Apenas 1 podre estraga toda a caixa
“O Manto Laranja” Gilberto Almeida

“Chegaram como paladinos da honra, da decência, de um Novo estilo de fazer política e no primeiro descuido viram mascates de cargos e de favores?”
Luiz Tito
O processo eleitoral para sucessão da Mesa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, depois de muita turbulência e muitas articulações de bastidores parece ter sido definido com a composição de uma chapa única encabeçada pelo deputado Tadeu Leite (MDB). Foram longos dias, onde os deputados se dedicaram a gastar o principal combustível da política mineira: a saliva.
Tão logo se encerraram as eleições, conhecidos os novos deputados, despontaram como candidatos o deputado Tadeuzinho, como é conhecido, e o deputado Antônio Carlos Arantes (PL). O primeiro, embora seu partido tenha feito parte da coligação que elegeu o governador Romeu Zema, foi considerado candidato oposicionista, face a suas ligações com o atual presidente, deputado e futuro conselheiro do TCE Agostinho Patrus, desafeto do governo por ter engavetado inúmeros projetos de interesse governamental, impedindo até mesmo a manifestação da Casa, o que foi apontado pelo STF como negligência legislativa, autorizando a pactuação ao Regime de Recuperação Fiscal, mesmo sem ser votado pelos parlamentares, porque dorme há 2 anos nas gavetas da presidência da ALMG.
Temendo que a Assembleia elegesse um presidente com esse mesmo e indesejável “modus operandi”, o governo de Minas Gerais arregaçou as mangas a favor de um candidato que tivesse fortes ligações com a Cidade Administrativa. Deputado Antônio Carlos Arantes (PL), leal apoiador de Zema e iniciando o seu sexto mandato, até pela condição de ser o atual vice-presidente, logo se apresentou, certamente contando com o apoio de quem ele apoiou com afinco durante os últimos 4 anos.
Há de se realçar que Arantes goza de uma reputação exemplar entre seus pares, por sua inatacável conduta, sua capacidade de conviver de forma altiva e amena no trato das questões políticas e ao mesmo tempo um político coerente e que se posiciona de forma firme e republicana na defesa de seus ideais. Mas o caminho natural para o apoio do governo foi desviado pelos articuladores políticos, Secretário Igor Eto e Vice Governador Mateus Simões. Do bolso do colete, criaram a candidatura do deputado Roberto Andrade (Patriota), que segundo se comenta tem ligações próximas com Eto, sequer procurando o excelente deputado Antônio Carlos para conversar e reunir bases governamentais.
O líder do PL na Assembleia, deputado Gustavo Santana, reagiu de imediato apontando que “o PL luta pela independência do Legislativo como um poder do Estado; diferente disso seria transformá-lo em uma marionete, acomodado debaixo do “manto laranja” jogado pelo secretário Igor Eto.
“Nós somos um partido político, que abriga vereadores, prefeitos e deputados que conquistaram através do voto sua autonomia e independência; somos a confiança dos nossos eleitores”. Este verdadeiro chamamento foi um recado direto aos articuladores do Partido Novo, mostrando que ser companheiro e compor a base do governo, jamais poderá significar subserviência e que a servilidade não faz parte da índole dos políticos de Minas Gerais. A postura do deputado Gustavo Santana se transformou em um verdadeiro movimento em prol da dignidade do Legislativo Mineiro.
Ato contínuo as lideranças do Novo, titulares das pastas mais importantes do governo, iniciaram uma feroz campanha tentando reverter votos para seu candidato, curiosamente utilizando expedientes severamente condenados pelo partido a que pertencem. Logo o Novo, que se apresenta como virgem pudica da política e defensor na moralidade dos políticos, não se fez de rogado e ao que parece empreendeu uma sórdida campanha do “toma lá dá cá”, que foi descortinada no episódio da nomeação do reitor da UNIMONTES e por fim no verdadeiro escândalo denunciado pelo deputado Caporezzo(PL), de que o Secretário Igor Eto tentou chantagear o coronel Marco Aurélio Zancanela do Carmo, para que impusesse ao deputado seu amigo a mudar seu voto para o candidato oficial, mesmo lhe custando o cargo de Chefe do Estado Maior da PMMG, em razão de sua pronta negativa em participar desse jogo político. Esse festival de trapalhadas, além de mostrar as contradições do Partido Novo, desidratou completamente a tentativa do governo de emplacar a presidência. Após a desistência do deputado Andrade, ainda tentaram indicar o deputado Duarte Bechir (PSD) que nem mesmo de seu partido conseguiu o apoio necessário e, pasmem senhores, após a derrocada das pretensões dos “Novos”, ainda tiveram a coragem de procurar o Deputado Antônio Carlos para que, depois de tudo, fosse então o candidato do governo e como era de se esperar de um político da estirpe de Arantes, receberam um sonoro “agora não, obrigado”.
Sem espaço e enfraquecido, restou ao governo “chegar o queixo no toco”, como falamos lá na roça, e fazer uma composição com seu também apoiador Tadeuzinho que será candidato único e de um “consenso forçado”.
A Assembleia Legislativa deu um primoroso exemplo de que ainda é possível fazer política com P maiúsculo e que os deputados, em sua maioria, não se ajoelham às benesses oferecidas pelos poderosos. O Parlamento Mineiro indicou que poderemos mesmo estar inaugurando, diferentemente do NOVO, uma nova forma de tratar a política, sendo fiel à história de Minas e de nossos ancestrais.
Que sirva de lição ao governador Zema, em quem votei sem arrependimentos, para que reflita a respeito da condução política de seu governo, rechaçando a postura cabotina por vezes praticada por seus assessores do Partido Novo.
Gilberto Almeida é escritor, engenheiro, político mineiro e defensor da República


ARTIGOS
Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.
Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.
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