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Mulher morreu baleada para salvar sobrinho, revela irmã

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Daniela morreu baleada
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Daniela morreu baleada

Daniela Silva Santos , de 30 anos, morreu baleada na última sexta-feira (11) no Morro do Fubá , em Cascadura, no Rio de Janeiro. Ana Paula Silva, irmã da vítima, contou que a mulher levou os tiros no momento em que colocou o corpo na frente do seu sobrinho de apenas três anos.

“Quando minha irmã Daniela caiu, meu sobrinho caiu junto. Mas ele correu para casa, estava todo sujo de lama e falou para a mãe dele, minha outra irmã, o que ocorreu. Foi então que todos se aproximaram para ajudar a Dani”, falou Ana Paula em entrevista para o jornal O Globo.

Sangrando, a vítima foi socorrida por moradores da região, sendo levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Apesar dos esforços, a jovem não resistiu aos ferimentos. Casada, a vítima deixa uma filha, Sofia, de apenas um ano e onze meses.

“Minha sobrinha ainda está amamentando. Ter uma filha menina era o maior sonho da minha irmã. E ela realizou. Nossa família sempre morou perto, então vamos dar todo apoio à criança e ao Bruno (o marido de Daniela). Nesse momento, a irmã do meu cunhado é quem está olhando o bebê. O meu cunhado está isolado, sentado, não quer saber de nada. Está muito triste agora. Nessas horas, só mesmo Deus”, relatou.

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Amigos ficaram tristes e fizeram diversas homenagens nas redes sociais. “Minha irmã sempre teve muitos amigos. Era alegre, brincalhona, e também tranquila. Muito família, gostava de tomar a cervejinha dela e sem fazer bagunça”, falou Ana Paula.

O sepultamento de Daniela ocorre neste domingo (13), às 15h30, no Cemitério de Irajá. A família precisou se unir para pagar as despesas do velório. “Nós não queremos cobrar de ninguém a morte de minha irmã. Só queremos paz na comunidade. Chega. Basta! Se aconteceu isso com ela, poderia ter acontecido com qualquer um. Quantas pessoas ainda irão chorar pelos mesmos motivos?”, desabafou a irmã.

“Juntamos nossos dinheiros e pedimos um empréstimo. Infelizmente, foi a hora dela. Dani não busca as crianças, normalmente, mas nesse dia ela é quem foi. Aconteceu. Não cabe a nós entendermos os projetos de Deus”, acrescentou.

Tiroteios são rotinas

A região em que Daniela faleceu tem sido alvo de tiroteios nos últimos meses entre milicianos e traficantes. A Polícia Civil contou que homens associados à maior facção criminosa do estado estão usando o Morro do 18, em Quintino, como base para ter total controle do Morro do Fubá. A guerra envolve outras 12 comunidades.

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A PM revelou que foi acionada na hora do tiroteio, mas os disparos já tinham encerrado quando chegaram ao local. Porém, após uma denúncia anônima, policiais encontraram e prenderam um homem com o apelido Cachorrinho.

“O criminoso foi encontrado ferido e forneceu nome falso para os policiais. Posteriormente, foi constatado que o homem possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio, ocorrido em Natal. O indivíduo foi socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas, onde ficou custodiado. Ocorrência encaminhada para a 29ª DP”, relatou a PM.

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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