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Aclamado por quase 200 prefeitos, Dr. Marcos Vinicius propõe nova sede da AMM para capacitar mais servidores municipais

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Foto: AMM | Divulgação

Candidato à reeleição à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), Dr. Marcos Vinicius foi aclamado por quase 200 prefeitos em evento de apoio a ele realizado na noite dessa terça-feira (11/2), em Brasília. Na ocasião, ele discursou sobre o principal compromisso de campanha: oferecer uma nova sede da AMM para capacitar ainda mais gestores municipais, inclusive com cursos de pós-graduação, reforçando o apoio aos prefeitos e promovendo uma administração pública mais independente, eficiente e qualificada

“Um gestor capacitado, bem qualificado, consegue fazer mais com menos e levar ainda mais desenvolvimento às nossas cidades, especialmente às pequenas, que dependem quase que exclusivamente de FPM para sobreviver. Com uma sede mais robusta, mais equipada, vamos oferecer mais conhecimento de qualidade aos prefeitos e às suas equipes. Nesses dois anos à frente da AMM, eu fortaleci o caixa, dando mais independência financeira à Associação, e quero intensificar ainda mais essa gestão daqui para a frente. Vou fazer muito mais pelos nossos municípios”, garante o candidato.
Outro compromisso de campanha do Dr. Marcos Vinicius é alterar o estatuto, permitindo que o presidente ocupe o cargo por dois anos, em vez de três, e limitar a reeleição a uma vez. “A reeleição é importante porque permite a continuidade de um trabalho bem feito. Mas é necessário que seja limitada. A AMM não pode ficar refém de um grupo que usa a AMM em causa própria, como aconteceu no passado. E esse grupo quer voltar, ‘mascarado’ de novidade”, alerta.

Conquistas
A gestão de Dr. Marcos Vinicius à frente da AMM é marcada por importantes conquistas. Desde que ele assumiu a gestão da AMM, o saldo em caixa mais do que triplicou, saltando de R$ 4,4 milhões para R$ 14,4 milhões. Sob o seu comando, foi implementado, ainda, o Observatório AMM, uma plataforma on-line inovadora que coloca dados municipais essenciais diretamente nas mãos dos prefeitos.
Além disso, a AMM lançou o AMM nas Macros, um evento que leva capacitação a todas as regiões do estado, e o Governança 4.0, uma iniciativa voltada para a imersão de prefeitos eleitos em boas práticas de gestão. Apenas em janeiro de 2025, os técnicos da AMM percorreram mais de 5 mil quilômetros, passando por cinco cidades mineiras, reforçando o compromisso com a descentralização da entidade, reduzindo a dependência de Belo Horizonte, e promovendo a qualificação e o desenvolvimento dos municípios.

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“Todas essas conquistas serão mantidas e intensificadas. Vamos melhorar ainda mais o Observatório, capacitar mais gestores, inclusive, nos municípios deles. Aliás, conheço a grande maioria dos prefeitos pelo nome e pela cidade porque estive presente nos municípios, sempre atuando de forma igualitária, sem distinção partidária ou regional”, pontuou.
Importante destacar que, sob a gestão de Dr. Marcos Vinicius, a AMM alcançou recorde de cidades mineiras afiliadas. A AMM é, atualmente, a maior associação estadual de municípios da América Latina.

Municipalismo

Dr. Marcos Vinicius tem se destacado na luta em prol da autonomia dos municípios e pela melhoria da gestão pública, enfrentando desafios de forma independente e consolidando a AMM como uma força política municipalista. À frente da Associação, Dr. Marcos Vinicius, que também ocupa o cargo de 1º vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), tem buscado a aprovação de Projetos de Lei (PLs) fundamentais no Congresso, com destaque para a PEC da Sustentabilidade Fiscal, que visa melhorar as finanças dos municípios. A Reforma Tributária é outra pauta altamente debatida pelo candidato à reeleição com parlamentares e entes do Executivo federal.
No âmbito estadual, a AMM, sob o comando de Dr. Marcos Vinicius, acionou o Superior Tribunal Federal (STF) para que todos os municípios afetados economicamente pelo rompimento da barragem de Mariana recebam parte do acordo, a exemplo do que foi firmado no caso da cidade de Brumadinho. “Todos os municípios foram impactados de alguma forma, não só aqueles que foram atingidos pela lama. Por isso, é justo que todos sejam compensados”, defende.

