Brasil e Mundo
Juscelino Filho ganha chance e se mantém no Ministério da Comunicação


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, mesmo após ele ser acusado de usar um avião da FAB e usar dias diárias da União para um compromisso pessoal em São Paulo. A decisão saiu após uma reunião entre Juscelino e Lula na tarde desta segunda-feira (6), no Palácio do Planalto.
A manutenção de Juscelino Filho tem como pano de fundo a pressão do União Brasil sobre o Planalto. O partido ameaçava deixar o governo caso a demissão se confirmasse.
“Sai há pouco do Palácio do Planalto, onde tive uma reunião muito positiva com o presidente Lula. Na ocasião, esclareci as acusações infundadas feitas contra mim e detalhei alguns dos vários projetos e ações do Ministério das Comunicações. Temos muito trabalho pela frente!”, disse Juscelino em um rede social.
“Falamos de expansão do 5G, de conectividade em escolas e ações do Norte e do Nordeste Conectado. Boa notícia: ainda neste mês, o presidente Lula e eu vamos inaugurar a Infovia 01, entre as cidades de Manaus e Santarém, ampliando o acesso à internet na Região Amazônica”, completou.
Esse é o segundo ministro que Lula segura após denúncias durante seu mandato. O primeiro caso aconteceu com a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, acusada de ter elo com milicianos no Rio de Janeiro. Daniela também é do União Brasil e teve sua indicação pelo prefeito de Belford Roxo, Waguinho, marido da ministra e um dos articuladores de Lula do Rio.
O Planalto ainda pretende usar a manutenção de Juscelino para convencer o União Brasil a ajudar na formação de maioria ampla governista na Câmara e no Senado. Nos últimos dias, a legenda tem evitado colocar a ideia em prática após os ataques da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
Lula ignora aliados
A decisão de Lula também ignora aliados próximos ao presidente, que pressionavam o petista a demitir Juscelino. Na visão deles, a manutenção do ministro mancha a imagem do governo.
Em reuniões, Lula tinha prometido uma reunião para que o ministro se defendesse das acusações e dar “presunção de inocência” a Juscelino. O petista, porém, fez duras críticas às denúncias contra o chefe da pasta das Comunicações.
Denúncias contra Juscelino
Juscelino Filho é acusado de direcionar R$ 7,5 milhões do Orçamento Secreto para a cidade de Vitorino Freire (MA), comandada por sua irmã, Luanna Rezende. Do total, R$ 5 milhões foram usados para asfaltar uma estrada que passa pela fazenda de sua família. A denúncia foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O ministro ainda é suspeito de ocultar R$ 2,2 milhões em cavalos de raça na prestação de contas à Justiça Eleitoral na campanha para deputado federal de 2022, segundo o Estadão. Ao Tribunal Superior Eleitoral, Juscelino disse ter R$ 4,4 milhões em patrimônio.
Outra denúncia que chegou ao Palácio do Planalto é o uso de um avião da FAB para a participação de um leilão de equinos em São Paulo. Segundo o jornal, o ministro disse que teria uma viagem de “urgência”, justificativa tradicionalmente acatada pela presidência da República.
Na última semana, o Ministério das Comunicações tinha minimizado a ida do ministro à São Paulo. Segundo a pasta, a participação de Juscelino Filho no leilão não caracteriza prática ilegal ou imoralidade do ministro.
O ministério ainda negou que a viagem solicitada à FAB teria caráter de urgência. A pasta informou que o pedido para o uso da aeronave oficial seguiu os trâmites legais.
Fonte: IG Política


ARTIGOS
Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.
Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.
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