Política
Revisão do PPAG em Montes Claros vai de escassez hídrica a direitos dos carroceiros

Minimizar a escassez hídrica, ampliar o acesso à energia elétrica, apoiar a agricultura familiar, melhorar estradas e infraestrutura de segurança pública, investir em educação e cultura, sobretudo para as comunidades tradicionais, e estimular o desenvolvimento regional para geração de emprego e renda.
Com tantas demandas e recursos cada vez mais limitados, a discussão participativa do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2024-2027, que teve nesta sexta-feira (27/10/23), em Montes Claros (Norte), seu terceiro encontro no interior do Estado, ganhou ainda mais relevância.
Promovidas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), as discussões das prioridades orçamentárias da região para 2024 lotaram os espaços cedidos pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) ao longo de todo o dia. A programação, que começou com uma audiência pública de abertura no último dia 18, na sede do Parlamento mineiro, prossegue nesta segunda (30), em Diamantina (Central).
Antes, foram realizados encontros em Teófilo Otoni (Mucuri), no último dia 20, e em Caratinga (Rio Doce), dia 23. Os encontros presenciais no interior de revisão do PPAG ficaram suspensos nas edições a partir de 2020, devido à pandemia de Covid-19.
Ávida pela oportunidade de participar, a população não perdeu tempo: o encontro de Montes Claros foi palco nesta sexta (27) até de uma manifestação de dezenas de carroceiros que denunciam abusos da fiscalização municipal e reivindicam a intervenção da ALMG por políticas públicas que garantam alternativas de emprego e renda para a categoria.
Para entender a importância dos encontros regionais, a elaboração participativa do PPAG abre o ciclo orçamentário do Estado para os próximos quatro anos, sendo que os programas e as ações dos grupos temáticos do plano são revistos anualmente pelo Legislativo. Os parlamentares, juntamente com membros da sociedade civil organizada, se debruçam sobre os projetos de lei de elaboração e de revisão do plano, os quais são enviados pelo Poder Executivo à ALMG.
Desde 2003, a Assembleia organiza, por meio das Comissões de Participação Popular e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), a Discussão Participativa do PPAG, na qual sugestões populares são debatidas, podendo ser incorporadas aos projetos orçamentários. As contribuições podem virar emendas ao PPAG ou ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como requerimentos para providências a órgãos e entidades governamentais.
Os dois projetos, respectivamente os PLs 1.497/23 e 1.496/23, já tramitam na ALMG. E com o objetivo de ampliar ainda mais a discussão sobre o PPAG, a ALMG também disponibiliza uma consulta pública on-line que prossegue até 5 de novembro. Para participar, é preciso se cadastrar no Portal da ALMG.
O presidente da Comissão de Participação Popular, deputado Marquinho Lemos (PT), lembra que a revisão do PPAG é o evento mais duradouro entre as comissões temáticas da ALMG. Por isso, ele espera também uma participação maciça nas discussões em Diamantina. Mas não para por aí, já que de 6 a 10 de novembro ocorrerão também encontros na Capital, com formato similar. Ao final, já no dia 14 de novembro, será realizada a audiência de encerramento da Discussão Participativa.
O balanço de todo esse trabalho, até o momento, tem valido a pena, na visão do vice-presidente da Comissão de Participação Popular, deputado Ricardo Campos (PT). “No ano passado foram mais de 2 mil propostas populares que resultaram em R$ 25 milhões de execução orçamentária na LOA deste ano. Esperamos ao menos repetir isso para o próximo ano porque cada região merece sua parte do bolo no orçamento do Estado”, pontuou.
A deputada Andréia de Jesus (PT) também atesta o sucesso da iniciativa, já que antes mesmo de se tornar parlamentar participou como militante das audiências de revisão do PPAG. “O piso dos professores, que hoje é realidade, foi nossa maior vitória daquela época”, lembra ela, que atuava como professora da educação infantil em Ribeirão das Neves (RMBH).
“É o momento de disputar o orçamento e transformar nossas necessidades em políticas públicas. São muitas demandas e o desafio é definir o que é prioridade, inclusive do ponto de vista político. Mas aqui a Assembleia manda um recado para o Governo do Estado de que o orçamento precisa ser descentralizado, que não fique só na Capital e alcance as bordas de Minas Gerais”, completou Andréia de Jesus.
Carroceiros reivindicam política pública para sobreviverem
A grande surpresa que marcou essa etapa da discussão de revisão do PPAG, a manifestação dos carroceiros na Unimontes, foi liderada pelo presidente da Associação dos Carroceiros de Montes Claros, José Aparecido de Oliveira. Segundo ele, um projeto de lei que tramita na Câmara local ameaça banir a categoria das ruas da cidade, que será substituída por motocicletas tracionando as já conhecidas “carretinhas”.
“São cerca de mil pais de família, grande parte analfabeta, que não têm como tirar habilitação nem dinheiro para comprar esses equipamentos. Querem tirar nosso direito de trabalhar”, denunciou. Segundo ele, o argumento para isso são os maus-tratos aos animais, o que não seria verdade. “Se algum carroceiro não trata bem seu animal, é preciso primeiro um trabalho educativo para depois a fiscalização tomar uma providência mais séria. Precisamos de uma política pública para nos proteger”, conclamou.
Sensibilizado pelo relato dos carroceiros, o deputado Leleco Pimentel (PT) promete estender as discussões com uma audiência específica sobre o tema na sede da ALMG. “Temos que reconhecer a tradição dessa atividade secular, que precisa ser tratada com respeito. O desafio da Assembleia agora é conciliar o lado social com o cuidado com os animais e a garantia da mobilidade urbana”, analisou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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