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Vinicius Junior se emociona ao relatar luta contra o racismo antes de clássico contra a Espanha

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O atacante Vinicius Junior é uma das atrações do clássico contra a Espanha, nesta terça-feira (26), no Santiago Bernabéu. Vítima de uma série de ataques racistas nos últimos anos na Europa, o jogador de 23 anos relatou, em tom de desabafo, nesta segunda-feira (25) sua luta contra o racismo.

Ele está confirmado como titular na partida, que será também parte da campanha de combate ao racismo promovida pela CBF e pela Real Federação Espanhola de Futebol. O jogo começará às 17h30 (horário de Brasília) e contará com transmissão nas diversas plataformas do Grupo Globo.

Coletiva de imprensa - 25/03/2024Coletiva | Fotos: Rafael Ribeiro/ CBF

Na abertura da entrevista coletiva, o atacante Vinicius Junior declarou que “cada vez tem menos vontade de jogar”.

“Acredito que seja muito triste tudo que eu venho passando a cada jogo, a cada dia, a cada denúncia vai aumentando esse sentimento. É muito triste, mas não sou só eu, mas todos os negros que sofrem no dia a dia o racismo verbal, que é minoria perto de tudo que os negros sofrem no mundo”, afirmou o jogador, que interrompeu suas respostas pelo menos quatro vezes para chorar durante a entrevista realizada na sala de imprensa do CT do Real Madrid.

Ele contou que segue na luta antirracista por “todas as pessoas que torcem” pelo seu sucesso. “Elas me mandam mais mensagens para lutar com eles. Tenho força grande dentro de mim, na família, em casa. Nem todos têm o apoio que eu tenho em casa. Que podem falar por tantas pessoas. Quero seguir por eles, que sabem do que realmente passo e passei. E que é muito difícil”, disse.

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“A cada denúncia, cada vez mais as pessoas me insultam. Eles pensam que estou contra a Espanha, mas não estou contra a Espanha, estou contra os racistas do mundo, de toda a parte. Quero igualdade para todos nós”, acrescentou.

Uma Só Pele, Uma Só Identidade

O amistoso contra a Espanha faz parte da campanha da CBF de combate ao racismo no futebol. Com o slogan “uma só pele; uma só identidade”, o jogo terá uma identidade visual com destaque para o preto e o branco. Já na chegada da delegação brasileira em Madri na noite de domingo, os jogadores percorreram o trajeto do aeroporto até o hotel num ônibus preto com o mote da campanha. O Brasil costuma usar nas viagens ônibus com as cores verde e amarela.

Na hora do hino, jogadores utilizarão jaquetas pretas com dizeres em português, inglês e espanhol e patch especial da partida ‘’uma só pele”.

“Essa partida é uma mensagem forte para todo mundo que não há mais lugar para racistas no futebol. A CBF segue lutando contra todo tipo de preconceito”, afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, o primeiro negro e nordestino a comandar a entidade em mais de 100 anos de história.

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A CBF é a única entidade nacional a implementar a punição desportiva por atos racistas no Regulamento Geral de Competições (RGC).

Coletiva de imprensa - 25/03/2024Vini Jr. durante entrevista coletiva.

“Gostaria de agradecer a CBF, todo o pessoal que trabalha com ele (presidente Ednaldo), todos os atletas sempre me deram a maior força do mundo para a gente seguir lutando junto, não só em campo, mas também fora. O presidente conseguiu mudar as regras, as leis do Brasil, e a cada vez que tem um ato de crime no futebol ele consegue punir essas pessoas”, disse o atacante.

“Isso vem diminuindo no Brasil, espero que outras federações do mundo todo possam aprender com o presidente para que possamos nós, jogadores, seguir com a cabeça só no futebol, pois temos jogos a cada dois ou três dias, tenho que me concentrar, me recuperar, também aproveitar com minha família. Espero que eles possam fazer mudanças radicais para que todos os jogadores possam atuar com tranquilidade”, concluiu.

Fonte: Esportes

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Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

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POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.

Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.

Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.

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Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.

A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.

Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.

Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:

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“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”

A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.

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