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Vereadora que repudiou suposto gesto nazista em ato ilegal é cassada

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Manifestantes fazem saudação nazista no município de São Miguel do Oeste em Santa Catarina no dia de novembro de 2022
Reprodução/Redes sociais/02/11/2022

Manifestantes fazem saudação nazista no município de São Miguel do Oeste em Santa Catarina no dia de novembro de 2022

A vereadora Maria Tereza Capra (PT), do município de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, teve o mandato cassado na madrugada deste sábado, 4, por repudiar a suposta saudação nazista realizada por manifestantes bolsonaristas na BR-163 , em frente ao quartel do Exército, em novembro do ano passado. A cassação, sob o argumento de quebra de decoro parlamentar, ocorreu por dez votos a um, tendo sido a única oposição o voto da própria vereadora. Votaram contra ela parlamentares do PL, PP, MDB, PSD e PDT. 

A crítica da vereadora foi feita em uma rede social após o vídeo da suposta saudação nazista viralizar na internet. O caso ocorreu três dias depois da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando manifestantes bolsonaristas bloquearam diversas rodovias federais e estaduais, se opondo de maneira ilegal ao resultado das urnas. Por todo o Brasil, diversas pessoas usavam verde e amarelo e pediam “intervenção militar” e “intervenção federal”.

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“Os eleitores me cobraram sobre essa situação. Me pronunciei como vereadora e como cidadã. Fiquei chocada e indignada com o que vi. Então gravei um vídeo externando a minha opinião. Aquilo aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, [do Supremo Tribunal Federal], havia proibido os bloqueios e determinado a desobstrução das vias. Era um ato ilegal, atentatório a uma decisão judicial. E os manifestantes estavam lá com o braço estendido, naquele gesto em que todo o mundo conhece como um gesto nazista”, diz Capra.

Vereadora Maria Tereza Capra (PT) é cassada em Santa Catarina por repudiar suposto gesto nazista
Reprodução/Instagram/@mariaterezacapra

Vereadora Maria Tereza Capra (PT) é cassada em Santa Catarina por repudiar suposto gesto nazista

A vereadora explica ainda que o argumento dos vereadores para defenderem a cassação dela é de que a crítica feita se estenderia a toda a cidade de São Miguel do Oeste, sujando a imagem do município em associação ao nazismo. “Estão me culpando por ter sujado o nome da cidade, como se eu tivesse ofendido a cidade inteira, mas naquele local não estava a cidade inteira”, contra-argumenta. Ainda segundo ela, pouco tempo antes do caso ocorrer uma célula neonazista havia sido descoberta no município. “Santa Catarina tem um problema grave nesse sentido, porque tem muitas células, tem pessoas que se autointitulam”, diz.

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A vereadora afirma que entende a cassação como perseguição política, já que seria uma voz de esquerda ativa. “Eu era a única vereadora da esquerda, a única que defendia o Lula na Câmara. O período eleitoral foi bem difícil. Tivemos listas de boicotes, eu estava em uma delas. A minha atuação na Câmara sempre foi muito forte, são 10 anos. Sempre fui a defensora das minorias. Usaram minha manifestação para me tirar da Câmara por questão político-ideológica”, afirma.

Capra vai tentar recorrer da decisão e deve levar o caso para as instâncias superiores da justiça. Ela é defendida por advogados do grupo Prerrogativas, ligado ao PT. 

Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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