeos com crinaças. A pergunta que não cala é : PORQUE ALGUNS PREFEITOS NÃO FALAM DE COMBATE A DENGUE?

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Saúde

Especialistas se reúnem em workshop para discutir estratégias e inovações para impulsionar a economia de baixo carbono e a redução de emissões de gases de efeito estufa no Brasil

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A redução da emissão de gases poluentes é uma demanda mundial urgente para desacelerar o processo de aquecimento global. O impacto das mudanças climáticas, com a recorrência de eventos extremos como verões mais quentes, períodos de secas e chuvas mais concentradas e intensas, impulsiona a transição para uma economia de baixo carbono.

Para estimular a troca de experiências e conhecimentos sobre o assunto, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) promove, no dia 22 de outubro de 2024, o workshop “O papel das engenharias na transição para uma economia de baixo carbono”. O evento, gratuito e aberto ao público, reúne especialistas para debater soluções integradas para a redução de emissões de carbono e da sustentabilidade em diversos setores como indústria, transporte, construção civil, energia e agronegócio.

O papel da engenharia
Organizado pelo Grupo de Trabalho (GT) “Economia de Baixo Carbono”, o workshop apresentou novas perspectivas para o mercado de carbono brasileiro e abordou a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) por meio do Projeto de Lei 182 de 2024, em análise no Senado.

“Precisamos ampliar a discussão sobre esse mercado e o papel das engenharias na desaceleração das mudanças climáticas”, pontuou a coordenadora do GT, engenheira mecânica Sírcia de Sousa.

Segundo ela, que também é conselheira da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica, a engenharia é essencial para o planejamento e implementação de estratégias de descarbonização para setores industriais, monitoramento e verificação de gases de efeito estufa, além da criação de soluções baseadas na natureza para remoção de carbono. “Os engenheiros também desempenham um papel essencial na produção de normas que orientam e incentivam a população a ter atitudes menos agressivas ao meio ambiente, além de tornar atrativa a adesão da sociedade a um cotidiano de menor emissão de gases poluentes”, ressalta Sírcia.

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O engenheiro florestal e técnico administrativo da Ufla, Thiago Magalhães Meirele, destacou a importância de ambientes como o workshop organizado pelo Crea-MG para que profissionais de diversas áreas possam interagir, debater e criar soluções mais ágeis para que o processo de migração do mercado para a economia de baixo carbono seja mais eficiente.  “Esse processo é multidisciplinar, cada profissional dentro da sua área, da sua especificidade e atribuição técnica tem seu papel. Juntos, eles vão ajudar na criação de novas tecnologias, no desenvolvimento de protocolos, na aplicação de certificações, dentre outras questões”, disse. Thiago ainda destacou que é preciso que toda a população tenha consciência do tema. “Esses são problemas coletivos e só podem ser resolvidos na coletividade, se não houver um entendimento de que todas as áreas precisam trabalhar juntas para atingir essas metas, a gente não vai conseguir alcançá-las”, afirmou. O engenheiro concluiu explicando a importância do poder público nesse contexto. “Esse processo perpassa também por mudanças de políticas públicas, por incentivos fiscais, por educação”.

Também reconhecendo a iniciativa do Crea-MG em promover um evento para debater um tema “muito importante e de interesse mundial”, o engenheiro florestal Enio Fonseca, com 42 anos de atuação nas áreas de sustentabilidade, meio ambiente e mineração, ele veio participar do workshop. Fonseca parabenizou o Conselho e relembrou que “a engenharia tem um papel muito importante na dinâmica da concepção e operacionalização dessas questões da transição energética e que envolvem o crédito de carbono’’

Exemplo mineiro

Durante o workshop o município do sul de Minas, Extrema, ganhou espaço por ser o pioneiro e ser exemplo em relação a implementação de políticas ambientais. “O primeiro o município que tem esse tipo de modelo de mercado regulado de carbono é mineiro. Extrema é um caso de sucesso que começou em 2005 com uma política de pagamento dos serviços ambientais e na evolução da política, entre 2015 e 2017, eles começaram a incorporar a questão do carbono como uma das condicionantes ambientais”, comentou a engenheira florestal Valéria de Fátima Silva, integrante da Carbon Flore, empresa dedicada a soluções para economia de baixo carbono.

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Valéria explicou que em nível estadual e nacional, a regulação caminha lentamente e que ainda existem diversos entraves para que o mercado adote políticas ambientais.

“Para avançar, é preciso haver consenso e envolvimento, e Extrema se diferenciou por fazer esse envolvimento voluntariamente, então só quando as empresas passaram a apoiar o projeto voluntariamente, eles instituíram isso como lei. Então o caminho foi primeiro de convencimento, de engajamento voluntário, para depois a obrigação legal”, explicou a engenheira florestal.

Outro desafio apontado pelo engenheiro de produção civil e professor do Cefet-MG Augusto César da Silva Bezerra é a ampliação do uso de biomassa para a produção de energia. Para ele, o mercado de uma maneira geral está atento ao uso consciente da energia. “A indústria global tem uma projeção de emissões mais voltada para o setor energético, para a energia, o uso da energia na indústria. E a indústria brasileira, nesse aspecto, está bem. A energia brasileira é uma energia mais limpa do que a média global. Nosso principal desafio, eu acredito que seja a gente conseguir potencializar o uso de biomassa, seja para a produção de energia térmica, de biocombustíveis ou de bioenergia, de uma forma ampla”, afirmou.

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