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Barroso diz que Brasil viveu “atraso civilizatório” nos últimos anos

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Barroso respondeu bolsonarista em NY no ano passado
Nelson Jr./SCO/STF

Barroso respondeu bolsonarista em NY no ano passado

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso disse nesta sexta-feira (3) que o Brasil passou por um processo de “atraso civilizatório” nos últimos anos. Ele também tratou como “absurda valorização do estilo Roberto Jefferson e Daniel Silveira ” no país.

“Eu tenho uma visão não política, mas institucional, bastante severa dos tempos que nós atravessamos recentemente. Eu acho que o Brasil viveu um período de atraso civilizatório marcado por um contexto em que se naturalizaram as ofensas, a grosseria, a difusão do ódio e a extração do que de pior havia nas pessoas”, declarou.

Barroso citou Silveira e Jefferson, que foram presos após promoverem ataques contra membros e instituições do país. A fala dele foi realizada em uma palestra na Conferência Lide, em Lisboa, da qual participou virtualmente.

“Foi um processo histórico antecedido por ataques desrespeitosos e repetidos às instituições, pela absurda e indevida politização das Forças Armadas e por um discurso que era permanentemente golpista e que incluiu a tentativa de volta ao voto impresso com contagem manual”, explicou ao falar do ato terrorista de 8 de janeiro.

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Barroso acredita que o país passou a desprezar a educação, a ciência e a cultura, colocando o país em um “período relevante de risco democrático”.

“Então podem os senhores imaginar o que teriam sido as seções eleitorais com essas hordas de pessoas truculentas, violentas, e armadas muitas vezes, com uma contagem pública manual de votos; e uma absurda valorização do estilo Roberto Jefferson e Daniel Silveira ao longo do tempo”, relatou.

“A civilidade, o respeito às instituições democráticas, à educação, à cultura e à ciência são premissas que devem permear qualquer visão política do mundo”, acrescentou.

Prisões

Os casos citados por Barroso são de Daniel Silveira e Roberto Jefferson. O primeiro foi preso na quinta (1) em Petrópolis (RJ), um dia após o fim do seu mandato parlamentar. A determinação da prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, que argumentou o descumprimento de medidas cautelares.

Silveira foi responsável por promover ataques e disseminar fake news contra membros do Supremo. Ele é acusado de estar ligado aos atos antidemocráticos de 7 de setembro de 2021.

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No fim do ano passado, Roberto Jefferson foi preso por promover ataques contra ministros do TSE e ao sistema eleitoral brasileiro. Ele também reagiu a tiros e granas à ação dos policiais, deixando dois feridos.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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