Polícia

PCMG conclui inquérito de acidente aéreo com cantora sertaneja

Publicados

em

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou o inquérito policial que apurou o acidente aéreo que vitimou a cantora sertaneja Marília Mendonça, ocorrido em 5 de novembro de 2021, em Piedade de Caratinga, nas proximidades do aeródromo de Ubaporanga, no Vale do Rio Doce. Após dois anos de investigações, a PCMG concluiu a responsabilidade do piloto e do copiloto por homicídio culposo, por negligência e imprudência.

O trabalho de apuração foi realizado pela equipe de investigação de crimes contra a vida da Delegacia Regional de Polícia Civil em Caratinga. Como os agentes também morreram no acidente, o procedimento foi concluído com sugestão de arquivamento do inquérito policial com extinção de punibilidade. Além da artista, do piloto e do copiloto, estavam na aeronave o produtor musical e o tio e assessor da cantora.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (4/10), o delegado regional Ivan Lopes Sales reiterou o respeito às famílias das vítimas e ressaltou que as investigações da PCMG foram minuciosas e complementadas pelos laudos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Foram descartadas como causas do acidente falhas mecânicas na aeronave; possibilidade de mal súbito do piloto e do copiloto; e risco devido à existência de torres de tensão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), sendo que neste último caso ficou comprovado que não havia necessidade de sinalização em tais torres, pois se localizam fora da zona de proteção do aeródromo e das superfícies de decolagem, aproximação e aterrissagem, além de terem altura inferior a 150 metros, o que dispensa sinalização obrigatória. “Assim, as torres não representavam risco ou efeito adverso à segurança, conforme o laudo do Cenipa”, completou Sales.

Leia Também:  Foragido do Distrito Federal por estupro de vulnerável é preso em Unaí

Manobra

Segundo o delegado Sávio Assis, apesar de os pilotos terem grande experiência de voo – cerca de 30 anos na condução de aeronaves – , “houve imprudência da tripulação por ter alongado a perna base, que é a perna do vento, e ter saído da zona de proteção”.

Foi explicado que a manobra considerada imprudente ou inadequada na operação da aeronave foi o alongamento da perna do vento em uma distância significativamente maior do que a esperada para o tipo de aeronave em procedimento de pousos visuais, fato também constatado no relatório do Cenipa.

O delegado regional esclareceu que a perna de vento pode ser feita dentro ou fora da área de proteção, mas, quando a manobra é realizada no perímetro estipulado, o piloto dispõe de uma cartilha com todos os obstáculos encontrados. “Caso a aeronave saia dessa área, não há obrigatoriedade e cabe ao piloto visualizar os riscos no entorno”, pontuou Ivan Sales.

Por fim, segundo o delegado Sávio Assis, houve falha na análise prospectiva durante o plano de voo por parte do piloto e do copiloto. “Tudo leva a crer que eles não tomaram ciência das cartas aeronáuticas, que previam a linha de transmissão da Cemig, bem como não seguiram os procedimentos operacionais padrões previstos para a aeronave. Restou comprovado que era possível eles terem previsto e ter conhecimento da existência das linhas, onde ocorreu o acidente, o que levou à tipificação de homicídio culposo por parte da tripulação”, concluiu.

Leia Também:  Dois acidentes são registrados em Passos nessa quinta-feira - Um professor de Física perdeu a vida.

Fonte: Polícia Civil de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

Publicados

em

Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

Leia Também:  Suspeito é preso pela PCMG por estupro de idosa de 90 anos em Unaí

O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA