Coluna Minas Gerais
Missão técnica do Sistema Faemg Senar impulsiona queijarias do Vale do Suaçuí
FAEMG SENAR | Divulgação
Produtores trocaram experiências e conheceram propriedades em regiões referência na produção de queijos artesanais regularizados
Após um dia inteiro de estrada, 15 produtores da região do Vale do Suaçuí, que abrange os municípios de Santa Maria do Suaçuí, Água Boa, São Sebastião do Maranhão, São Pedro do Suaçuí e São José do Jacurí, participaram de uma missão técnica com destino às cidades de Itamonte e Alagoa. O objetivo da missão foi conhecer de perto o processo que levou os queijos do Sul de Minas Gerais ao reconhecimento internacional. A iniciativa foi promovida pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae.
Em Itamonte, a comitiva iniciou as visitas na Queijaria Velho Pitta, fundada pelo casal Bianca e Gustavo Pitta. Com uma produção diária de cerca de 380 litros de leite, a queijaria fabrica de 10 a 11 quilos de queijo por dia. Os cuidados com a higiene, desde a ordenha até a embalagem, garantem a qualidade do produto, um diferencial que, segundo Bianca, foi potencializado com o apoio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg Senar, por meio do Sindicato Rural de Itamonte.
A queijaria possui o Selo de Inspeção Municipal (SIM), que atesta a segurança alimentar dos produtos de origem animal, além do Selo ARTE, certificação que permite a comercialização nacional de alimentos artesanais de origem animal.
Ainda em Itamonte, os produtores conheceram a Queijaria Artesanal Capoeira Grande, conduzida pelos irmãos Fabrício e Fabiano Fonseca. Com o suporte do ATeG, aprimoraram técnicas de maturação, conquistaram o registro sanitário e viram o valor de mercado de seus queijos aumentar. Hoje, produzem em média 10,3 kg por dia, com preço médio de R$ 55 — 50% superior ao praticado antes da regularização.
A visita seguiu para a Queijaria Morro Grande, dos produtores Luciane e João Carlos de Carvalho, referência na produção de muçarela e do tradicional Queijo Artesanal da Mantiqueira. “Eles são exemplos para os outros produtores”, destaca Márcia Motta, médica veterinária do Sindicato Rural de Itamonte. “Foram um dos primeiros a buscar capacitação, reconhecer que podiam melhorar e vencer o medo de ir atrás dos registros e selos que garantem a qualidade dos queijos”, completa.
Alagoa
No segundo dia da missão, a comitiva seguiu para Alagoa, município com mais de 140 queijarias atendidas pelo Sindicato Rural de Baependi. Desde 2020, o produto típico da cidade ganhou identidade própria, deixando de ser chamado apenas de “parmesão” para ostentar oficialmente o título de Queijo Artesanal de Alagoa.
Uma das visitas mais aguardadas foi à Queijaria Pedra do Segredo, do produtor Jayme Porfírio, vencedora da Expoqueijo 2025 com o troféu Super Ouro — a primeira vez que um queijo brasileiro conquista o reconhecimento no concurso internacional realizado em Araxá.
A última parada foi no Sítio Três Irmãos, onde o produtor Aldo Gabriel de Barros continua o legado iniciado pelo pai. Seus queijos maturados por 60 e 90 dias já receberam prêmios nacionais e encantaram os visitantes durante a degustação. Um detalhe que chamou a atenção: diferentemente da maioria dos produtores da região, Aldo utiliza leite da raça jersey, conhecido por seu alto teor de gordura e qualidade.
Troca de experiências
Para Paula Lobato, analista de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg Senar, a missão cumpriu plenamente seu objetivo. “Os produtores do Vale do Suaçuí conheceram realidades diversas, desde queijarias estruturadas com foco no turismo rural até outras menores, que atendem aos requisitos sanitários básicos para garantir a legalização da produção”, avalia. “Mas os ganhos vão além. Eles viram na prática a força da união entre produtores, sindicatos e associações”, pontua. Segundo ela, esse trabalho conjunto fortalece o setor e incentiva os produtores a buscarem os registros necessários para a comercialização legal dos queijos.
