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“Jamais questionei resultado de eleição”, diz Torres ao STF

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Anderson Torres foi ministro da Justiça de Bolsonaro
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 21/06/2022

Anderson Torres foi ministro da Justiça de Bolsonaro

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres , falou que “jamais questionou o resultado de eleição”. Em declaração dada durante a audiência de custódia, o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Supremo Tribunal Federal que não participa da “guerra ideológica” que há no Brasil.

“O Ministério de Justiça e Segurança Pública foi o primeiro ministério a entregar os relatórios da transição. Eu jamais questionei resultado de eleição, não tem uma manifestação minha nesse sentido, eu fui o primeiro ministro a entregar os relatórios”, comentou.

A prisão de Torres foi por sua atuação como secretário de segurança do Distrito Federal por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes.  Ele é suspeito de omissão no ato de terrorismo causado por apoiadores de Bolsonaro contra as sedes dos três poderes, em Brasília, em 8 de janeiro deste ano.

A Polícia Federal realizou o cumprimento a mandados de busca e apreensão na casa do ex-ministro e encontrou uma minuta com conteúdo golpista. A intenção do documento era instaurar estado de defesa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para mudar o resultado das eleições de 2022.

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Torres lamentou prisão

O ex-secretário de Segurança Pública do DF soube que seria preso quando ainda estava nos Estados Unidos, passando férias com a família. Ele negou ter qualquer envolvimento com o ato de terrorismo em Brasília.

“Isso foi [pedido de prisão] um tiro de canhão no meu peito, no segundo dia de férias, acontece esse crime horrendo em Brasília e esse atentado contra o país e eu fui responsabilizado por isso. Eu jamais daria condições de isso ocorrer, eu sou profissional, sou técnico e jamais faria isso”, desabafou.

Antes de viajar para Orlando, Torres assinou um plano estratégico para que fosse feita a segurança na Esplanada. Porém, as instruções não funcionaram e os bolsonaristas invadiram os prédios dos três poderes.

“Do jeito que saí, o que deixei assinado, eu deixei tranquilo, porque nem se caísse uma bomba em Brasília teria ocorrido o que ocorreu”, comentou Anderson.

Torres negou participar de guerra ideológica

Ele negou participar de uma guerra ideológica e destacou que visitou ministros do Supremo inúmeras vezes.

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“Fora daqui, se a gente tiver oportunidade… vários ministros do Supremo Tribunal Federal são testemunhas de que eu fui na casa de vários deles para buscar o equilíbrio. Eu não estou mentindo, eu não sou maluco”, pontuou.

“Até 15 dias atrás, eu era ministro da Justiça, hoje estou preso. Foi um suplício chegar no Brasil sem problemas, escondido, escondendo a cabeça, foi um negócio horroroso, que nem em pesadelo”, completou.

“Essa guerra que se criou no país, essa confusão entre os Poderes, essa guerra ideológica, eu não pertenço a isso, eu sou um cidadão equilibrado e essa conta eu não devo”, concluiu.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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