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Doleiro Alberto Youssef volta à carceragem da PF em Curitiba

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Alberto Youssef deixa a sede da Policia Federal em 2016
Paulo Lisboa – 02.03.16

Alberto Youssef deixa a sede da Policia Federal em 2016

doleiro pivô da Lava Jato Alberto Youssef  voltou a ser detido na carceragem da Polícia Federal , em Curituba , após ser preso preventivamente em Santa Catarina . Segundo o advogado de defesa, ele chegou à unidade por volta das 22h de segunda-feira (20) e permanece no local nesta terça-feira (21).

Youseff foi preso por decisão do atual juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio, responsável pelos processos da operação Lava Jato.

De acordo com a decisão, o doleiro é um cidadão com “enorme periculosidade social e caráter voltado à prática de rimes financeiros de colarinho branco”, além de não ter devolvido os recursos desviados aos cofres públicos.

Albert Youseff deve passar por audiência no início da tarde desta terça (21).

Segundo a defesa do acusado, ele entrou com pedido de habeas corpus ainda na segunda, alegando se tratar de “uma decisão abusiva e teratológica”.

Prisão em Santa Catarina

O doleiro, um dos mais famosos do país, foi preso na tarde de segunda-feira (20) em Itapoá (SC) por crimes tributários. A prisão foi determinada pelo juiz Eduardo Appio, que assumiu os processos da Operação Lava Jato no começo do ano.

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Youseff foi o pivô da Lava Jato ainda em 2014, quando foi preso na primeira fase da operação da Polícia Federal. O doleiro ainda foi alvo de investigação no caso Banestado, com remessas ilegais do banco estatal para o exterior.

A decisão de Appio considera um pedido de representação para fins penais aberta pela Receita Federal, que aponta a não devolução de todos os valores adquiridos ilegalmente pelo doleiro. O juiz ainda afirmou que Alberto Youssef tem vida “privilegiada” e que deixou de fornecer informações à Justiça Federal, uma das condições para sua liberdade provisória.

“O relatório fiscal para fins penais da Receita Federal deixa evidenciado que o acusado não devolveu aos cofres públicos todos os valores desviados e que suas condições atuais de vida são totalmente incompatíveis com a situação da imensa maioria dos cidadãos brasileiros. O simples fato de que possui diversos endereços e de que estaria morando na praia já evidencia uma situação muito privilegiada e que resulta incompatível com todas as condenações já proferidas em matéria criminal”, aponta Appio.

Segundo a PF, Alberto Youseff foi detido em uma praia do litoral catarinense. A corporação ainda informou que o endereço dado pelo doleiro à Justiça é, na verdade, um barracão abandonado.

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Youseff será levado para Joinville e, em seguida, irá à Curitiba. Ele deve ficar preso, inicialmente, na carceragem da PF na capital paranaense.

Lava Jato

Alberto Youseff foi um dos protagonistas da Operação Lava Jato, deflagrada em 2014 pela Polícia Federal. Ele foi o primeiro suspeito preso na operação.

Youseff foi apontado como líder de um grupo especializado em lavagem de dinheiro. Os suspeitos usavam um posto de combustível para “liberar” as remessas.

Foi a partir do doleiro que a PF descobriu uma rede de propina e corrupção na Petrobras. Em um e-mail de Youseff, os investigadores descobriram a compra de um carro em nome de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da Petrobras.

No decorrer das investigações, Alberto Youseff foi condenado a mais de 100 anos de prisão. Ele foi solto após a anulação de parte dos processos comandados pelo ex-juiz, e hoje senador, Sérgio Moro.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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