Minas Gerais

No Dia Mundial das Doenças Raras, Hospital Infantil João Paulo II promove evento de conscientização

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Rafael Assis

O Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) promoveu, nesta quarta-feira (28/2), um evento em referência ao Dia Mundial das Doenças Raras – tradicionalmente comemorado na data que costuma ser o último dia do mês de fevereiro (exceto em anos bissextos).

Na ocasião, profissionais da saúde e famílias de pacientes se reuniram na unidade para lembrar a importância do olhar voltado a essas crianças, que têm suas vidas e de seus cuidadores impactadas por doenças que, muitas vezes, são pouco conhecidas pela população e investigadas no meio científico.

“A relevância deste hospital para as crianças é motivo de orgulho diário para todos nós. Agradeço a toda equipe do hospital que trabalha arduamente para cuidar dos nossos pacientes. Como gestor, espero poder ampliar e melhorar cada dia mais este serviço”, afirmou o diretor do Complexo de Urgência e Emergência da Fhemig, Fabrício Giarola.

A gerente médica da pediatria do Complexo, Juliana Rajão, aproveitou a oportunidade para lembrar um pouco da história do ambulatório e destacar a importância de centros como este na vida dessas crianças.

“Nossa história com as doenças raras tem mais de 20 anos, com a criação do ambulatório de fibrose cística e o acompanhamento dos pacientes da mucopolissacaridose. Com o tempo, novos pacientes foram chegando em diversas outras clínicas (neurologia, genética, endocrinologia, pneumologia, gastroenterologia, reumatologia) e, assim, nossa equipe foi adquirindo conhecimento e expertise em doenças raras”, contou.

“A criação de centros de referências para doenças raras facilita o acesso a uma equipe assistencial diferenciada e especializada na condução dos casos, melhorando assim as possibilidades diagnósticas e o tratamento das doenças para todas as crianças. Sabemos que ainda temos um caminho importante a seguir, mas ficamos muito felizes com tudo o que conquistamos até aqui”, enfatizou Juliana.

A relevância de eventos como este da unidade também foi ressaltada pelo pneumologista e pediatra do Serviço de Fibrose Cística e do Programa Ventlar da Unidade de Doenças Raras do HIJPII, Alberto Vergara.

“É importantíssimo divulgar e celebrar esta data, pois chamamos atenção para essas doenças, muitas vezes com difícil diagnóstico, além de sensibilizarmos governantes e pesquisadores para que tenhamos tratamentos cada vez melhores”, disse.

Apoio

Cíntia Cátia de Faria é moradora de Alvinópolis e passou por maus momentos até sua filha Ashilley ser diagnosticada corretamente. Desde os quatro dias de vida da pequena foram várias internações, chegando a ficar meses hospitalizada com diagnóstico de alergia ao leite em um hospital de Belo Horizonte.

“Com um ano e três meses de vida, a Ashilley sofreu um choque anafilático resultando em uma parada cardiorrespiratória de três minutos a caminho de um hospital em João Monlevade. De lá, foi transferida para o HIJPII para tratamento neurológico, mas, mesmo assim, continuou apresentando infecções, convulsões e anafilaxias (reação alérgica aguda)”, relembrou Cíntia.

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“Foi aí que uma equipe maravilhosa, competente e humanizada do hospital realizou o exame genético e conseguiu descobrir que minha filha tinha HiperIGD”, completou ela, que se lembra até hoje da sensação ao descobrir que a filha tinha uma doença rara.

“Foi horrível, desesperador. O que me ajudou foi o apoio que recebi de toda a equipe do hospital – copa, limpeza, enfermagem, direção. Eles foram a minha família”, destacou.

Hoje, Ashilley segue o tratamento na unidade, que vem evoluindo com sucesso.

“O tratamento é crucial para a vida dela. Graças a Deus e ao hospital, minha filha tem a chance de ser feliz e poder ter uma vida como a de outras crianças. Não tenho palavras para descrever a qualidade do atendimento do HIJPII e o quanto os profissionais são competentes, educados e valorizam a vida”, elogiou.

