Minas Gerais
Cooperativa de Teófilo Otoni movimenta mais de R$ 1,5 milhão ao ano com vendas para merenda escolar
As experiências de cooperativas de agricultores familiares em diferentes municípios mineiros têm provado que a união faz a força. Em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a Cooperativa Frutos da Terra foi criada em 2013, com o objetivo de organizar os produtores locais e possibilitar a venda dos produtos para as escolas da região por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
O agricultor familiar Joede Alves Ferreira foi um dos pioneiros neste movimento. Filho de agricultores, sempre desejou permanecer na roça, mas por um período da vida precisou se mudar para a cidade, em busca de trabalho, já que a família não tinha terra para plantar. Trabalhou como taxista, lapidário, motoboy em São Paulo, até que retornou para Teófilo Otoni, se casou e conseguiu juntar dinheiro para adquirir um pedaço de chão e começar a produzir.
Neste mesmo período, Joede conheceu o Pnae. “Na época não tinha tanta organização como hoje, bem poucos agricultores trabalhavam com o Pnae. Entendi que sozinho não conseguiria atender a toda demanda das escolas, porque não tenho todos os produtos que a escola precisa. Então percebemos que era preciso formar um grupo. A cooperativa é isso, um grupo em que cada agricultor tem sua produção e a soma fortalece a todos nós”, conta.
Desde o começo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) assessorou os produtores na estruturação da cooperativa, entidade melhor preparada para fazer as vendas dos produtos da agricultura familiar para o Pnae. “Acompanhamos o trabalho de produção dos agricultores familiares, a organização da própria cooperativa, a documentação, os controles, a gestão do grupo, porque ninguém tinha essa experiência”, detalha o coordenador técnico da Emater-MG, Idalmar Pereira de Souza.

A lei que regulamenta o Pnae estabelece que o mínimo 30% dos recursos repassados aos estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a alimentação escolar, devem ser utilizados na compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar. A Emater-MG trabalha na orientação dos agricultores familiares e suas organizações para que tenham acesso a esta política pública de comercialização.
Garantia de renda
Segundo o diretor tesoureiro da cooperativa, João Ribeiro de Souza Filho, toda a renda da Frutos da Terra vem das vendas para o Pnae, que somam, em média, mais de R$ 1,5 milhão ao ano. Para ele, o programa é extremamente importante para os agricultores, que têm como principal desafio justamente escoar a produção. “Hoje trabalhamos com olerícolas, de forma geral, além de algumas frutas. Com o rendimento do Pnae, conseguimos montar um escritório para a cooperativa, comprar uma câmera fria para armazenar os produtos, além de uma caminhonete e um caminhão para agilizar as entregas. Toda a receita das vendas está sendo aplicada na região, colaborando para o nosso desenvolvimento”, avalia.
Joede produz primordialmente verduras, que são comercializadas para as escolas por intermédio da cooperativa. “Eu não conseguiria fechar um contrato com a escola só para entregar alface e a cooperativa fecha um contrato com todos os produtos que a escola precisa. Ela pega minha alface, faz a entrega, recebe da escola e depois paga a gente certinho”, conta.
O agricultor Cleiton Ricardo Irlen foi incentivado pela Emater a integrar suas verduras para a cooperativa. Desde que aderiu ao grupo e faz vendas regulares para a merenda escolar, via Frutos da Terra, viu sua renda melhorar. “Esse dinheiro me ajudou muito, porque hoje eu tenho uma estrutura, já construí uma agroindústria de polpa de frutas para minha esposa, já coloquei energia solar na minha casa, todo mês eu tenho certeza de que vou ter um dinheiro”, reforça. Além da inserção na política pública via cooperativa, a Emater-MG também presta toda assistência técnica necessária para a instalação da agroindústria do Cleiton e sua esposa Paula Rhariany Santos, desde a planta para construção até as adequações para a regularização junto aos órgãos governamentais.
Os produtos do Cleiton, do Joede e dos demais agricultores cooperados da Frutos da Terra são distribuídos para diversas escolas da região, como a Escola Estadual Alfredo Sá. A unidade adquire pelo menos 30% dos alimentos da merenda escolar da agricultura familiar. O papel da Emater nesta articulação também é primordial. “Através da Emater que a gente consegue efetivar as vendas, muitas vezes um produto está em falta, não é exatamente o que a gente queria e a gente reporta isso para a empresa e eles conseguem resolver tudo junto aos agricultores familiares para termos sempre produtos de qualidade”, conta a diretora da Escola, Najla Maria Vieira.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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