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Economia em transformação: impactos da digitalização no volume de serviços de Minas Gerais

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O Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG realizou uma análise detalhada dos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o intuito de examinar o desempenho do setor no mês de fevereiro de 2024.

No contexto nacional, o índice de volume de serviços registrou avanços notáveis na variação anual, com um aumento de 4,5% em janeiro de 2024, interrompendo a tendência de desaceleração anterior. Todavia, em fevereiro do mesmo ano, observou-se uma redução na taxa de crescimento, que alcançou 3,3%, representando uma diminuição de 0,7 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Esta cifra contrasta com o desempenho mais robusto de 4,9% registrado no mesmo período de 2023. Ao considerar o acumulado do ano, é perceptível uma desaceleração do crescimento em relação ao ano anterior, em grande parte devido à reposição expressiva do volume de serviços observada em 2023. Entretanto, em 2024, essa reposição está perdendo intensidade devido à retomada da normalização da dinâmica do mercado.

Em Minas Gerais, a análise da variação acumulada do ano revela uma desaceleração notável, mantendo-se quase estável em 5,5%. Em contraste, o período anterior testemunhou um crescimento mais vigoroso, atingindo 9,8%. É intrigante observar que no ano anterior houve uma leve contração, enquanto no ano em curso, o aumento foi apenas modesto.

“O deslocamento do carnaval deste ano para fevereiro, em contraste com sua ocorrência em março no ano anterior, teve um impacto significativo no volume de serviços nas esferas nacional e estadual. A mudança nas datas festivas influenciou diretamente a dinâmica do crescimento econômico, resultando em uma variação acumulada do ano que, embora tenha evidenciado uma desaceleração em relação ao período anterior, permaneceu praticamente constante. Este fenômeno revela a complexa interação entre fatores sazonais e o desempenho econômico no setor de serviços”, destaca Stefan D’Amato, Economista-chefe da Fecomércio MG.

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No panorama nacional, o indicador de desempenho acumulado nos últimos 12 meses, abrangendo de março de 2023 a fevereiro de 2024, revela um crescimento de 2,2%, mantendo-se próximo ao valor observado no mês anterior. Embora os resultados sejam favoráveis, há indícios de uma desaceleração nos últimos meses, sugerindo uma possível estabilização, com um ritmo de crescimento relativamente constante em comparação com o período anterior. Por outro lado, em Minas Gerais, observa-se um cenário mais robusto, com uma variação mais expressiva de 7,2%, mesmo diante de uma ligeira redução no volume de serviços.

Destaca-se particularmente o setor de Serviços de Informação e Comunicação, tanto em Minas Gerais quanto em todo o Brasil, com um notável aumento de 8,3% e 6,2%, respectivamente. Por outro lado, os segmentos de Outros Serviços mostram uma tendência de queda no cenário estadual, com reduções de 5,5%.

“Esses dados não apenas revelam as dinâmicas específicas em diferentes setores da economia, mas também oferecem insights valiosos sobre as tendências econômicas mais amplas. O crescimento robusto observado nos Serviços de Informação e Comunicação, tanto em Minas Gerais quanto no Brasil, sugere um aumento na demanda por serviços digitais e tecnológicos, indicando uma possível modernização e digitalização da economia”, aponta.

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Ao longo dos últimos doze meses, Minas Gerais mantém uma posição de destaque no desempenho acumulado, liderando na região Sudeste. Essa liderança é seguida pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

“Empresas que adotam soluções tecnológicas inovadoras conseguem aumentar sua eficiência operacional, oferecer serviços de maior qualidade e conquistar uma vantagem competitiva no mercado. Esse movimento rumo à digitalização não apenas impulsiona o crescimento econômico, mas também transforma a forma como os serviços são prestados, criando oportunidades de negócios e estimulando a inovação em toda a cadeia de valor. A rápida evolução tecnológica está moldando o panorama dos serviços em Minas Gerais, incentivando as empresas a se adaptarem às demandas de um mercado cada vez mais digitalizado e competitivo”, ressalta.

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais integra o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac em Minas e Sindicatos Empresariais, que tem como presidente o empresário Nadim Donato. A Fecomércio MG é a maior representante do setor terciário no estado, atuando em prol de mais de 740 mil empresas mineiras. Em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, a Fecomércio MG atua junto às esferas pública e privada para defender os interesses do setor de Bens, Serviços e Turismo a fim de requisitar melhores condições tributárias, celebrar convenções coletivas de trabalho, disponibilizar benefícios visando o desenvolvimento do comércio no estado e muito mais.

Há 85 anos fortalecendo e defendendo o setor, beneficiando e transformando a vida dos cidadãos.

Fonte: SINDIJORI MG

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Cresce o número de famílias com dificuldades de quitar as dívidas em BH

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de Belo Horizonte (PEIC) mostra que, entre maio e junho, houve aumento do endividamento da ordem de 1%. Ao todo, 89,9% dos consumidores da capital possuem algum tipo de compromisso financeiro.

Sobre o nível de inadimplência, a PEIC indica que 53,2% das famílias da cidade estão com alguma conta em atraso – evolução de 3,0 pontos percentuais entre um mês e outro. O nível de inadimplência das famílias que ganham até 10 salários-mínimos é 21,9% maior do que entre aquelas que ganham acima dessa faixa de renda.

“Com um maior acesso ao crédito, visto o aumento de renda e a facilidade de ter acesso a certas modalidades, tais como o cartão de crédito, as famílias passam a ser endividar para conseguir suprir todas suas demandas. O grande problema acontece quando os consumidores não conseguem cumprir com os seus compromissos financeiros tornando-se assim inadimplentes. As altas taxas de juros aplicadas no mercado faz com que a situação de descontrole orçamentário fique ainda mais crítica para as famílias”, explica Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG.

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Entre as famílias endividadas, 18,8% acreditam que não terão como pagar, sendo que 41,5% destas estão com contas atrasadas há mais de três meses. O percentual das inadimplentes sobe desde janeiro de 2024 quando alcançava 10,4% das famílias da capital.

Já entre aquelas famílias de Belo Horizonte com dívidas, mas que estão conseguindo pagar as contas, 76,7% possuem compromisso financeiro por um período de três meses ou mais. Na média, as dívidas das famílias comprometem 29,9% do orçamento da casa com o cartão de crédito liderando o endividamento de 92,7% dos consumidores.

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais integra o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac em Minas e Sindicatos Empresariais que tem como presidente o empresário Nadim Donato. A Fecomércio MG é a maior representante do setor terciário no estado, atuando em prol de mais de 740 mil empresas mineiras. Em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, a Fecomércio MG atua junto às esferas pública e privada para defender os interesses do setor de Bens, Serviços e Turismo a fim de requisitar melhores condições tributárias, celebrar convenções coletivas de trabalho, disponibilizar benefícios visando o desenvolvimento do comércio no estado e muito mais.

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Há 85 anos, fortalecendo e defendendo o setor, beneficiando e transformando a vida dos cidadãos.

Fonte: SINDIJORI MG

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