Coluna Minas Gerais
Multinacional investe nas plantas de Minas
Foto: Divulgação
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Multinacional investe nas plantas de Minas
A planta da Nestlé em Ituiutaba vai receber investimentos da companhia. O anúncio foi feito na quarta-feira, 18, e está previsto nos planos para o segmento de nutrição, com foco na produção de fórmulas infantis ou leites de crescimento. A subsidiária brasileira da maior empresa de alimentos e bebidas do mundo não detalhou o montante de recursos do plano de investimentos de 2025 a 2028 para as diferentes linhas de negócios. Além da unidade de Ituiutaba, a de Montes Claros está contemplada nos planos da Nestlé Brasil, no segmento de cafés. (Diário do Comércio – Belo Horizonte)
https://diariodocomercio.com.br/economia/nestle-brasil-vai-investir-na-fabrica-de-ituiutaba/
Vereador propõe bafômetro na Câmara
Em uma medida considerada inusitada e inédita no legislativo mineiro, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira, vereador Gilmarzinho, determinou ao assessor jurídico da Casa, Cristiano Mata de Paula, que providencie a instalação de bafômetros nas dependências do plenário. O objetivo é identificar se vereadores estão chegando embriagados às reuniões ordinárias. “Aqui não é boteco!”, afirmou Gilmarzinho, relembrando a frase que tem repetido desde as primeiras reuniões do ano, quando assumiu a presidência da Casa. (Portal MPA – Divinópolis)
Patos tem festival do café
Até o dia 29 de junho, Patos de Minas recebe a 2ª edição do Festival da Colheita do Café. Iniciativa da Rota do Café do Cerrado Mineiro, a ação celebra a safra do café da Região, e destaca os atrativos do roteiro da primeira Denominação de Origem (DO) de cafés do Brasil. A programação terá missa campal, visitas guiadas às fazendas, colheita participativa, degustações especiais e harmonizadas, além de música e atividades abertas ao público. O evento é uma realização da Rota do Café e da Prefeitura, com apoio do Sebrae Minas e da Agência para o Desenvolvimento Econômico de Patos de Minas (Adesp). (Folha Patense)
https://www.folhapatense.com.br/patos-de-minas-recebe-2a-edicao-do-festival-da-colheita-do-cafe
Estação tem restauração finalizada
A estação ferroviária de Chiador, a primeira de Minas Gerais e o principal cartão postal da cidade, foi restaurada. Inaugurada em 1869 por Dom Pedro II, esse espaço teve uma trajetória com altos e baixos: desde o momento em que foi criada e era destaque nacional por sua funcionalidade e arquitetura, até quando foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A obra de restauração, iniciada em 2023, chegou ao fim. Depois de anos de pedidos dos moradores pela recuperação do espaço, a reforma que custou R$9,5 milhões de recursos da Eletrobras Furnas terminou em maio e promete trazer novos atrativos para o local. (Tribuna de Minas – Juiz de Fora)
https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/20-06-2025/estacao-chiador.html
Ouro Preto é tema de concurso
A cidade de Ouro Preto, em 2025, celebra 45 anos do título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Reconhecida mundialmente por sua relevância para a história, formação e memória nacional, em 1980, a Unesco conferiu ao município tal honraria. Em comemoração a esse marco histórico, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, abriu as inscrições para a quinta edição do Concurso de Fotografia, com o foco nos atributos que garantiram à cidade ser a primeira do país a conquistar o reconhecimento internacional. (O Liberal – Ouro Preto)
Manhuaçu faz encontro de fuscas
Estão abertas as inscrições para o 6º Encontro de Fuscas para o Mar, evento que reúne apaixonados por fuscas e veículos antigos em uma viagem com destino à praia de Setiba, em Guarapari (ES). A edição deste ano está marcada para o dia 20 de novembro. A concentração e saída dos veículos acontecerão às 7h, em Manhuaçu. De lá, o grupo seguirá em comboio até o litoral capixaba, promovendo um passeio que une nostalgia, amizade e a paixão pelo clássico modelo da Volkswagen. (Diário de Manhuaçu)
Coluna Minas Gerais
Mesmo com alta produção, Minas Gerais passa a importar tilápia pela primeira vez em quase 30 anos
Entrada de produto estrangeiro acende alerta para competitividade, tributação e sanidade do setor
Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em um cenário de forte crescimento da piscicultura estadual. Em fevereiro de 2026, foram importadas 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat — o primeiro registro da série histórica.
O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, segundo o Ministério da Agricultura. Pela primeira vez, as importações superaram as exportações e passaram a representar 6,5% da produção mensal do país.
- Importação não é falta de produção — é preço
Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o cenário não está ligado à escassez interna, mas sim a fatores econômicos.
┃ O filé importado chega com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e dos custos menores no Vietnã. Isso exige atenção, pois pode comprometer a competitividade da cadeia produtiva mineira, explica.
O alerta é relevante porque Minas vem se consolidando como um dos principais polos da piscicultura nacional, com destaque para Morada Nova de Minas, atualmente o maior produtor de tilápia do Brasil.
- Produção cresce — e muito
Mesmo com o avanço das importações, os números da produção seguem em alta:
- Brasil:
442 mil toneladas (2023)
499 mil toneladas (2024) → +12,8% - Minas Gerais:
45,5 mil toneladas (2023)
58,4 mil toneladas (2024) → +28%
O estado já responde por cerca de 11,7% da produção nacional, ocupando a terceira posição no ranking, atrás apenas de Paraná e São Paulo.
Além do volume, Minas tem investido em:
- Tecnologia
- Genética
- Nutrição
- Processamento
Concorrência desleal entra no radar
Para produtores, o problema central está na diferença de custos e tributação.
┃ O produtor mineiro paga ICMS, enquanto o filé importado entra sem essa carga. Na prática, estamos subsidiando o produto estrangeiro, afirma o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro.
Segundo ele, outros estados já adotaram medidas de proteção, enquanto Minas ainda não reagiu com a mesma intensidade.
- Risco sanitário preocupa o setor
Além da questão econômica, há preocupação com a sanidade da produção nacional.
A importação pode aumentar o risco de entrada de doenças como o vírus da tilápia do lago (TiLV) — atualmente ausente no Brasil, mas com potencial de causar grandes prejuízos ao setor.
- Possível mudança regulatória aumenta incerteza
Outro ponto sensível é a discussão sobre a classificação da tilápia como espécie exótica invasora, tema que avançou em 2025 na Comissão Nacional de Biodiversidade, mas ainda está em revisão.
Segundo o analista de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar, Guilherme Oliveira, a medida pode gerar impactos relevantes.
┃ Pode haver aumento de custos, mais burocracia e insegurança jurídica, afetando principalmente pequenos e médios produtores, explica.
- Cenário exige reação rápida
O cenário combina três fatores críticos:
- Produção em crescimento
- Importações mais baratas
- Riscos regulatórios e sanitários
Isso coloca pressão direta sobre a competitividade da piscicultura mineira, que, apesar do avanço técnico e produtivo, pode perder espaço sem medidas de proteção e ajuste no ambiente de negócios.
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