Coluna Minas Gerais
Mais acesso ao saneamento: Arsae&MG quer ouvir a população sobre soluções alternativas como poços e fossas
ARSAE| Divulgação
Proposta busca regulamentar o uso de tecnologias como poços, cisternas e fossas sépticas em regiões sem acesso à rede pública
ASCOM/Arsae-MG
Minas Gerais está avançando no compromisso de universalizar o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário. Pensando nas populações de áreas rurais e regiões mais afastadas, a Arsae-MG — Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais — está propondo novas regras para permitir o uso de soluções alternativas com mais segurança, qualidade e respeito ao meio ambiente.
Consulta Pública nº 62
A proposta já está aberta à consulta pública, e qualquer pessoa pode contribuir com ideias, sugestões e opiniões. O objetivo é garantir que, mesmo onde a rede pública ainda não chega, os serviços de água e esgoto sejam ofertados de forma adequada e segura.
“A Arsae-MG está dando um passo importante ao pensar em quem ainda não tem acesso ao saneamento básico apenas por morar longe dos centros urbanos. Queremos construir uma regulamentação que funcione na prática e que realmente ajude quem mais precisa”, afirma Misael de Oliveira, gerente de Regulação Operacional da Arsae-MG.
A consulta pública ficará aberta até o dia 4 de julho. Para participar, é simples: acesse o site da Arsae-MG, vá até a seção de Consultas Públicas e preencha o formulário online. Quem preferir discutir o tema ao vivo poderá participar da audiência pública virtual, marcada para o dia 17 de junho, às 10h, no canal da Arsae-MG no YouTube.
O tema é urgente: o saneamento básico tem impacto direto na saúde, na qualidade de vida e na preservação dos nossos rios e nascentes. Com a participação da sociedade, a Arsae-MG espera dar mais um passo rumo à universalização dos serviços essenciais em todo o estado.
SERVIÇO – Consulta Pública nº 62
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Período para contribuição: até 4 de julho
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Audiência pública virtual: 17 de junho, às 10h, no canal da Arsae-MG no YouTube
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Como participar: acesse www.arsae.mg.gov.br, clique em “Normas” > “Consultas e Audiências Públicas” > “Consulta Pública nº 62/2025”
Coluna Minas Gerais
OAB-MG solicita a revisão e a suspensão imediata de trechos das Resoluções SEJUSP nº 712 e 718/2026
Créditos da Foto: Gustavo Filho
As normativas em questão estabeleceram regras consideradas excessivamente restritivas para o atendimento em unidades de segurança máxima
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), por meio de seu presidente, Gustavo Chalfun, reuniu-se hoje, 14 de abril, com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, para solicitar a revisão e a suspensão imediata de trechos das Resoluções SEJUSP nº 712 e 718/2026, publicada no dia 7 de abril, no Diário Oficial de Minas Gerais. A detrminação institui procedimentos e protocolos de segurança exclusivos para as Unidades de Segurança Máxima e para as unidades classificadas como níveis 4 e 5 de complexidade de gestão do sistema penitenciário mineiro.
As normativas em questão estabeleceram regras consideradas excessivamente restritivas para o atendimento em unidades de segurança máxima, incluindo o monitoramento das conversas entre advogados e clientes e a proibição da entrada com itens essenciais ao exercício profissional, como documentos, papel e caneta. Tais medidas impactam diretamente as prerrogativas da advocacia e comprometem o pleno exercício do direito de defesa.
Durante o encontro, a OAB-MG apresentou um ofício detalhado, acompanhado de notas técnicas que fundamentam os pedidos de revisão. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) comprometeu-se a analisar as demandas apresentadas.
“Não podemos admitir qualquer medida que viole as prerrogativas da advocacia ou comprometa o direito de defesa do cidadão. A confidencialidade na comunicação entre o advogado e cliente é um pilar do Estado Democrático de Direito e precisa ser respeitada em sua integralidade. O nosso objetivo com essa reunião é construir uma solução equilibrada, que garanta a segurança nas unidades prisionais sem impor restrições indevidas ao exercício profissional. A advocacia não abre mão de suas prerrogativas, e seguiremos atuando de forma firme e responsável nesse diálogo com o Estado”, afirma o presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun.
Como encaminhamento, ficou definida a criação de uma mesa técnica interinstitucional. A iniciativa tem como objetivo promover o diálogo entre a Ordem e o Estado para a construção conjunta de um protocolo que assegure a segurança nas unidades prisionais, sem prejuízo às prerrogativas da advocacia.
A OAB-MG reafirma o seu compromisso com a defesa intransigente das garantias profissionais da advocacia e com a preservação do Estado Democrático de Direito.
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