Minas Gerais
Balanço aponta quase mil pessoas presas em Minas em operação de combate à violência contra a mulher

Após 44 dias de ações integradas de segurança pública com foco no combate à violência contra a mulher, a Operação Shamar, realizada entre forças de segurança e instituições parceiras de todo o Brasil, chegou ao fim.
Em balanço das atividades em todo o país, Minas Gerais registrou números importantes, ocupando, em alguns quesitos, o primeiro lugar de rankings nacionais de produtividade. No estado, 939 pessoas envolvidas em ações de violência doméstica foram presas, 92 mandados de prisão foram cumpridos contra autores desse tipo de violência e 8.725 vítimas foram atendidas. Durante as abordagens também foram apreendidas 84 armas brancas e 120 armas de fogo.
A operação abrangeu os 853 municípios de Minas Gerais, um efetivo de 2.128 policiais e 890 viaturas. As atividades aconteceram entre 1/8 e 14/9/2023. Nesse tempo, 953 denúncias foram apuradas, 469 medidas cautelares foram expedidas, 4.490 inquéritos policiais foram abertos e outros 4.196 concluídos, além da condução de 3.916 suspeitos à delegacia.
No ranking nacional relacionado a ações educativas da Shamar, Minas ficou com dois primeiros lugares. O Estado foi responsável por 50% das ações de orientação e panfletagem sobre o tema, com 8.403 atividades das 16.457 realizadas em todo o país. Também foram realizadas 1.523 palestras em escolas e espaços públicos de Minas, o que representa 32,5% do total realizado no Brasil.
Algumas das ações educativas tiveram ampla repercussão, como a distribuição de material informativo e orientação sobre denúncias na Estação Vilarinho e Festival Sarará, em Belo Horizonte; no Posto da PRF na BR-381, em Sabará; e no centro de Montes Claros, na região Norte.
O superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais, Bernardo Naves, analisou os resultados e destacou a importância da Operação Shamar.
“Os números evidenciam a prioridade que o Governo de Minas e as instituições dão para o assunto. Conseguimos ver que é um problema que persiste e a prioridade precisa ser mantida. Minas Gerais ainda tem números altos de violência doméstica, mas também impressiona pelo trabalho feito pelas forças”, afirmou.
Já o diretor de de Planejamento Integrado da Sejusp, Alexis Pedra, comemorou o sucesso das ações e assegurou o comprometimento das instituições para além da operação. “A operação Shamar pode ter chegado ao seu fim, mas a luta pela igualdade e segurança das mulheres continua com determinação renovada”, destacou.
A Operação Shamar em Minas Gerais foi coordenada pela Sejusp, em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Guardas Municipais de Belo Horizonte e de Montes Claros, Corpo de Bombeiros Militar, Defensoria Pública, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Política de Prevenção Social à Criminalidade.
Resultado nacional
No país, a operação alcançou 4.343 municípios, atendeu 86.449 mulheres, apurou 12.310 denúncias, instaurou 37.357 inquéritos policiais e concluiu outros 34.840. Foram concedidas 3.258 medidas cautelares a vítimas de violência e 1.111 acompanhamentos para retirada de pertences pessoais. A Shamar também teve um impacto significativo no sistema de Justiça, que encaminhou judicialmente 363 casos no país, sendo 16 em Minas Gerais.
Durante os atendimentos às vítimas, a operação apreendeu 677 armas brancas, 343 armas de fogo, 2.758 munições, 137 kg de maconha e 17,4 kg de cocaína, o que também demonstrou esforço significativo no combate ao tráfico de drogas e à posse ilegal de armas.
Fonte: Agência Minas


ARTIGOS
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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições
Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.
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