Para ela, divulgar a data de hoje é de grande importância. “É um sinal de carinho, respeito, apoio e empatia às crianças e às famílias que estão nesta jornada árdua”, afirmou Cíntia.

Doenças raras

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos ou 1,3 a cada dois mil. O número exato de doenças raras ainda é desconhecido, mas, atualmente, são descritas de sete a oito mil na literatura médica, sendo que 80% decorrem de fatores genéticos e, os outros 20%, por causas ambientais, infecciosas e imunológicas.

Aproximadamente 75% das doenças raras afetam crianças. Embora sejam individualmente de baixa incidência, no total, acometem um percentual significativo da população e constituem uma demanda relevante para a saúde pública.

Teste do pezinho

Em janeiro deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a ampliação do Programa de Triagem Neonatal (PTN), conhecido como teste do pezinho, em parceria com o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A iniciativa faz parte do Programa Mineiro de Acessibilidade, Inclusão e Saúde (Promais), lançado pelo Governo de Minas em novembro de 2023, que é voltado para pessoas com deficiência ou doenças raras.

Com a mudança, desde o dia 30 de janeiro deste ano, todas as amostras de crianças que fazem o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais são testadas para Atrofia Muscular Espinhal (AME), Imunodeficiência Combinada Grave (Scid) e Agamaglobulinemia (Agama), além das outras 12 doenças já triadas.

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O teste é realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios mineiros e o tratamento para as 15 doenças ta

Eloísa e a filha Caroline (Arquivo pessoal)

mbém está disponível na rede pública de saúde estadual.

Acolhimento

Eloísa Célia de Miranda, descobriu a doença da filha Caroline por meio do teste do pezinho, após seu nascimento, em 2016.

“O teste apresentou alteração e, então, foi preciso repetir com um mês de vida. A confirmação de fibrose cística veio e já fomos encaminhadas ao HIJPII para iniciar o tratamento, onde também foi realizado um exame genético. Aos quatro meses, ela começou a apresentar os primeiros sintomas, quando teve uma desidratação muito forte”, contou.

Para Eloísa, o apoio recebido no hospital foi essencial para superar a surpresa do diagnóstico.

“Era tudo muito novo, não tínhamos conhecimento sobre a doença. Mas fomos muito bem acolhidos pela equipe do hospital e, com muito amor e carinho, fomos recebendo as primeiras informações e conseguindo superar”, revelou.

“O atendimento no hospital é muito bom, a equipe maravilhosa, sempre muito cuidadosos com todos os pacientes. Foram muitas internações no início, mas agora já estamos estabilizadas e felizes. Só tenho a agradecer à toda equipe multidisciplinar do Hospital Infantil pela atenção que têm conosco”, complementou.

Centro de referência

Em 2019, o Ministério da Saúde credenciou unidade da Fhemig como primeiro Centro de Referência em Doenças Raras do Estado.

A Unidade de Doenças Raras do HIJPII teve três de seus ambulatórios credenciados: o de Fibrose Cística, o de Doenças Neuromusculares e o de Mucopolissacaridose.

O reconhecimento se deu pela Portaria 199 de 30 de janeiro de 2014, do Ministério da Saúde, que institui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, aprova as diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e institui incentivos financeiros de custeio.

Sobre o hospital

O HIJPII completou 40 anos de atuação e é o único hospital pediátrico totalmente público do estado. Conta com atendimento de emergência, clínica, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, genética, hematologia, infectologia, medicina intensiva, medicina paliativa, neurologia, pneumologia e reumatologia.

E, também, com os serviços de apoio em cirurgia pediátrica, fonoaudiologia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, terapia nutricional e pedagogia. Além disso, atende crianças com doenças raras e infectocontagiosas, e possui diversos ambulatórios e serviços especializados.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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