Política
Moradores de ocupação em Águas Formosas exigem agilidade na regularização

]Famílias da ocupação Morar Bem, em Águas Formosas (Jequitinhonha) e parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) cobraram agilidade das autoridades locais e dos órgãos do Estado para que se obtenha a regularização da área. Eles participaram de audiência da Comissão de Direitos Humanos que tratou do tema, nesta terça-feira (22/8/23), solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT).
A diretora da Associação Morar Bem, Betânia Gonçalves, relatou que 426 famílias residem na ocupação e estão cadastradas no projeto habitacional Morar Bem, da Prefeitura. Segundo a dirigente, há 5,5 anos, todas as famílias receberam a promessa de que receberiam seus lotes para fazer suas casas numa área de 120 mil m², fruto da desapropriação da fazenda Cristalina em 2017.
Ainda de acordo com Gonçalves, o loteamento já estava sendo executado, com algumas ruas abertas, planta elaborada, mas devido à denúncia de que teriam sido retiradas 40 caçambas de lixo do local, o projeto foi embargado pelo Ministério Público local.
Manoel Missias de Jesus, também diretor da Associação Morar Bem, informou que, devido à inércia das autoridades, as famílias estão ocupando o terreno há 18 dias e sendo por isso pressionadas pela Polícia Militar local. “Nós não aguentamos mais e fomos para a luta, ficar debaixo das lonas. E agora, todo procedimento vai ser feito com a gente lá. Tem que haver uma solução!” reivindicou.
Termo de ajuste
Munido de mapas da área, Victor Santana, técnico agropecuário municipal, mostrou que há ao lado da ocupação um loteamento privado com condições similares à primeira e, no entanto, apenas esta foi embargada pelo Ministério Público local. A medida, na sua avaliação, contrariou decisão do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Codema) de Águas Formosas, que havia liberado a implantação do loteamento.
Destacou ainda que o MP propôs termo de ajuste de conduta (TAC) exigindo que a prefeitura regularizasse a área após as denúncias de lixo no local, sob pena de pagar multa diária de R$ 2 mil. Mas o poder público municipal não tomou as medidas necessárias, conforme Santana, e ainda assim, a multa não está sendo cobrada. O trabalho no terreno, que deveria ser executado pela prefeitura, está sendo realizado pela comunidade, que fez a limpeza e o cercamento da área.
Por fim, Santana estranhou a exigência feita recentemente pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), de análise do solo profundo de toda a área: “Não existe essa necessidade. Lá é uma área de pastagem, não tem nada de poluição”, contrapôs, cobrando uma posição da Feam.
Feam diz que só estudo definirá se houve contaminação
O representante da Feam, Luiz Martins, gerente da Qualidade do Solo e Áreas Contaminadas, disse acreditar que não há grande problema na área, mas a análise técnica do solo é que definirá isso. Acrescentou que toda a documentação enviada ao órgão é priorizada e os técnicos buscam agilizar a análise para acelerar o processo.
Ele informou ainda que foi constatada pela Feam a presença de resíduos sólidos, de podas e de construção civil. E que, por isso, a fundação solicitou estudos técnicos da Prefeitura para verificar se houve contaminação do solo. Os primeiros estudos, afirmou, foram enviados pela Prefeitura à Feam em 2021.
Em 2022, a fundação exigiu mais estudos, que já deveriam ter sido entregues e como a Prefeitura se atrasou, foi autuada. O município pediu maior prazo para fazer as análises e a nova data definida foi novembro de 2023. “Com esse estudo pronto, poderemos dizer se a área está ou não contaminada”, concluiu o técnico.
Mesa de Diálogo
Bianca Pataro, assessora da Mesa de Diálogo e Negociação do Estado, registrou que foi informada do conflito há pouco mais de uma semana. E já começou a fazer as articulações para solucionar os problemas mais urgentes. Sobre a decisão judicial de reintegração de posse emitida em 10 de agosto deste ano, Pataro informou que a PM está no local, mas que não vai fazer a retirada das pessoas da ocupação.
Mesa de Conflitos
Diante da situação, a deputada Beatriz Cerqueira lamentou a ausência da Prefeitura local. Ela sugeriu que a comissão acionasse também a Mesa de Conflitos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “Precisamos achar saídas para garantir o direito à moradia dessas famílias e a solução do problema não é retirá-las daquela área”, constatou.
A deputada Bella Gonçalves (Psol), que presidiu a reunião, lembrou que seu partido fez uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) junto ao Supremo Tribunal Federal, que impediu despejos durante a pandemia. E mesmo com o fim da pandemia, o órgão impôs a condição de que não se pode fazer despejo sem oferecer alternativas às famílias atingidas. Ainda de acordo com ela, o TJMG fez o compromisso de cumprir a determinação do STF.
O deputado Doutor Jean Freire (PT) registrou que, quando ficou sabendo da possibilidade de retirada das famílias da ocupação, entrou em contato imediatamente com o comandante da PM local, que lhe garantiu que não faria a reintegração naquele momento. ‘Vocês não querem simplesmente morar, querem morar bem! Parabéns a vocês, especialmente as mulheres”, disse.
Ao final, foram aprovados requerimentos de autoria dos três parlamentares com pedidos de providências à Prefeitura, à Feam e ao MP no sentido de agilizar a regularização dos terrenos.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
-
CIDADES7 dias atrás
Nikolas é favorito em Minas
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrás
Presidente da CAAMG prestigia posse da diretoria da OAB Nacional e participa de reunião da Concad
-
Coluna Minas Gerais5 dias atrás
Fabriciano inicia obra de 500 moradias
-
Coluna Minas Gerais5 dias atrás
Inscrições abertas para 3ª Maratona Faemg Jovem
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
Falta de planejamento e o alto custo na mesa do consumidor
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
CAAMG abre a primeira semana da Campanha de Vacinação Antigripal para a advocacia de Minas Gerais
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrás
Mulheres lideram a transformação da infraestrutura e mobilidade nos países do Brics
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
Lactalis investe R$ 291 milhões em Minas