Minas Gerais

Exportações do agronegócio mineiro alcançam US$ 5,8 bilhões no período de janeiro a maio

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As exportações do agronegócio mineiro totalizaram US$ 5,8 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano, com queda de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume embarcado alcançou 6,1 milhões de toneladas, registrando aumento de 10,5%. As vendas do setor agropecuário responderam por 35,6% das vendas de Minas ao mercado internacional.

Em relação ao mês de maio, o valor exportado alcançou US$ 1,4 bilhão, com o embarque de 1,7 milhão de toneladas. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 6% nos preços e alta de 14% no volume embarcado.

Na avaliação da assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) Manoela Teixeira, a retração da receita, no acumulado deste ano, ainda é reflexo da diminuição das vendas do café nos primeiros meses. “Como essa commodity é a que tem maior participação na comercialização da pauta do agronegócio mineiro, o seu desempenho acaba refletindo no resultado geral. Entretanto, são esperados bons resultados para esta safra nova. Analisando o comportamento mensal do preço do café, isoladamente, já houve recuperação de 17% entre maio e abril” explica.

Mercados

No período de janeiro a maio, 529 diferentes produtos do setor agropecuário mineiro foram enviados para 163 países. Os principais destinos foram a China (35%), Estados Unidos (9%), Alemanha (7%), Itália (4%) e Japão (3%). O preço médio dos produtos exportados foi negociado em torno de US$ 943,82 a tonelada.

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Seapa / Divulgação

Café

Líder das exportações do setor agropecuário mineiro, o café alcançou a receita de US$ 2,1 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, com o embarque de 9,4 milhões de sacas. Os dados apontam queda de 26% no valor e 22% no volume. “A expectativa é de recuperação das vendas com o início da colheita de nova safra no país, além da janela de oportunidade que há com os estoques baixos do Vietnã”, avalia a assessora da Seapa Manoela Teixeira.

Os principais compradores de café do estado foram Estados Unidos (US$ 399 milhões), Alemanha (US$ 345 milhões), Itália (US$ 203 milhões), Bélgica (US$ 141 milhões) e Japão (US$ 115 milhões).

Complexo Soja

O complexo soja (grãos, farelo e óleo) obteve a receita de US$ 1,9 bilhão, com o embarque de 3,5 milhões de toneladas. O setor registrou crescimento de 3% no valor e 11% no volume. A soja em grãos, principal componente desse segmento, segue com bom ritmo de vendas, impulsionadas pelas compras da China, Tailândia, Irã, Argentina, Taiwan e Vietnã.

Produtos Florestais

As vendas externas de produtos florestais (celulose, madeira, papel e borracha) somaram US$ 514 milhões e 682 mil toneladas, com aumento de 50% na receita e de 8% no volume. O setor segue em ritmo acelerado de vendas, obtendo recordes, decorrentes, principalmente do desempenho da celulose. Os principais países compradores de produtos florestais de Minas Gerais foram China (US$ 217 milhões), Estados Unidos (US$ 62 milhões), Japão (US$ 61 milhões), Países Baixos (US$ 57 milhões) e Itália (US$ 47 milhões).

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Carnes

O setor de carnes registrou US$ 500 milhões e 156 mil toneladas, representando 9% das vendas do agronegócio de Minas Gerais. O segmento de carne bovina seguiu com o cenário de desaceleração da demanda pelo mercado chinês, o que contribuiu para o recuo de 35% no valor e 21% do volume.

Por outro lado, as carnes de frango, que representaram 31% das vendas do segmento, seguiram em alta, contabilizando US$ 156 milhões e 78 mil toneladas, com a valorização de 16% na receita e de 9% na quantidade vendida.

A carne suína também obteve performance positiva, somando US$ 16 milhões e 7,7 mil toneladas, com aumento de 12% na receita e 5% no volume.

Complexo Sucroalcooleiro

O complexo sucroalcooleiro representou 8% das vendas do agronegócio mineiro. Açúcar, álcool e demais açucares renderam ao estado US$ 453 milhões. O bom resultado foi puxado, principalmente, pelo açúcar que representou 88% das vendas do setor, alcançando US$ 400 milhões. O bom resultado é reflexo da baixa oferta mundial.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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