A viagem também provocou reflexões e trouxe inspiração para quem ainda está em processo de formalização. Leandro Nunes, de Santa Maria do Suaçuí, destacou: “A gente já sabia que o queijo é parecido com o nosso, mas lá eles têm o hábito da maturação, o que agrega valor. Minha expectativa era ver de perto como isso funciona, para no futuro buscar o registro”.
Já para Leandro Ferreira dos Santos, de São Pedro do Suaçuí, a longa jornada valeu a pena. “Percebi que vou ter que começar do zero, construir uma nova queijaria, mas estou animado. Vou investir na estrutura e buscar o SIM, para vender para quem valoriza o nosso produto”, afirmou o produtor, que hoje comercializa o quilo a R$ 27 para atravessadores.
Coluna Minas Gerais
Como Lucas Kallas integrou sustentabilidade e impacto social ao setor de mineração
CEDRO | Divulgação
O pensamento do mineiro Lucas Kallas, que quer deixar seu legado por meio da mineração sustentável e de outros negócios estratégicos para o país, se traduz hoje na Cedro Participações, com faturamento anual da ordem de R$ 2,5 bilhões.
- Agência Minera Brasil
“Consegui unir paixão e convicção ao longo da minha trajetória”. É com brilho nos olhos que Lucas Kallas relembra o início da sua caminhada profissional, ainda no setor imobiliário — trajetória que o levou a atuar como chairman e presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, uma holding com presença em setores estratégicos da economia. Desde a fundação, os negócios sob o guarda-chuva da holding avançam em frentes como agronegócio, saúde, logística e real estate, sempre sob a lógica de atuação integrada e geração de valor, com foco em sustentabilidade, inovação e impacto social.
Com investimentos acima de R$ 2 bilhões, a holding faturou cerca de R$ 2,5 bilhões (referência pública de 2024), com a maior parte do montante oriunda da Cedro Mineração, carro-chefe do grupo para o qual Lucas tem um plano de expansão bem definido: posicioná-la entre as maiores produtoras privadas de minério de ferro do país até 2030, quando estima alcançar uma produção de aproximadamente 20 milhões de toneladas/ano, a partir de suas minas em Mariana e Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Para chegar à marca de 20 milhões de toneladas, a companhia prevê investimentos da ordem de R$ 6 bilhões (estimativa divulgada). “Entendemos que temos um papel importante e estratégico a cumprir para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Fazemos isso reinvestindo parte substancial dos nossos lucros em setores estratégicos para o crescimento do país e das comunidades onde atuamos”, afirma.
Com perfil inovador, arrojado e carismático, disciplina de execução e faro apurado para oportunidades, Lucas ressalta que a holding é uma expressão do seu DNA empreendedor — algo que ele define como Jeito Cedro. “Nossos negócios combinam esforços em diversas frentes para chegar à equação ideal que orienta todas as ações do grupo: Sociedade + Sustentabilidade + Resultados”, explica.
Ele conta que esse olhar o levou a implementar, em todos os negócios da holding, a ideia de que as pessoas devem estar no centro de tudo. Com essa mentalidade, reitera que tanto as decisões do dia a dia quanto as mais estratégicas são tomadas, acima de tudo, pela análise do impacto positivo que possam gerar aos diferentes stakeholders direta ou indiretamente envolvidos — sejam acionistas, colaboradores, clientes, municípios ou comunidades do entorno.
“Começar os negócios do zero dá à Cedro a oportunidade — e também o desafio — de fazer tudo da forma como gostaríamos. Para quem está realmente preocupado com as pessoas que estão dentro da cadeia de relacionamentos da empresa, essa é sempre a melhor maneira de dar o pontapé inicial. Assim conseguimos adotar o jeito Cedro de fazer negócios, com sustentabilidade e excelência, em todos os nossos projetos”, explica.

Divulgação/Cedro
- DNA sustentável
Comprometido com a Agenda 2030, Lucas reforça que investir priorizando a sustentabilidade é a melhor forma de a holding não apenas inovar e ser mais competitiva, mas também garantir um futuro mais próspero e seguro para as pessoas e o planeta.
