Minas Gerais
Mestras da Culinária de Igarapé são homenageadas no Festival Internacional da Cozinha Mineira Contemporânea
Celebrar a nova cozinha mineira é também reconhecer a história, os saberes e os ingredientes tradicionais da terra de Minas Gerais que forjaram a cozinha mineira clássica. Foi com esse pensamento que as Mestras da Culinária de Igarapé foram homenageadas, no sábado (2/9), no I Festival Internacional da Cozinha Mineira Contemporânea, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult/MG) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS).
No encerramento do simpósio Conversas de Cozinha, a secretária de Estado Adjunta de Estado de Cultura e Turismo, Milena Pedrosa, entregou as honrarias às mestras. Elas criaram a Associação das Mestras da Culinária de Igarapé (Asmeci), em 2012, e fundaram o Festival Igarapé Sabor, que chegou à sua 5ª edição neste ano. A secretária-adjunta ressaltou a importância do trabalho realizado por essas mulheres que são detentoras de saberes e fomentam a cozinha mineira.
“São mãos lindas que produzem um legado incrível, e trazem essa cozinha mineira clássica para um novo conceito contemporâneo. Minas Gerais já faz essa fusão com muita criatividade e hoje estamos celebrando e agradecendo a essas mestras maravilhosas”, reverenciou Milena Pedrosa.
Vice-presidente da Asmeci, Ubalda Alves de Oliveira se disse muito feliz com o reconhecimento. “Receber esta homenagem hoje é muito gratificante. É aí que a gente vê o valor que tem a nossa gastronomia mineira. Este evento aqui é maravilhoso”, contou a mestra, que começou a cozinhar vendo a mãe. “Minha mãe saía para levar comida para o meu pai na roça e eu ficava lá, montava o fogareirozinho no chão, colocava a panelinha ali e fazia um guisadinho. Assim fui tomando gosto pela gastronomia”, lembrou.
A trajetória é parecida com a de Maria Nunes da Silva, a veterana do grupo, nascida e criada em Igarapé. “Cozinho desde os 7 anos de idade. Sempre fui pequena, então meu pai fez um caixotinho para eu alcançar o fogão. Eu amo cozinhar, cozinho por amor”, contou Maria, para quem a arte da gastronomia é uma das mais importantes que existe. “Cozinhar é uma arte, e é uma arte maravilhosa. Pegar a matéria-prima e transformar em coisas saudáveis e gostosas”, relatou Maria.
Igarapé e o legado da Cozinha Mineira
A vocação de Igarapé para a cozinha mineira vem de longe. O município criou seu primeiro festival gastronômico em 2005, o Igarapé Bem Temperado, que coexiste com o Festival Igarapé Sabor. Ambos são realizados anualmente, durante quatro dias – um em maio, o outro em julho –, e recebem investimentos via Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
O sucesso dos festivais é internacional. Em 2019, o Igarapé Sabor recebeu menção honrosa da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no “Concurso Saberes e Sabores: as Mulheres Rurais no resgate da alimentação tradicional saudável e na proteção à biodiversidade”.
Maria Nunes da Silva e Ubalda Alves de Oliveira participam desde o primeiro festival, em 2005. Além disso, as mestras compartilham o fato de serem doceiras. “Trabalho com os doces há uns 20 anos. Comecei de brincadeira, só para a gente comer em casa, mas aí foram gostando, pedindo mais. Hoje, graças a Deus, é o meu sustento. Faço vários doces de compota, licor de canela. E faço o melhor pão de mel do Brasil, na minha opinião. Eu amo”, brincou Ubalda.
A mestra Elizabeth das Dores Pinto chegou ao festival um pouco depois, em 2008. Nascida em Belo Horizonte, ela foi morar em São Joaquim de Bicas, perto de Igarapé, pouco antes de se aposentar. Plantou árvores frutíferas de todos os tipos em seu quintal e, quando as frutas apareceram, a dúvida sobre a destinação foi o empurrão que precisava para entrar no evento culinário da cidade.
“Quando aposentei, em 2006, pensei ‘O que eu vou fazer com essas frutas?’ Aí eu tive a iluminação de Deus de fazer licores, doces e geleias. Hoje, eu tenho mais de 40 sabores de licores”, contou Elizabeth, que lança um novo sabor de licor a cada festival e é conhecida como Beth dos Licores.
“As mestras da culinária de Igarapé são importantes por preservarem a tradição da comida mineira no uso de ingredientes cultivados nos quintais de casa, e também por serem guardiãs do saber culinário que foi aprendido com suas mães e avós. Esse costume estimula as famílias a preservarem a memória gastronômica que faz parte do patrimônio imaterial da cultura igarapeense”, explicou Vivian Rocha, assessora da Secretaria de Cultura e Turismo de Igarapé.
Tradição que gera o novo
Para Maria da Silva, uma das grandes alegrias da homenagem recebida pelo Governo de Minas Gerais é ver reconhecida a tarefa de transmitir o legado da cultura alimentar, das festas, dos doces e das comidas mineiras para as gerações atuais e futuras.
“Estamos aqui celebrando a cozinha contemporânea, e é importante lembrar que ela vem lá da raiz. Os chefs de cozinha mesmo dizem que, sem os pratos rústicos, eles não teriam essa base para inovar, fazer os pratos melhores, com essa pegada moderna. Então essa cultura alimentar do passado é a base”, declarou Maria, para quem a bandeira da alimentação saudável tem papel de destaque na cozinha.
“Nós produzimos as nossas verduras, os nossos legumes, sem agrotóxico, tudo com adubo orgânico. A gente trabalha muito defendendo a saúde neste sentido. Eu aprendi a aproveitar as folhas, transformar em farinhas para combater anemia, faço geleias para combater anemia. Esses conhecimentos são fundamentais”, defendeu.
Fazendo coro com a colega de associação, Elizabeth das Dores Pinto enalteceu essa busca em conciliar o novo e o tradicional. “Eu estou muito emocionada com essa homenagem, estou para explodir de tanta felicidade. E ela casa muito bem com o nosso trabalho de reconhecer a origem e o contemporâneo”, finalizou.
Homenageados
Além das Mestras da Culinária de Igarapé, foram homenageados pelo apoio à gastronomia e à nova cozinha mineira, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Oswaldo Miranda Júnior; Bruno Bethonico, da Frente da Gastronomia Mineira; o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas e do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo Souza e Silva; o prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa; o secretário de Turismo de Tiradentes, Guilherme Carvalho; e o prefeito de Igarapé, Arnaldo Chaves.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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