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Zema sobre afastamento de Ibaneis: ‘Ninguém é eficiente 100% do tempo’

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Governador de Minas Gerais, Romeu Zema
Agência Brasil

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema

O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de afastar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) , nesse domingo (8). De acordo com ele, “ninguém é eficiente 100% do tempo”.

A decisão de Moraes, que afastou Ibaneis do cargo por 90 dias , foi tomada na madrugada desta segunda-feira (9), após os atos bolsonaristas extremistas registrados ontem no Distrito Federal .

“O governador de Brasília pode ter agido com falta de competência, não contra a democracia. Então, talvez, esse afastamento pode ser algo tanto quanto arbitrário neste momento. Ninguém é eficiente 100% do tempo. Se alguém erra, não é motivo para ser afastado”, disse ele hoje em entrevista à CNN Brasil .

Na ocasião, Zema cobrou uma investigação para identificar os responsáveis pela série de ataques aos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) . Ele, porém, disse que é “muito difícil” afirmar que alguém organizou o ocorrido, devido ao tamanho da aglomeração.

“Até que a investigação seja concluída, levada adiante, é sempre prematuro (apontar culpados). Em 2013, no Brasil, nós tivemos uma série de manifestações públicas, pelo que me recordo, totalmente apartidárias. Quando há uma aglomeração tão grande, como ontem em Brasília, a situação sai do controle. É muito difícil falar que alguém organizou isso”, afirmou.

Ele ainda repudiou os ataques de ontem e disse que essa não foi a forma certa de protestar. “Há muitas maneiras de se manifestar. Não é dessa maneira que vamos construir um País melhor. É inadmissível”, acrescentou.

Segundo Moraes, os atos terroristas ocorridos em Brasília na tarde de domingo (8) tiveram a consentimento do governo do Distrito Federal, já que a ‘organização’ do ato terrorista era conhecida das forças de segurança e do governador.

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“A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, escreveu o ministro na decisão .

De acordo com ele, o afastamento do governador se justifica diante do cometimento de crimes como: atos preparatórios de terrorismo, associação criminosa, dano, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Antes da ordem de Moraes,  Ibaneis publicou vídeo nas redes sociais pedindo desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela destruição causada por apoiadores do  ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) na tarde deste domingo (8).

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Fonte: IG Política

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Operação Integridade apura corrupção eleitoral em Passos

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Na manhã desta quinta-feira, 9 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Eleitoral de Passos e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Regional de Passos), em parceria com a Polícia Militar, realizou a Operação Integridade. A ação busca investigar possíveis crimes relacionados à associação criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral irregular durante as eleições municipais de 2024.

Conforme apontam as investigações, uma candidata ao cargo de vereadora em Passos poderia ter se associado a outras sete pessoas para, supostamente, aliciar eleitores por meio de oferta de dinheiro em troca de votos. Também estão sendo apuradas possíveis práticas de boca de urna e fixação de material de campanha em veículos e residências.

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Passos/MG e um em Ribeirão Preto/SP. Participaram das ações cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e responsabilidades.

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