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Saiba como foram os seis anos de prisão de Sérgio Cabral


O ex-governador do Rio de Janeiro , Sérgio Cabral deve ser solto amanhã (19) , após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal ( STF ) aprovar a soltura por 3 votos a 2 na noite de sexta-feira (16) . Preso há seis anos, o político passou por diversas transferências de presídios e regalias durante o regime fechado.
Sérgio Cabral Filho foi preso no dia 17 de novembro de 2016. O ex-governador foi acusado de liderar um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras. Do total, R$ 30 milhões teriam sido destinadas a obras comandadas pela Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia.
O ex-governador passou por mais acusações e anulações desde 2016. No total, ele foi condenado em 23 ações por oito crimes diferentes: organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, corrupção passiva, corrupção ativa, evasão de divisas, fraude em licitação e formação de cartel. A pena acumulada é de 425 anos e 20 dias.
Ele era o único preso dos 300 condenados nas 55 operações realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal durante a Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro.
Transferências e regalias
Cabral passou os primeiros dois anos na Cadeia Pública de Benfica, no Rio de Janeiro. No local, ele tinha home theater doado por igrejas evangélicas e recebia encomendas de restaurantes de luxo. Na cela do ex-governador, já foram encontrados camarões e bolinhos de bacalhau após uma inspeção do Ministério Público.
Após a Justiça tomar conhecimento sobre os benefícios do político, ele foi transferido para a prisão em Curitiba, no Paraná, em 2018. Três meses depois ele voltou para o Rio de Janeiro, sendo levado para a prisão em Bangu, por decisão judicial.
Somente neste ano de 2022, Cabral mudou de presídio várias vezes. Entre maio e junho, foram quatro mudanças entre a cidade do Rio de Janeiro e Niterói.
No dia 3 de maio, ele deixou o Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar, em Niterói após uma vistoria da Vara de Execuções Penais (VEP) encontrar celulares, anabolizantes, dinheiro e lista de compras em restaurantes na cela de Cabral.
No dia 5 de maio ele foi transferido para Bangu 1, onde passou apenas um dia, até ser encaminhado para o 1º Grupamento de Bombeiro Militar, no Humaitá, por decisão do Superior Tribunal de Justiça.
No dia 23 de maio, o ex-governador foi para o GEP do Corpo de Bombeiros, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, de onde saiu em 15 de junho para retornar à Unidade Prisional da Polícia Militar, no Fonseca, em Niterói, onde está preso desde então.
O que diz a defesa?
Ao iG , o advogado de Cabral, Daniel Bialski , afirmou que o ex-governador deve ser solto na segunda-feira (19).
“Segunda-feira no máximo. Segunda-feira com certeza ele estará sendo colocado em liberdade e indo para a casa dele”, disse Bialski.
Apesar do STF ter formado maioria de 3 votos a 2 a favor da libertação, ainda é preciso um alvará de soltura para que Cabral seja liberado.
“Tem os trâmites burocráticos, o ex-governador vai ser solto quando sair o comunicado do julgamento Supremo para Curitiba. Curitiba vai examinar, pedir o alvará de soltura e a partir daí mandar para o Rio de Janeiro e a Justiça do Rio manda dar cumprimento a esse alvará”, explicou Bialski.
Em nota enviada à imprensa neste sábado (17), a defesa do ex-governador declarou que ele irá aguardar os próximos passos em casa.
“O Supremo Tribunal Federal reconheceu a ilegalidade de se manter preso o ex-governador Sérgio Cabral e determinou que ele aguarde em liberdade o desfecho do processo. A defesa representada pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, Patrícia Proetti e Anna Julia Menezes esclarece que ele permanecerá em prisão domiciliar aguardando a conclusão das demais ações penais e confia em uma solução justa, voltada ao reconhecimento de sua inocência e de uma série de nulidades existentes nos demais processos a que responde”, disse o comunicado.
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Fonte: IG Política


ARTIGOS
Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.
Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.
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