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Ministro cita Marielle Franco e povos Yanomami em discurso na ONU

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Silvio Almeida em discurso na ONU
Reprodução: Violaine Martin (ONU) – 27/02/2023

Silvio Almeida em discurso na ONU

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida , afirmou nesta segunda-feira (27), durante discurso na 52ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas ( ONU ) , que o governo brasileiro lutará para que o assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco , “não fique impune”.

“Lutaremos para que o brutal assassinato de uma promissora política brasileira, mulher negra e corajosa defensora dos direitos humanos, Marielle Franco, não fique impune e grave, na memória e no espírito da nossa sociedade, a dignidade da luta por justiça”, disse o ministro no evento aconteceu em Genebra, na Suíça.

Marielle e o motorista, Anderson Gomes, foram mortos a tiros em março de 2018, no Rio de Janeiro. Após cinco anos, o crime ainda não tem responsável.

Yanomami

No discuro da ONU, Almeida também citou a crise vivida pelos povos Yanomami e disse que irá “restaurar” a dignidade dos indígenas no Brasil.

“E aqui preciso mencionar de forma particular a crise nos territórios indígenas Yanomamis. Não temos medido esforços para restaurar a dignidade dessas populações e garantir-lhes o efetivo domínio sobre suas terras”, ressaltou o ministro.

Crise humanitária

O povo da Terra Indígena Yanomami, considerada a maior do Brasil, sofre grave crise humanitária e sanitária. Dezenas de adultos, crianças e idosos foram diagnosticados desnutrição grave e malária nas últimas semanas.

A situação precária dos indígenas se agravou muito a partir do avanço do garimpo ilegal.

Um levantamento da Hutukara Associação Yanomami aponta que o garimpo ilegal cresceu 54% em 2022 e devastou 5.053 hectares da Terra Indígena Yanomami. O estudo também estima que, com a atividade irregular, 20 mil garimpeiros estejam no local.

Terra indígena Yanomami está em emergência de saúde desde o dia 20 de janeiro, conforme decisão do governo Lula . Inicialmente por 90 dias, órgãos federais auxiliarão no atendimento aos indígenas.

Situação do ministério

Silvio Almeida mencionou ainda, sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que assumiu o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em níveis de “desmonte”.

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“No Brasil, sob a liderança do presidente Lula, estamos empenhados em fazer a nossa parte, reconstruindo os laços sociais entre os brasileiros e traçando uma política de direitos humanos com ampla participação popular. As dificuldades são muitas. O que encontramos foi um quadro escandaloso de desmonte, negligência e crueldade”, afirmou o ministro


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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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