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PF diz ao STF que não teve apoio de militares para frear garimpo

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Polícia Federal e Ibama queimam bens de garimpo ilegal em Roraima
Divulgação Ibama: 24.07.2022

Polícia Federal e Ibama queimam bens de garimpo ilegal em Roraima

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) que não possui apoio do governo para realizar operações de proteção a terras indígenas determinadas pela Corte.

O relatório foi enviado ao STF no final de outubro e indicou “limitações de ordem logística e financeira” no combate a crimes ambientais nas reservas invadidas por garimpeiros ao não contarem com o auxílio do Ministério da Defesa

Segundo os documentos, os equipamentos fornecidos pelas Forças Armadas como aeronaves e embarcações para a PF atuar em áreas isoladas na  região amazônica não chegaram. Além disso, uma incursão direcionada à terra caiapó foi cancelada na última hora por não ter helicópteros disponíveis.

“Priorizou-se uma intervenção policial na TI Caiapó que contaria (dependeria) com (de) apoio de órgãos parceiros deste e de outros ministérios. Porém, o apoio reclamado não foi atendido”, diz um trecho do relatório da PF, em referência aos ministérios da Justiça e da Defesa.

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Outras questões foram relatadas pelos policiais da PF, que disseram ter ficado sem alimentos, água, abrigo e banho durante viagem da Operação Guardiões do Bioma. “A ausência de logística militar de apoio comprometeu o abastecimento de viaturas, obrigando policiais federais a viajarem cinco horas em estrada insegura para o transporte de combustível, além de elevada despesa para a PF”, detalhou o relatório.

Em relação aos Yanomamis, terra com quase 30 mil invasores, a PF relatou que foi solicitado no mês de maio que o Ministério da Defesa cedesse helicópteros. A pasta atribuiu a ajuda a um repasse de R$ 4 milhões do Ministério da Justiça, o que impossibilitou o uso do transporte. “Sem meios aéreos próprios ou de parceiros, foi realizada intervenção somente por meio terrestre e fluvial e (…) não atendeu de forma satisfatória às prementes demandas de segurança pública na área”, disse a PF. 

A Polícia Federal concluiu que as operações realizadas foram muito custosas e não proporcionaram resultado. A corporação exemplificou ainda com a operação na terra caiapó, onde gastaram R$ 15 milhões, mas o desmatamento e o garimpo avançaram. “Com base em imagens de satélite e alertas de desmatamento, é possível verificar que a atividade garimpeira não cessou”, finalizou a PF.

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Fonte: IG Política

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1800 militares da Marinha do Brasil realizam Operação Furnas 2025

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A Marinha do Brasil (MB) está conduzindo, ao longo desta semana, a Operação Furnas 2025, um dos maiores treinamentos militares já realizados em Minas Gerais. A operação mobiliza cerca de 1.800 militares, além de embarcações, helicópteros, aviões de caça, drones, veículos blindados e anfíbios, em uma estrutura montada na região do Lago de Furnas, no Sul do estado.

O exercício, que seguirá até o dia 30 de outubro, conta com a participação de militares de nove países — entre eles França, Portugal, Chile e Reino Unido — e de um representante da Junta Interamericana de Defesa. O objetivo é treinar tropas e fortalecer a integração entre forças civis e militares, com foco em operações de defesa, missões de paz e ações de resposta a desastres naturais.

Ação Cívico-Social beneficiou população de São José da Barra

No último sábado (25), a Marinha promoveu uma Ação Cívico-Social (ACISO) em São José da Barra (MG), beneficiando centenas de moradores da cidade e de municípios vizinhos.

Durante a ação, foram oferecidos atendimentos médicos e odontológicos gratuitos, vacinação, aferição de pressão e glicemia, oficinas de primeiros socorros, cortes de cabelo, além de atividades educativas e culturais.

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A programação contou com apresentações de cães de guerra, Banda do Corpo de Fuzileiros Navais, Fanfarra Municipal de São José da Barra e mostra de equipamentos e viaturas da Marinha, atraindo famílias e crianças durante todo o dia.

De acordo com o Capitão de Fragata Demóstenes Apostolides, diretor da Unidade Médica Expedicionária da Marinha, mais de 200 pessoas foram atendidas.

“Esse tipo de iniciativa aproxima a Marinha da população e reforça o compromisso social da instituição, que não se limita apenas à atuação militar, mas também ao cuidado e à solidariedade”, destacou o oficial.

Workshop em Passos reuniu instituições civis e militares

Na segunda-feira (27), a Marinha realizou o II Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil, na Faculdade Santa Casa de Passos (MG).
O encontro reuniu representantes da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Eletrobras, Santa Casa de Misericórdia e universitários da região.

O evento teve como foco o intercâmbio de experiências e a troca de lições aprendidas em situações de emergência e desastres naturais, fortalecendo a integração entre órgãos civis e militares.
A programação incluiu palestras temáticas e um exercício de coordenação interagências, simulando cenários de calamidade pública.

Demonstração de Capacidades será realizada nesta quarta-feira

O ponto alto da Operação Furnas 2025 acontecerá nesta quarta-feira (29), com a Demonstração de Capacidades no Lago de Furnas.
Durante o evento, a Marinha apresentará parte de seus meios operativos, com embarcações, aeronaves, veículos blindados e anfíbios, exibindo ao público a estrutura e a preparação das forças brasileiras para atuar em diferentes tipos de cenário.

Presença e integração

Com a Operação Furnas 2025, a Marinha reforça sua presença estratégica em Minas Gerais e demonstra a importância do Lago de Furnas como área de treinamento e de integração com a sociedade civil.
As ações unem tecnologia, capacitação militar e compromisso social, fortalecendo o elo entre as Forças Armadas e a população mineira.

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