Política
Liminares proíbem PBH de cortar mais árvores para sediar prova da Stock Car

A primeira batalha foi vencida, mas a guerra pode ainda estar longe do fim. Este é o balanço da audiência pública realizada, na tarde desta quinta-feira (29/2/24), pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para debater os impactos socioambientais da realização em Belo Horizonte de uma etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, prevista para acontecer entre 15 e 18 de agosto.
Após grande mobilização de ambientalistas contra medidas preparatórias para a realização do evento, como o corte na véspera, sem aviso, de 17 árvores por funcionários na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), foram deferidas pela Justiça duas decisões liminares em duas das ações que questionam o evento, proibindo novas supressões sob pena de multa de R$ 50 mil por árvore cortada.
De forma unânime, os participantes da audiência se posicionaram contrariamente ao evento na Pampulha e o anúncio das decisões liminares, em dois momentos distintos do debate, que durou quase cinco horas, foi bastante comemorado.
As árvores foram cortadas no canteiro central da Avenida Coronel Oscar Paschoal, no entorno do Estádio Mineirão, na região da Pampulha, onde será montado o circuito de rua incluindo também a Avenida Carlos Luz. O trabalho somente foi paralisado com a mobilização de ambientalistas, que fizeram um protesto e passaram a noite em vigília no local.
Pedaços das árvores cortadas foram levados para a escadaria na entrada do Palácio da Inconfidência, sede da ALMG. A previsão da PBH é cortar um total de 63 árvores na região após autorização aprovada pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) no início da semana, mesmo após dois pareceres contrários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, conforme ressaltado na reunião pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), autora do requerimento que possibilitou a audiência.
A parlamentar foi a autora de uma das ações judiciais contra o corte de árvores que resultou em liminar. A outra liminar foi concedida na ação impetrada pelos vereadores de BH Bruno Pedralva e Pedro Patrus, ambos do PT.
A deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG), a deputada estadual Bella Gonçalves (Psol) e a vereadora Iza Lourença (Psol) também fizeram representação ao Ministério Público, que hoje visitou o local e prepara uma ação civil pública.
A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) também pediu a intervenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para apurar a lisura de licitação para gasto de cerca de R$ 20 milhões com empresa para realizar as intervenções necessárias ao evento. Todos esses parlamentares participaram da audiência da Comissão de Meio Ambiente da ALMG.
Segundo o defensor Ailton Rodrigues Magalhães, a Defensoria Pública formalizou um pedido de informações à PBH, sobretudo cobrando se outros locais para a Stock Car foram efetivamente estudados.
A direção da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também acena com outra ação judicial e sua diretora de Comunicação, Fábia Pereira Lima, disse na audiência que a instituição, maior impactada pelo evento, não foi consultada previamente. Ela exibiu um mapa detalhando todos as unidades e acessos ao campus Pampulha que serão atingidos.
Prefeitura e organizadores não apareceram na audiência
Os debates foram comandados pelo presidente da Comissão, deputado Tito Torres (PSD), e por Beatriz Cerqueira. Esta última criticou a ausência de representantes da PBH e dos organizadores do evento, que foram convidados e não justificaram a ausência.
“A ausência da Prefeitura mostra que ela não quer diálogo. Pelo contrário, a pressa dela em cortar as árvores prova que ela quer entregar rápido o que prometeu, não importa as consequências disso”, apontou. A parlamentar exibiu um vídeo mostrando os trechos que serão impactados pela etapa da Stock Car.
Além da supressão vegetal, outros impactos lembrados na audiência dizem respeito à proximidade da reserva ecológica, biotérios, hospital veterinário, laboratórios de pesquisa biológica e unidades de ensino da UFMG, por onde circulam 60 mil pessoas diariamente.
A competição automobilística produziria níveis altíssimos de ruído, que ultrapassariam 100 decibéis. Outras intervenções previstas são mudanças no asfalto, remoção de quebra-molas e semáforos e a instalação de guard rail e arquibancadas.
A etapa de agosto deve ser a primeira em BH da Stock Car, a mais importante categoria do automobilismo brasileiro, com a expectativa de que outras quatro edições sejam realizadas anualmente na cidade.
A programação do BH Stock Festival, além da corrida, prevê um festival gastronômico e um show de encerramento no estádio, com promessa de movimentar a economia e projetar o nome da capital mineira, de olho em outros grandes eventos esportivos.
Degradação da região teria começado com reforma para Copa
A deputada Bella Gonçalves lembrou a degradação do entorno do Mineirão, que teria começado ainda com a reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014, quando foram cortadas todas as árvores do estacionamento para a construção de uma grande esplanada de concreto.
Na avaliação da parlamentar, as intervenções para a realização da prova de Stock Car são mais uma ação rumo à elitização do espaço, que já foi palco de diversas feiras populares e, atualmente, sob a administração de um consórcio privado, enfrenta dificuldades até mesmo para sediar partidas de futebol.
“Desde 2010, toda história cultural e ambiental construída em décadas no entorno do Mineirão vem sendo destruída. E não é só o corte de árvores, mas o atropelo do patrimônio ambiental e urbanístico. A Stock Car só reforça a perspectiva de mais eventos cimentados, destruindo a paisagem urbana”, apontou Bella Gonçalves.
Na mesma linha, a deputada Ana Paula Siqueira (Rede) destacou que o poder público não pode abrir mão de conservar árvores já desenvolvidas sob pena do clima ameno da capital mineira, que foi referência para todo o Brasil, piorar a um ponto irreversível.
“Fui lá ontem ajudar na mobilização contra o corte das árvores e vi uma cena triste de um crime ambiental. Investimentos são necessários para gerar emprego e renda, mas com sustentabilidade para que o dinheiro não pare somente no bolso de poucas pessoas”, disse a parlamentar.
“Se querem fazer uma corrida, que construam um autódromo”, emendou o deputado Betão (PT).
Em nota enviada à imprensa, os organizadores do evento alegam que o Mineirão e seu entorno foram escolhidos após estudos de engenharia que previram a implementação de medidas para minimizar os impactos, não havendo outro local em BH que se adapte às especificidades técnicas da Stock Car.
Uma dessas medidas é o plantio de outras 688 mudas de árvores como forma de compensação. Diante da repercussão negativa do corte de árvores, a PBH anunciou a antecipação desse plantio. E com relação ao impacto sonoro, segundo os organizadores, devem ser instaladas barreiras acústicas no circuito, principalmente perto da UFMG.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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