Coluna Minas Gerais
A força que move Minas Gerais
FAEMG SENAR | Divulgação
Por Antônio Pitangui de Salvo, engenheiro agrônomo e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg)
Minas Gerais tem vivido, nas últimas décadas, uma profunda transformação no campo. De um passado marcado pela agricultura e pecuária de subsistência — muitas vezes invisível aos olhos da população urbana —, o estado conquistou protagonismo nacional com uma agropecuária diversificada, competitiva e em constante evolução.
Antes pouco conhecida, a produção rural mineira hoje lidera cadeias como a cafeicultura, a pecuária leiteira, as florestas plantadas e a equinocultura — área em que Minas detém o maior rebanho equino do Brasil —, entre várias outras. Esse avanço é resultado de investimentos contínuos em tecnologia, qualificação, assistência técnica e gestão, conduzidos por um esforço coletivo que envolve produtores, cooperativas, sindicatos rurais, indústria, comércio, transporte e, de forma decisiva, a atuação permanente do Sistema Faemg Senar.
Esse trabalho começa a ser reconhecido de forma mais ampla pela sociedade. A mais recente pesquisa Quaest-Faemg revela que 80% dos mineiros têm uma imagem positiva da agropecuária — o setor mais bem avaliado do estado, à frente de atividades tradicionais como mineração, indústria e serviços. Mais do que números, esse dado reflete a confiança da população e o entendimento de que o agro é motor de desenvolvimento, geração de emprego e qualidade de vida.
Para 43% dos entrevistados, a agropecuária é a principal atividade econômica de Minas Gerais — um reconhecimento que vai além da expressiva contribuição ao PIB estadual, hoje em torno de 22%. Essa percepção está diretamente ligada ao nosso compromisso com a responsabilidade socioambiental e à entrega de alimentos de qualidade à população.
A pesquisa também revelou uma oportunidade estratégica: 12% dos entrevistados têm visão neutra sobre o setor e, entre esses, 43% afirmam desconhecer a atividade agropecuária. Esse dado reforça a importância de ampliarmos o diálogo com a sociedade urbana, mostrando com transparência e proximidade a realidade do campo.
Temos um caminho promissor pela frente, que exige comunicação clara, acessível e contínua, para que mais mineiros compreendam que o alimento cultivado em nosso solo representa emprego, renda, inovação e futuro. Nosso desafio é aproximar ainda mais o campo da cidade, fortalecendo a conexão entre quem produz e quem consome.
O Sistema Faemg Senar seguirá firme nesse propósito, investindo na qualificação dos produtores e na valorização da agropecuária mineira. Minas é agro. Por isso, atuaremos com ainda mais vigor na nossa comunicação, para tornar mais visível o trabalho do produtor rural e os benefícios que a atividade gera à sociedade. Quem conhece o campo mineiro, respeita e se orgulha da força que move Minas Gerais.
Coluna Minas Gerais
Sistema e IMA: acordo amplia capacitação e certificação rural
Crédito: cartilha IBAMA / O javali asselvajado – Norma e medidas de controle
FAEMG SENAR | Divulgação
O Sistema Faemg Senar e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) firmaram um acordo de cooperação técnica que vai promover avanços nas ações de educação sanitária, capacitação profissional e certificação agropecuária em Minas Gerais.
A iniciativa tem como objetivo apoiar produtores e trabalhadores rurais em todo o estado, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para a valorização da produção mineira.
O acordo prevê uma série de ações conjuntas voltadas à defesa agropecuária, inspeção e certificação de produtos, com destaque para o Programa Certifica Minas, que reconhece oficialmente a qualidade e a conformidade sanitária da produção rural.
Entre as metas, está a habilitação de engenheiros agrônomos do Senar para emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) — ferramentas que garantem a rastreabilidade e a segurança dos produtos agrícolas mineiros.
No interior do estado, os técnicos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg Senar irão atuar diretamente com os produtores interessados, auxiliando na adequação sanitária de propriedades e agroindústrias.
Essa atuação permitirá que mais produtores obtenham certificações oficiais, agregando valor à produção e ampliando o acesso a novos mercados.
O acordo também prevê a formação de agentes de apoio à saúde agropecuária (PASA) — grupo composto por produtores, agentes de saúde e lideranças comunitárias. Esses profissionais atuarão em campo, ampliando a presença das ações de defesa sanitária e promoção da qualidade em todas as regiões de Minas Gerais.
A parceria abrangerá 11 das 14 cadeias produtivas atendidas pelo Programa ATeG — entre elas, agroindústria, apicultura, avicultura, bovinocultura de leite e de corte, bubalinocultura, cafeicultura, fruticultura, grãos, olericultura e piscicultura.
Mais de 600 técnicos de campo do Senar participarão das capacitações, juntamente com profissionais da Gerência de Certificação do IMA, promovendo integração e troca de conhecimento entre as equipes.
As capacitações estão previstas para iniciar em janeiro de 2026, com conclusão até junho do mesmo ano, considerando o calendário eleitoral no segundo semestre.
Para o superintendente do Senar Minas, Celso Furtado Jr., a parceria reforça o compromisso das instituições com o desenvolvimento do meio rural mineiro.
“Esse acordo é um passo estratégico para fortalecer a base técnica e sanitária da produção agropecuária em Minas. Ao capacitar nossos técnicos e produtores, garantimos não apenas qualidade e segurança alimentar, mas também novas oportunidades de mercado e geração de renda no campo”, destacou Furtado.
Resultados esperados
Entre os resultados esperados estão o aumento do número de produtores certificados pelo Programa Certifica Minas, o reconhecimento da qualidade da produção rural, a abertura de novos canais de comercialização e o reforço da credibilidade dos produtos mineiros no mercado.
Segundo as instituições, a parceria representa um passo importante para aumentar a competitividade e a sustentabilidade da agropecuária mineira, gerando benefícios para produtores, consumidores e para todo o setor agroindustrial do estado.
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