Política
Campanha da Fraternidade convida a superar polarização política

Em reflexões sobre o tema da Campanha da Fraternidade de 2024, “Fraternidade e Amizade Social”, deputados e convidados ressaltaram a necessidade de se superar a polarização política e de se investir em políticas sociais com vistas a reduzir as desigualdades, no país. Os debates foram realizados em audiência pública da Comissão de Participação Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quinta-feira (7/3/24).
Organizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil, durante o período da quaresma, a Campanha da Fraternidade já é realizada há 60 anos. O lema de 2024 é “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mateus, 23:8) e tem como base a Encíclica Fratelli Tutti (Todos irmãos), escrita pelo papa Francisco e publicada em outubro de 2020. A encíclica é a base de toda a reflexão da Campanha da Fraternidade de 2024.
Como explicou o secretário-executivo de campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Jean Poul Hansen, o tema é escolhido sempre com dois anos de antecedência. Dessa forma, foi em 2022 que os conselhos representativos do episcopado do Brasil definiram que era necessário falar de “fraternidade e amizade social”. O principal motivador, segundo ele, foi a grande polarização do país naquele momento, ano eleitoral.
Para ele, embora arrefecida, a polarização é ainda uma realidade no país e precisa ser superada. De acordo com o padre, a encíclica do papa que inspirou a campanha é o “remédio” para o problema.
Em coro com o representante da CNBB, o tesoureiro geral da Conferência Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Adriano Pacheco, disse que a mensagem seria pela superação do “hiperindividualismo”.
“É esse hiperindividualismo que dá permissão para se ‘eliminar’ o outro”, disse o convidado. Ele falou, ainda, da alterofobia, que é o medo e a aversão a tudo que é o outro. Segundo ele, essa alterofobia está no nosso cotidiano e é preciso superá-la, o que se dará quando todos conseguirem se olhar como irmãos. A deputada Macaé Evaristo (PT) concordou e salientou que “ter posições diferentes não significa propor o extermínio do outro”.
A coordenadora do Programa Estadual de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Maria Emília da Silva, lembrou que fraternidade só é possível como diálogo. Para ela, as pessoas têm se distanciado cada vez mais, e quanto mais a distância cresce, mais ela se aproxima do ódio. “É preciso construir um mundo em que pessoas que denunciam violações de direitos não sejam mortas e silenciadas por isso”, disse ela.
Convidados defendem políticas para vencer desigualdades
Ao falar da Campanha da Fraternidade, os presentes também trataram de como o Parlamento pode agir em consonância com a ideia de de “Fraternidade e Amizade Social”. Para a representante da Cáritas Brasileira, Patrícia Loureiro, é preciso reconhecer as diferenças e agir para respeitá-las. Assim, ela ressaltou a importância de se construir políticas voltadas para os públicos mais vulneráveis, como mulheres, pessoas em situação de rua, indígenas e atingidos por grandes empreendimentos.
Quem também falou sobre os atingidos por grandes empreendimentos foi Dom Geovane Luís da Silva, bispo da Diocesse de Divinópolis. Ele destacou que a mineração precisa ser repensada e não pode continuar predatória como o que se observa atualmente. Para ele, se nada for feito, Minas Gerais vai se transformar apenas em uma cratera e muitas vidas serão perdidas.
A 1ª-vice-presidente da Assembleia, deputada Leninha (PT), uma das autoras do requerimento que deu origem à reunião, disse que é preciso sensibilizar o governo estadual para que seja construída uma política robusta de proteção social. Ela chamou atenção que o Romeu Zema (Novo) tirou do orçamento o Fundo de Erradicação da Miséria e que tal fundo precisa ser recomposto para garantir o trabalho da assistência social.
O deputado Professor Cleiton (PV), por sua vez, tratou de reformas urgentes na educação, que para ele deve ser voltada para a dignidade humana, para o desenvolvimento de pensamento crítico e não apenas para a inserção no mercado de trabalho. Para o parlamentar, que também assinou o requerimento para a realização da audiência, é pela educação que outras propostas vão avançar.
A deputada Ana Paula Siqueira (Rede) e o deputado Professor Cleiton (PV) lembraram que o tema da Campanha da Fraternidade de 2024 não foi bem recebido em alguns setores da Igreja, porque convites para a mudança tendem a incomodar. Para eles, o tema incita a todos para construir uma sociedade mais igualitária. O papel dos parlamentares seria fazer isso a partir do Poder Legislativo, desafio que tem sido cotidianamente enfrentado, segundo eles.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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