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Flamengo bate Athletico-PR por 2 a 1 e larga na frente nas quartas da Copa do Brasil

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No duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o Flamengo venceu, de virada, o Athletico-PR por 2 a 1 nesta quarta-feira (5), no Maracanã. Pedro, de pênalti, e Bruno Henrique marcaram os gols rubro-negros na segunda etapa. Com o resultado, o Mengão terá a vantagem do empate no jogo de volta, na Arena da Baixada.

O jogo

Como de costume quando joga em casa, o Flamengo iniciou a partida buscando o ataque na base do toque de bola de pé em pé. Mas foi o Athletico que abriu o placar logo aos seis minutos com Canobbio, que aproveitou a sobra para bater de chapa no canto de Matheus Cunha: 1 a 0.

Em desvantagem, o time rubro-negro foi obrigado a se mandar para o ataque, enquanto a equipe paranaense se fechava atrás para sair em velocidade no contra-ataque. Aos 15’, Arrascaeta sofreu falta na entrada da área. O próprio uruguaio cobrou e a bola passou muito perto da trave. Aos 26’, Arrascaeta cruzou pela direita, Pedro tentou finalizar, mas não acerta a bola.

Apesar de estar atrás no placar, o Flamengo fez um bom primeiro tempo, com amplo domínio da posse de bola e boas triangulações no ataque. Só faltou o gol.

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No início do segundo tempo, o Rubro-Negro carioca partiu pra cima em busca logo do empate. Aos dois minutos, Ayrton Lucas fez boa jogada na linha de fundo, driblou Madson e tocou para Arrascaeta. O uruguaio bateu rasteiro no canto e Bento fez a defesa em dois tempos.

Aos 7’, Arrascaeta se antecipa dentro da área e sofre contato de Madson na canela. Após checar o VAR, o árbitro marcou o pênalti. Pedro cobrou no canto esquerdo do goleiro e deixou tudo igual no Maraca: 1 a 1.

Após o empate, o Mais Querido seguiu com maior posse de bola e chegando com mais perigo ao gol de Bento. O jogo era de paciência para furar a marcação do Athletico.

A Nação estava pedindo Bruno Henrique, Sampaoli atendeu e imediatamente o camisa 27 deu a resposta! Arrascaeta cobrou falta para dentro da área e o atacante cabeceou com estilo no contrapé do goleiro para colocar o Mengão na frente: 2 a 1.

Estreante da noite, Luiz Araújo entrou no jogo, e logo na primeira aparição deu um belo lançamento para Bruno Henrique, que tentou encobrir o goleiro e a bola passou rente à trave. Na reta final, a equipe rubro-negra soube administrar o resultado e saiu do Maraca com um bom resultado para o jogo de volta, na Arena da Baixada.

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Próximo compromisso
O Rubro-Negro volta a campo no próximo sábado (8) para enfrentar o Palmeiras, às 21h, no Allianz Parque, pela 14ª rodada do Brasileirão.

Flamengo
Matheus Cunha; Wesley, Fabrício Bruno, David Luiz e Ayrton Lucas; Erick, Victor Hugo (Bruno Henrique) e Gerson; Everton Ribeiro (Luiz Araújo), Arrascaeta (Thiago Maia) e Pedro.
Técnico: Jorge Sampaoli.

Athletico-PR
Bento; Pedro Henrique, Thiago Heleno e Zé Ivaldo; Madson (Khellven), Fernandinho, Erick (Cuello), Vitor Bueno, Canobbio (Léo Cittadini) e Lucas Esquivel; Vitor Roque (Thiago Andrade).
Técnico: Wesley Carvalho.

Ficha técnica

Flamengo 2×1 Athletico-PR

Jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Local: Maracanã, RJ
Data e hora: 05/07/2023 às 21h30
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA/SP), Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG) e Rafael da Silva Alves (FIFA/RS)
Cartões amarelos: Bento (CAP), Erick (FLA), Wesley (FLA) e Thiago Andrade (CAP)
Gols: Canobbio (6’1ºT), Pedro (9’2ºT) e Bruno Henrique (25’2ºT).

Fonte: Esportes

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Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

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POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.

Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.

Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.

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Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.

A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.

Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.

Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:

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“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”

A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.

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