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Lula descarta lista tríplice para escolher PGR e cogita Zanin no STF

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Lula discursando durante evento de relançamento do Bolsa Família
José Cruz/ Agência Brasil

Lula discursando durante evento de relançamento do Bolsa Família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT ) afirmou nesta quinta-feira (2) que “Não pensa mais em lista tríplice” ao se referir à escolha do novo procurador-geral da Repúblic a, que está prevista para ocorrer em setembro de 2023.

“Não penso mais em lista tríplice. Não penso mais, porque quando vim para a presidência, trouxe a minha experiência do sindicato. Então, tudo para mim era lista tríplice. Já está provado que nem sempre a lista tríplice resolve o problema. Então, vou ser mais criterioso para escolher o próximo procurador-geral da República”, disse o presidente durante entrevista à  rádio BandNews.

Para a escolha, desde 2001, a Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) envia os três nomes mais votados pelos pares do Ministério Público ao presidente para que seja feita a escolha de quem chefiará o órgão por dois anos.

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No entanto, embora não seja uma obrigação legal, Lula e Dilma acolheram a eleição da associação e indicaram o primeiro colocado da lista para o comando da PGR.

Fernando Henrique Cardoso, em 2001, e Jair Bolsonaro, em 2019 e 2021, não chegaram a indicar um nome escolhido pelos procuradores. Bolsonaro, na última eleição indicou o atual procurador-geral, Augusto Aras. Em 2017, Michel Temer indicou a então segunda colocada, sub-procuradora Raquel Dodge.

Apesar de precisar ser aprovada pelo Senado, a indicação é estratégica porque cabe ao chefe do Ministério Público Federal (MPF) propor ações contra o presidente e políticos de alto escalão, além disso, ele também opina sobre matérias constitucionais quando levadas a julgamento na Justiça.

A ANPR enviou uma nota em que informa que que fará a lista tríplice e que continuará insistindo que o mecanismo que “permite transparência na escolha” após as declarações de Lula a Bandnews.

“Continuamos insistindo que a lista tríplice permite transparência na escolha, somada a uma legitimidade decorrente do processo em si. A ANPR fará a lista, levará ao presidente e o procurará para dialogar”, informou a associação.

Indicação para o STF

Durante a entrevista, Lula também foi questionado sobre as indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Este ano, o mandatário terá direito a duas indicações de ministros do STF, após as aposentadorias compulsórias de Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Ambos completam 75 anos em 2023, idade-limite para ministros do STF estabelecida pela Constituição.

Lula também foi questionado sobre Cristiano Zanin como um dos favoritos para o cargo e respondeu:

“Hoje, se eu indicasse o Zanin, todo mundo compreenderia que ele merecia ser indicado. Tecnicamente, ele cresceu de forma extraordinária. É meu amigo, meu companheiro, como outros são meus companheiros, outros são meus companheiros, mas nunca indiquei por conta disso. E nunca pedi, essa é uma coisa que eu tenho orgulho, eu nunca pedi nenhum favor a nenhum ministro”, afirmou Lula sobre o assunto.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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