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TJMG conclui curso sobre o Sistema Brasileiro de Precedentes

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A 1ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em parceria com a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), realizou, nesta segunda-feira (28/8), uma oficina que encerrou o curso “O sistema brasileiro de precedentes e sua operacionalidade estratégica no TJMG – Turma 2”, na sede da Ejef.

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Desembargador Alberto Vilas Boas e a gerente Rafaella Rocha da Costa Assunção ministraram a oficina (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

O curso, realizado entre 28 de julho e 28 de agosto, foi voltado a magistradas, magistrados, assessoras e assessores de 1ª e 2ª Instâncias do TJMG. Oitenta participantes, de várias partes de Minas, tiveram aulas remotas e participaram da oficina presencial no encerramento.

As disciplinas foram ministradas pelo 1º vice-presidente do TJMG e coordenador-geral do Centro de Inteligência da Justiça de Minas Gerais (CIJMG), desembargador Alberto Vilas Boas; pela juíza auxiliar da 1ª Vice-Presidência do TJMG e integrante do grupo operacional do CIJMG, Mônica Silveira Vieira; pela gerente dos Núcleos de Triagem Prévia e Apoio à Gestão de Gabinetes e de Gerenciamento de Precedentes e Ações Coletivas (Geap), Rafaella Rocha da Costa Assunção; e pelo coordenador do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e Ações Coletivas (Nugepnac), Daniel Geraldo Oliveira Santos.

Para o desembargador Alberto Vilas Boas, o curso, idealizado pela 1ª Vice-Presidência do TJMG, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e Ações Coletivas (Nugepnac), em conjunto com a Ejef, trouxe um conteúdo de extrema relevância, mais aprofundado e detalhado, sobre o sistema de precedentes do Código de Processo Civil e como aplicá-lo na prática.

“O foco foi proporcionar aos juízes o conhecimento desse modelo de precedentes qualificados, que é de grande importância para a vida institucional do Poder Judiciário. Somos obrigados a tratar as pessoas de forma igual e previsível nas decisões judiciais e o modelo de precedentes qualificados existe justamente para isso. Ou seja, para que os tribunais superiores criem esses modelos de decisão e, cada juiz, ao julgar a causa, observe as particularidades fáticas do seu caso, podendo aplicar ou não os precedentes. Esse projeto teve início no ano passado, para permitir um certo nivelamento do conhecimento entre todos os juízes, especialmente da 1ª Instância”, disse o 1º vice-presidente da Corte mineira.

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O coordenador Daniel Geraldo Oliveira Santos (à mesa) e a juíza Silveira Vieira (em pé) também ministraram aulas no curso (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Segundo a juíza auxiliar Mônica Silveira Vieira, a realização do curso foi de suma importância. “Ministros do STJ estão falando sobre isso nas aberturas de congressos. Eles destacam a relevância dos precedentes para a racionalização da prestação jurisdicional, para a gestão da litigância. Vários ministros do Supremo vêm destacando a imprescindibilidade dos precedentes qualificados para emprestar atributos como previsibilidade, racionalidade e segurança jurídica ao ordenamento jurídico brasileiro”, afirmou a magistrada.

Ela disse ainda que a oficina coroou um percurso formativo em que os participantes refletiram sobre todos os aspectos relevantes do sistema brasileiro de precedentes, incluindo sua estruturação teórica, formação dos precedentes, sua aplicabilidade, raciocínio base de sua aplicação, juízos de distinção e superação. “Hoje, tivemos a oportunidade de reforçar as habilidades e competências que desenvolvemos ao longo do curso, para trocar experiências, tirar últimas dúvidas e encerrar esse esforço de construção colaborativa do conhecimento, por meio de uma oficina de casos práticos, que nos permitiu exercitar todos os conceitos e ideias, que são objetivo do curso com contato presencial. Todos, juntos, trocando informações, e isso é fundamental”, acrescentou a magistrada.

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A juíza Mônica Silveira disse que a oficina foi a oportunidade de reforçar as habilidades e competências desenvolvidas ao longo do curso (Crédito: Cecília Pederzoli/TJMG)

Aulas teóricas e oficina

O curso “O sistema brasileiro de precedentes e sua operacionalidade estratégica no TJMG – Turma 2” foi desenvolvido em quatro módulos: “Precedentes”; “O microssistema brasileiro de precedentes”; “Precedentes, Nugepnac e Centro de Inteligência”; e “Questões práticas e operacionais”. Eles foram complementados pela oficina final, que teve como tema “O sistema de precedentes no contexto do TJMG”.

A gerente do Geap e uma das docentes, Rafaella Rocha da Costa Assunção, disse que os primeiros tópicos do curso foram mais teóricos e os últimos, mais práticos. “No início, falamos da sistemática de precedentes, como ela é tratada no Brasil e em que nível estamos. Os módulos finais foram mais práticos, sobre como deve ser feita a aplicação dos precedentes qualificados e como o núcleo de precedentes vai apoiar os magistrados e suas equipes no auxílio ao tratamento dos precedentes. O encontro final foi para trazer todos os aspectos e casos práticos que cada aluno vivencia em sua unidade jurisdicional”, afirmou.

