Minas Gerais
Oficina discute elaboração do Plano de Manejo da Serra de São José
Gestores municipais, proprietários rurais, membros de universidades, moradores da área de abrangência, do terceiro setor e do turismo se reuniram, na última semana, para oficina de elaboração do Plano de Manejo do Refúgio de Vida Silvestre Libélulas da Serra de São José e da Área de Proteção Ambiental São José. A oficina é a etapa considerada mais importante da elaboração do documento, que irá orientar novas diretrizes de gestão dos recursos naturais existentes na área.
“Esse é o momento em que a equipe de gestão e representantes de diferentes segmentos que possuem atividades no entorno da unidade de conservação, ou algum tipo de relação com a área de preservação, se reúnem para discutir os elementos que irão compor o documento final”, disse a monitora ambiental do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Lara Beatriz Resende.
O processo de elaboração do Plano de Manejo da UC está sendo desenvolvido pelo IEF conforme Roteiro Metodológico para Elaboração e Revisão de Planos de Manejo das Unidades de Conservação Federais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO, 2018). Para isso, foi realizada a contratação dos serviços especializados do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), com recursos provenientes do Acordo Judicial de Brumadinho.
De acordo com Lara Resende, o processo de elaboração do documento consiste em diversas etapas até o produto final e, nesta semana, ocorreu a etapa das oficinas. “Esse documento é extremamente importante, por estabelecer o zoneamento e as normas que norteiam os diversos usos que acontecem dentro das Unidades Conservação”, ressaltou.
O processo foi iniciado em junho de 2023 e, desde então, uma série de etapas foram realizadas, dentre elas, a caracterização das UCs a partir da melhor informação disponível, o que implica em dados secundários, conhecimentos e vivências da gestão das UCs e da comunidade envolvida. Os levantamentos buscaram, principalmente, os dados que estão mais vinculados com as atuais necessidades de gestão percebidas.
Foram também realizadas reuniões prévias com proprietários e moradores do interior das UCs, representantes dos setores turístico, científico, conselho das UCs, gestores municipais para esclarecer sobre o processo de elaboração do Plano de Manejo. Durante essa etapa, foram recebidas contribuições e subsídios para a oficina, reforçando sempre a importância do envolvimento e da participação da sociedade no processo.
As próximas etapas consistem na consolidação das discussões e definições realizadas durante a oficina e consolidação do documento que irá compor o Plano de Manejo. Após isso, o plano será submetido para aprovação da Câmara de Proteção à Biodiversidade e de Áreas Protegidas (CPB) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e disponibilizado, por meio da biblioteca do Sisema a todos os interessados.
Plano de Manejo
O Plano de Manejo busca identificar as principais características da UC, apontando as áreas mais sensíveis à conservação da biodiversidade e dos recursos naturais e as áreas sob maior pressão, dado o perfil do uso e ocupação do entorno. Também busca compreender os usos do território para, ao final do processo, definir um zoneamento com normas de uso e ações que orientem a gestão da área da UC, além da indicação de planejamentos e programas de ação, considerando suas características e potencialidades.
Unidades de Conservação
O Refúgio de Vida Silvestre Libélulas da Serra São José e a Área de Proteção Ambiental São José são unidades de conservação sobrepostas, localizadas na região dos Campos das Vertentes e inseridas em porções dos municípios de Prados, Tiradentes, São João del-Rei, Coronel Xavier Chaves e Santa Cruz de Minas.
A Área de Proteção Ambiental (APA) possui uma área geográfica de 4.648,3 hectares e o Refúgio de Vida Silvestre (REVS) uma área de 3.709,79 hectares conforme limites disponibilizados na Plataforma de Dados Ambientais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema). Essas unidades de conservação (UC) resguardam nascentes do Rio das Mortes, que por sua vez formam a bacia do Rio Grande e abrigam um grande número de espécies de libélulas, valor que se aproxima à metade da riqueza conhecida em todo o estado de Minas Gerais, e ainda, incluem uma espécie endêmica importante, descoberta nessa região: a Heteragrion tiradentense.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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