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O presidente ainda destaca a importância de um líder municipalista em situações como a de Brumadinho. “A associação não foi chamada para participar da decisão sobre um acordo que impacta diretamente o município. Nossos prefeitos estavam prestes a assinar um compromisso sem ter pleno entendimento do que estava em jogo”, detalha.
A inserção do imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS) no programa Nota Fiscal Mineira é outra bandeira do candidato à reeleição. Duas reuniões com o Secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Fernandes Lourenço Gomes, e com a Secretária Adjunta, Luciana Mundim, foram realizadas. “Precisamos incentivar que os munícipes peçam a nota para que os municípios arrecadem mais. Vou continuar transformando a AMM e garantindo avanços para as administrações municipais”, conclui.

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Importações mantêm pressão sobre produtores

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Live promovida pelo Sistema Faemg Senar reuniu produtores, sindicatos, cooperativas, Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor.

FAEMG SENAR | Divulgação

Setor cobra medidas nacionais e avanço da investigação antidumping para conter desequilíbrio do mercado

O aumento expressivo das importações de leite em pó mantém sob forte pressão o setor leiteiro nacional no início de 2026. Mesmo após medidas adotadas por importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o volume importado segue elevado, pressionando os preços pagos ao produtor e comprometendo a sustentabilidade da atividade.

O cenário foi debatido em live realizada pelo Sistema Faemg Senar nessa segunda-feira (26), reunindo produtores, sindicatos, cooperativas, o Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor. O encontro teve como foco a discussão de soluções e a busca por caminhos para reduzir os impactos das importações sobre a cadeia leiteira. No último ano, a captação aumentou 7,9% no Brasil e as importações permaneceram em patamares elevados, ampliando a oferta além da capacidade de absorção do mercado e pressionando os preços.

| Os produtores brasileiros estão competindo em condições desiguais. Temos uma produção eficiente, que cumpre rigorosamente as regras ambientais e sanitárias, mas enfrentamos produtos importados que chegam ao país a preços muito mais baixos. A continuidade desse cenário ameaça a renda no campo e a permanência dos produtores na atividade.

A avaliação é do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, que reforça a necessidade de medidas nacionais capazes de trazer previsibilidade ao setor.

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| É fundamental dar continuidade à investigação antidumping e convencer o governo da urgência de medidas provisórias que garantam mais segurança ao produtor.

  • Entenda o histórico

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, em 2024, pedido de investigação antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. O governo federal acatou a solicitação com base em indícios técnicos e instaurou o processo. Em agosto de 2025, contudo, um entendimento técnico apontou ausência de similaridade entre o produto importado e o nacional, o que poderia interromper a investigação. Após articulação das federações, esse posicionamento foi revertido, permitindo a continuidade do processo e a possibilidade de adoção de medidas provisórias.

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, a crise do leite se intensificou a partir de 2023, quando o aumento das importações passou a impactar de forma mais direta o mercado brasileiro. Desde então, o Sistema Faemg Senar e a CNA intensificaram articulações junto ao governo federal.

O tema ganhou visibilidade nacional com a realização do 1º Encontro dos Produtores Brasileiros de Leite, em Brasília, que reuniu mais de 600 produtores. Em 2023, a segunda edição contou com mais de mil participantes, ampliando a pressão por soluções estruturais. Entre as medidas adotadas, destaca-se a publicação do Decreto nº 11.732/2023, que alterou regras do Programa Mais Leite Saudável.

Em março de 2024, mais de sete mil produtores participaram do movimento Minas Grita pelo Leite, liderado pela Faemg, em Belo Horizonte. Como resultado, Minas Gerais suspendeu o diferimento do ICMS para o leite em pó importado, iniciativa posteriormente adotada por Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco. No ano seguinte, o governo mineiro incluiu o queijo muçarela na diferenciação tributária.

  • Balança comercial reforça alerta
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O histórico da balança comercial de lácteos mostra que o Brasil é tradicionalmente importador desses produtos, com volumes de importação superiores às exportações na maior parte das últimas décadas. Entre o fim dos anos 1990 e os anos 2000, o país registrou déficits acentuados, impulsionados pela entrada de leite em pó, principalmente da União Europeia e da Nova Zelândia.

Nesse contexto, a CNA articulou a aplicação de direitos antidumping contra produtos desses mercados, o que contribuiu para reduzir o ritmo das importações e trazer maior equilíbrio ao mercado interno. A partir de 2022, observa-se novo crescimento das importações e ampliação do déficit da balança comercial.

Como consequência, a participação dos produtos importados na captação nacional saltou de patamares históricos entre 2% e 4% para níveis entre 8% e 10%, reduzindo a competitividade da produção brasileira.

| Os dados mostram que instrumentos de defesa comercial ajudam a equilibrar o mercado. Não se trata de fechar o mercado, mas de garantir concorrência justa. O produtor brasileiro quer competir, desde que seja em condições iguais.

A avaliação reforça o posicionamento do Sistema Faemg Senar de que o avanço da investigação antidumping é decisivo para a sustentabilidade da cadeia leiteira nacional.

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