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Alunos satisfeitos

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A juíza auxiliar Lílian Bastos de Paula trabalha na Comarca de Belo Horizonte e foi aluna do curso na Ejef (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

O juiz de Segunda Entrância da Comarca de São Sebastião do Paraíso, Fábio Henrique Vieira, participou do curso na Ejef e disse ter ficado muito satisfeito com o conteúdo programático oferecido: “O curso foi bastante esclarecedor, bem elucidativo e contribuiu muito para o aprendizado e o crescimento dos participantes. Ele se mostrou também muito útil e prático para o meu dia a dia”.

Para a juíza auxiliar de Entrância Especial da Comarca de Belo Horizonte, Lílian Bastos de Paula, valeu a pena participar das aulas e da oficina: “Foi muito válido, com conteúdo denso e informações bastante úteis para aplicação em nossa rotina diária. O mais importante foi poder sanar pessoalmente as dúvidas e compartilhar com os colegas que vivem situações semelhantes em suas varas e comarcas”, frisou

Entendendo as realidades

O coordenador do Nugepnac, Daniel Geraldo Oliveira Santos, afirmou que vai reunir todas as informações coletadas no curso para auxiliar juízes e assessores. “O conteúdo passou por todo um itinerário informativo em que os participantes puderam aprender e aprofundar sobre os precedentes e conhecer as ferramentas existentes no TJMG. Hoje, foi um momento para debater casos práticos, para dialogar e também conhecer a realidade de cada juiz e assessor de 1ª e 2ª Instâncias, para que o Nugepnac possa colaborar e auxiliar da melhor forma possível na atividade jurisdicional”.

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O juiz da Comarca de São Sebastião do Paraíso, Fábio Henrique Vieira, achou o curso muito válido e útil (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

O desembargador Alberto Vilas Boas disse que o importante é permitir que esses juízes tenham um acesso mais qualificado ao tema dos precedentes: “Porque isso significa nos auxiliar na 2ª Instância a identificar os casos já julgados sob a ótica dos precedentes qualificados, para que as decisões fiquem mais ou menos semelhantes e não gerem insegurança jurídica”.

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Fonte: Tribunal de Justiça de MG

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Carlos Henrique Romanelli, “Carlinhos do Ney”, é eleito vereador em Itamonte com o compromisso de seguir o legado do pai, Ney Romanelli

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Carlos Henrique Romanelli, conhecido carinhosamente como “Carlinhos do Ney”, 56 anos, casado e pai de três filhos, agora faz parte da Câmara Municipal de Itamonte. Eleito pelo PL (Partido Liberal), Carlinhos assume seu lugar como vereador com um grande compromisso: continuar o legado do pai, o inesquecível Ney Romanelli, ex-prefeito de Itamonte por três mandatos e símbolo de trabalho e dedicação à cidade.

Ney Romanelli, falecido recentemente, deixou sua marca através de grandes obras e transformações em Itamonte. Com um coração generoso, o ex-prefeito conquistou o carinho e a admiração do povo, sendo lembrado como alguém que sempre esteve presente nas dificuldades dos cidadãos. “Meu pai foi um grande líder, um exemplo de humildade e amor pela cidade”, afirma Carlinhos, com a emoção de quem foi influenciado profundamente pela trajetória do pai.

O legado de Ney Romanelli é visível nas estruturas que transformaram a cidade, e seu nome permanece na memória dos moradores como sinônimo de uma administração que cuidava de cada detalhe da cidade com zelo e comprometimento. “Quero dar continuidade a esse trabalho, resgatar a simplicidade e o contato próximo com o povo, que meu pai sempre teve”, declara Carlinhos do Ney, evidenciando que sua gestão será marcada pelo mesmo carinho e dedicação, bem como pelo trabalho sério e humanizado que pautou a política de seu pai.

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Com a sua eleição, Carlinhos do Ney chega à Câmara Municipal como a voz do povo, com um olhar atento aos problemas diários que afetam a comunidade. Ele leva consigo o exemplo de liderança do pai, mantendo a humildade e o carinho no trato com cada cidadão de Itamonte, sempre buscando soluções para o bem-estar da população.

A cidade aguarda com expectativa os próximos passos de Carlinhos como vereador, já reconhecendo nele a vontade de fazer a diferença, mantendo a essência de quem cresceu ao lado de um homem que dedicou sua vida à sua terra e ao seu povo. Carlinhos do Ney já se mostra como um político de proximidade, que não perdeu a conexão com as raízes e que promete caminhar, com dedicação e respeito, pelos mesmos trilhos que seu pai seguiu, com muito trabalho e amor por Itamonte.

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