ESPORTES
Brasil vence amistoso contra o México com gol de Endrick
A Seleção Brasileira venceu o México por 3 a 2, na noite deste sábado (8), no Kyle Field Stadium, no Texas, no penúltimo amistoso da equipe antes da estreia na Copa América, dia 24. Andreas Pereira, Gabriel Martinelli e Endrick, nos acréscimos do segundo tempo, fizeram os gols do Brasil, diante de mais de 85 mil pessoas, que lotaram o estádio. Na quarta-feira, a Seleção enfrenta os Estados Unidos, em Orlando, em novo amistoso.
A vitória contra o México marcou o aniversário de 110 anos da CBF. Para destacar a data, o goleiro Alisson atuou com a camisa de número 110. Desde o início do jogo, a Seleção Brasileira sobressaiu em campo. Com menos de um minuto já tinha criado uma chance, após boa jogada de Andreas Pereira pela direita e que Martinelli quase aproveitou.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O primeiro gol surgiu aos 5 minutos e começou com uma arrancada de Savinho pelo meio. Ele passou a bola para Andreas Pereira, que se livrou de dois marcadores e chutou com precisão.
Com a vantagem do Brasil, os mexicanos tiveram que sair mais para o ataque e levaram perigo aos 20 minutos, quando Alisson defendeu chute forte do lateral Arteaga. Mas o lance não diminuiu o ímpeto do time brasileiro, que seguia em busca do segundo gol.
Com um gramado com dimensões reduzidas, o jogo ficava truncado e a marcação individual era mais fácil. A Seleção Brasileira ampliaria o placar aos 8 minutos do segundo tempo, com Martinelli. Ele completou boa jogada de Yan Couto pela direita. Desenhava-se ali uma vitória sem muitas dificuldades para o Brasil, mas o cenário mudaria.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Antes da reação do México, que chegou a empatar, o árbitro Lukasz Szpala interrompeu a partida, aos 13 minutos, por causa de gritos homofóbicos da torcida mexicana dirigidos ao goleiro Alisson. Lukasz seguiu protocolo da Fifa para esses casos: parou o jogo e reuniu os atletas no meio de campo para comunicar a decisão. Somente quando as manifestação cessaram, ele reiniciou a partida.
O México diminuiria aos 27, após um cruzamento da direita. Na pequena área Yan Couto e Quinõnez caíram na ânsia de tocar na bola. As imagens da TV mostraram que Yan fez gol contra, embora os telões do estádio anunciassem Quiñonez como autor do gol.
A essa altura, Dorival Júnior já tinha feito algumas alterações e contava com Lucas Paquetá, Pepê e Endrick, que entraram no decorrer do segundo tempo. Depois, ele levou a campo Bruno Guimarães e Vinícius Júnior, para alegria do público. Aos 30, o Brasil não fez o terceiro por pouco. Endrick passou a bola para Vinícius, que chutou fraco e o goleiro defendeu. Aos 40, Endrick finalizou para fora em outra boa oportunidade.
Tudo indicava que o 2 a 1 não seria alterado. Mas, aos 47 minutos, Martinez tentou duas vezes na pequena área e empatou para o México. O jogo teve oito minutos de acréscimos e a Seleção Brasileira não acusou o golpe. Tentou a vitória até o fim e foi premiada por um lance criado por Vinícius Jr, que atraiu a marcação e fez um cruzamento perfeito para Endrick. Livre, na área, o atacante cabeceou com estilo e fechou o placar: 3 a 2 para o Brasil,
A Seleção jogo com Alisson; Yan Couto, Éder Militão, Bremer e Guilherme Arana; Éderson (João Gomes), Douglas Luiz (Bruno Guimarães) e Andreas Pereira (Lucas Paquetá); Savinho (Vinícius Júnior), Martinelli (Pepê) e Evanílson (Endrick).
Fonte: Esportes
ESPORTES
Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.
Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.
Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.
Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.
A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.
Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.
Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:
“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”
A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.
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