“Desde que iniciamos as operações da Cedro, ainda no setor de mineração, sempre atuamos focados na sustentabilidade, tendo como primeiro projeto o beneficiamento de rejeitos de minério estocados, com o uso de tecnologia de processamento apta a eliminar o uso de barragens”, pontua.
As plantas em Nova Lima e Mariana são exemplos do compromisso com inovação e segurança ambiental do grupo. Em Nova Lima, foram adotados processos de empilhamento a seco (com alto reaproveitamento de água), eliminando o uso de barragens de rejeitos.
Em Nova Lima, também foi desenvolvido um projeto de aproveitamento de materiais com baixo teor de ferro, antes descartados. Essas iniciativas foram reconhecidas por premiações setoriais associadas a inovação e eficiência operacional.
Lucas destaca ainda investimentos em tecnologia para que a Cedro se torne referência na produção de pellet feed para redução direta — o chamado “minério verde” — uma matéria-prima mais fina, rica e com baixos níveis de impurezas, destinada à produção de pelotas de minério de ferro que, nos fornos das siderúrgicas, podem reduzir em até 50% as emissões de carbono.
No agronegócio, para sustentar as fazendas em que investe, a Cedro Agro adota tecnologias modernas de captação de água e irrigação, além de infraestrutura de apoio adequada.
“Gosto de falar de como estruturamos os projetos, do planejamento ao controle de rejeitos. Em todas as ações, buscamos tanto a preservação do patrimônio histórico, ambiental e cultural quanto investimos na preservação de áreas de reserva e sítios arqueológicos das fazendas”, relata.
- Negócios diversos e estratégicos
A Cedro vem ampliando sua presença no setor de logística, com a concessão de um terminal portuário em Itaguaí (RJ), com investimentos previstos de R$ 3,6 bilhões. O empreendimento é peça-chave para verticalizar a logística da Cedro e abrir alternativa operacional para pequenas e médias mineradoras. O projeto deve ter capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, reduzindo gargalos e ampliando a competitividade do setor.
Da mesma forma, a visão de oportunidade resultou na autorização concedida pela ANTT para implantação de um ramal ferroviário de cerca de 26 quilômetros, na região de Serra Azul, como opção de escoamento para mineradoras e indústrias do entorno. “Enxergamos a holding como uma promotora de negócios que geram retornos muito além do quadrante econômico-financeiro. Estamos investindo, por exemplo, R$ 1,5 bilhão nesta shortline que, ao iniciar sua operação nos próximos anos (estimativa), promete retirar cerca de 5 mil carretas por dia das rodovias e reduzir de forma relevante o risco de acidentes na BR-381. Entregamos uma solução logística eficiente, mas também mais segura e limpa”, explica Kallas.

Cedro é mantenedora da Creche São Judas Tadeu em Nova Lima – MG. Mais de 800 crianças atendidas. Divulgação/Cedro
- Integração com as comunidades
Lucas afirma que a integração com as comunidades próximas aos negócios do grupo é uma forma genuína de aproximação e entrega de valor.
“A Cedro se preocupa com as pessoas e sabe da importância do impacto que seus projetos têm para as comunidades nas quais está inserida. Por isso, priorizamos a contratação e a formação de mão de obra local para que a riqueza gerada por nossos empreendimentos tenha o maior impacto positivo possível em âmbito local”, acredita.
Com atividades em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Goiás, a Cedro Participações conta com 3.200 colaboradores diretos e indiretos, sob regras rigorosas de governança e compliance.
Além disso, a holding lidera mais de 60 projetos sociais, com ações voltadas para educação, cultura, esporte e saúde. O grupo é mantenedor da Creche São Judas Tadeu, em Nova Lima, que atende 800 crianças em período integral e fornece cerca de 4 mil refeições diárias. Desde 2020, os investimentos sociais e urbanos já ultrapassaram R$ 80 milhões, beneficiando diretamente as comunidades de Nova Lima, Mariana e Ouro Preto.
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