Coluna Minas Gerais
AMM vai ao STF pedir prorrogação do prazo para análise do Novo Acordo de Mariana
AMM | Divulgação
A Associação Mineira de Municípios (AMM) ingressará com um requerimento na ação que está em curso no Supremo Tribunal Federal (SFT) solicitando a prorrogação do prazo para análise do Novo Acordo de Mariana por mais seis meses. Muitos prefeitos estão em início de mandato e sequer têm conhecimento da existência desse acordo, que impõe obrigações significativas às prefeituras. Com o prazo de 120 dias, já em contagem desde novembro, o tempo restante é insuficiente para que os gestores avaliem adequadamente as cláusulas e os impactos dessa decisão para os municípios.
O Novo Acordo de Mariana pode transferir às prefeituras a responsabilidade pela recuperação dos danos causados pelo maior desastre ambiental da história do Brasil. Trata-se de um documento extenso, com mais de 1.200 páginas, e é fundamental que os prefeitos não assinem sem uma análise detalhada. Nossa preocupação é que, ao aderirem sem pleno entendimento, as prefeituras acabem assumindo encargos que deveriam ser das empresas responsáveis pelo desastre.
Além dos riscos financeiros e jurídicos, preocupa-nos a condução das negociações, que desconsideraram a participação dos municípios diretamente atingidos. A AMM solicitou reiteradas vezes integrar as mesas de discussão, mas os municípios foram excluídos do processo decisório. Isso contraria o Pacto Federativo, que garante autonomia aos entes municipais e o direito de participação em decisões que os afetam diretamente.
Não podemos aceitar que um acordo dessa magnitude seja imposto sem diálogo com os gestores que lidam diariamente com os impactos dessa tragédia.
Diante desse cenário, a AMM acionou o STF para questionar os termos do acordo e garantir uma reparação justa para todos os municípios impactados, direta ou indiretamente. No caso de Brumadinho, os recursos foram distribuídos de forma mais ampla. Já o Novo Acordo de Mariana restringe a reparação e prevê repasses em um prazo de 20 anos, o que consideramos inaceitável.
Reforço a recomendação para que os prefeitos não assinem o documento sem pleno conhecimento de suas implicações. Estamos atuando firmemente para que os municípios não sejam penalizados e sigam sua luta por uma reparação justa.
A AMM não aceitará que essa responsabilidade recaia sobre os prefeitos sem que haja uma ampla discussão e total clareza sobre os impactos desse acordo.
Dr. Marcos Vinicius – Presidente da AMM e 1º vice-presidente da CNM
Coluna Minas Gerais
Residência agropecuária une teoria e prática
FAEMG SENAR | Divulgação
O Programa de Residência Agropecuária é uma iniciativa do Senar Central em parceria com o Sistema Faemg Senar, voltada à capacitação prática de profissionais das Ciências Agrárias de nível técnico e superior, combinando teoria e vivência em propriedades rurais atendidas pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
A proposta é inserir os profissionais na rotina real do atendimento rural. Durante a residência, eles acompanham visitas técnicas, supervisões, análises de indicadores produtivos e gerenciais, além de participarem de capacitações metodológicas e cursos complementares. Também passam a atuar na leitura e interpretação de dados do SISATeG, sistema que monitora resultados das propriedades assistidas.
Com duração de seis meses, de fevereiro a julho de 2026, o programa oferecerá 960 horas de formação e bolsa mensal de R$ 2.500 para 10 residentes: quatro na área de produção vegetal, quatro na produção animal e dois na área de agroindústrias. Ao final do processo, os participantes poderão ser contratados como técnicos de campo.
┃ O projeto é muito importante porque prepara os profissionais recém-formados para que desenvolvam o perfil do técnico de campo do programa ATeG. Com isso, conseguimos ser mais assertivos na contratação, trazendo um profissional que já conhece a metodologia de trabalho, possui experiência prática e contribui diretamente para o desenvolvimento técnico e gerencial das propriedades atendidas., destaca a analista técnico-gerencial do Sistema Faemg Senar, Paula Lobato.
- Formação conectada à realidade do produtor
Os residentes atuarão dentro das cadeias produtivas atendidas pela ATeG em Minas Gerais, que, neste semestre, incluem agroindústria, bovinocultura de corte e leite, cafeicultura, fruticultura, grãos e olericultura. A experiência acontece diretamente nas propriedades acompanhadas pelo programa, permitindo contato com desafios reais de gestão e produção rural, desde a análise econômica até decisões técnicas de manejo.
┃ Participar do Programa de Residência Agropecuária tem sido uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. A experiência prática possibilita vivenciar a realidade do campo, aplicar os conhecimentos adquiridos na graduação, desenvolver uma visão mais ampla sobre os desafios da atividade agropecuária e fortalecer o senso crítico, o que será muito importante para atuar futuramente de forma efetiva no desenvolvimento das propriedades rurais., afirma a médica-veterinária e técnica em Zootecnia Nathalia Camila de Souza.
- Impacto da assistência técnica em Minas
A residência está integrada ao trabalho da ATeG, que vem ampliando sua presença no estado. Em 2025, mais de 22 mil propriedades rurais foram atendidas em 777 municípios mineiros. Desde 2016, já foram realizadas mais de 840 mil visitas técnicas, com investimentos superiores a R$ 401 milhões em Minas Gerais, sendo mais de R$ 89,1 milhões apenas em 2025.
Com o programa, a expectativa é qualificar ainda mais a equipe técnica e garantir continuidade do atendimento ao produtor rural, formando profissionais já adaptados à metodologia de campo e às demandas das cadeias produtivas.
Mais do que uma etapa de aprendizado, a residência funciona como uma ponte direta entre formação acadêmica e mercado de trabalho rural, preparando uma nova geração de técnicos para atuar com eficiência, gestão e visão prática dentro das propriedades mineiras.
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