Brasil e Mundo
Advogado de Lula rebate Mourão: “Velho ainda aprende? Vá estudar”


Luiz Carlos Rocha , um dos advogados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respondeu o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos). O aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o petista de ter viajado ao Egito para a COP27 no jatinho do empresário Seripieri Filho .
“O Lula viaja para o exterior no jatinho de um empresário. A crítica silencia. A ‘futura administração’ já compromete os princípios da impessoalidade e da moralidade”, escreveu Mourão, o que desagradou Luiz Carlos Rocha.
General, vice-presidente da República, eleito senador pelo Rio Grande do Sul e tão ignorante em matéria de Direito Público? Velho ainda aprende? Vá estudar General Mourão. Os princípios que você maltrata são para função e cargo público. Você está dizendo que Lula já é presidente?”, rebateu o advogado.
A viagem de Lula ao Egito no jato de Seripieri, amigo do presidente eleito e doador de sua campanha, causou grande polêmicas nas redes sociais e entre diversos políticos. Opositores cobram das autoridades investigação, enquanto aliados do petista tratam o uso do avião particular como um “erro”.
No entanto, Rocha não compactua com as críticas. Na avaliação dele, a viagem no jatinho “não viola a lei, nenhum protocolo de integridade, norma do TCU ou do MPF”. Ele destacou que Lula ainda não ocupa nenhum cargo público, ou seja, não está cometendo irregularidade.
O advogado ainda levantou como discussão a chance de figuras eleitas terem status de autoridade. “Talvez devêssemos legislar e dar ao presidente eleito, que hoje é uma pessoa comum, um status de autoridade pública com direito ao uso dos aviões da presidência e das Forças Armadas”, concluiu.
Quem é o empresário que emprestou o jatinho a Lula
Seripieri ganhou notoriedade ao fundar, em 1997, a Qualicorp, empresa que hoje é referência na área de operação de planos de saúde coletivos. Ele se desligou da empresa em 2019, quando fundou a Qsaúde, operadora de planos de saúde a planos populares.
Lula e José se conhecem há mais de uma década. Em 2010, quando o petista deixou a Presidência após dois mandatos, ele começou a frequentar uma casa do empresário localizada em Angra dos Reis.
O fundador da Qualicorp, inclusive, foi um dos 200 convidados que compareceu ao casamento de Lula e Janja, que aconteceu em São Paulo, no dia 18 de maio deste ano.
Outro símbolo da proximidade de Seripieri com o presidente eleito foram as doações realizadas para a campanha do petista ao longo da corrida eleitoral. Dados do TSE apontam que foram realizadas duas transferências por parte do empresário.
A primeira delas foi destinada ao Diretório Nacional do PT, foi feita no dia 27 de setembro e teve o valor total de R$ 660 mil. A segunda foi realizada exatamente um mês depois, teve como destino o próprio Lula e foi no valor de R$ 500 mil.
Prisão em 2020
Um fator que chama atenção na trajetória de José Siripieri é sua prisão, que aconteceu em 2020. A operação da Lava-Jato denominada Paralelo 23 investigava supostos pagamentos ilícitos à campanha do senador José Serra.
A Polícia Federal prendeu Junior no dia 21 de julho e ficou detido até o dia 24, quando a Justiça de São Paulo decretou a soltura do empresário. Uma vez liberado, ele fechou um acordo de delação premiada junto ao Ministério Público.
Ele também aceitou pagar um valor total de R$ 200 milhões aos cofres públicos. O processo corre em segredo de Justiça e não foi concluído até hoje.
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Fonte: IG Política


ARTIGOS
Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.
Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.
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