Coluna Minas Gerais

Drones fortalecem ações da Polícia Civil no campo mineiro

Publicados

em

FAEMG SENAR | Divulgação

Sistema Faemg, Sicoob Central Crediminas e CCPR entregam drones à Polícia Civil para reforçar a segurança dos produtores rurais de Minas Gerais

Em mais uma ação de parceria entre o setor produtivo e as forças de segurança pública, o Sistema Faemg Senar, o Sicoob Central Crediminas e a CCPR – Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais realizaram, nesta quarta-feira (23/10), a entrega oficial de dois drones e equipamentos complementares à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Os equipamentos doados incluem dois drones modelo DJI Matrice 4T, seis baterias avulsas, um cofre guarda-armas com fechadura eletrônica, duas estações de energia EcoFlow Delta Pro (127V) e o custeio de um link de internet via satélite Starlink por 12 meses, destinado exclusivamente ao uso das unidades policiais rurais.

Representando as instituições parceiras, estiveram presentes o presidente da CCPR, Marcelo Candiotto, e a gerente administrativa do Sicoob Central Crediminas, Cassilene da Silva. Também participaram o vice-presidente de Finanças e presidente do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (INAES), Renato Laguardia, o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, e o deputado estadual Antônio Carlos Arantes.

O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou que a segurança no campo é prioridade e que parcerias como essa são essenciais para garantir mais confiança e estabilidade ao produtor rural:

“Há alguns meses, recebemos o pedido da Polícia Civil, com o apoio do deputado Antônio Carlos Arantes, para viabilizar equipamentos que pudessem ampliar a efetividade das investigações nas áreas rurais. Esse campo, que antes era apenas bucólico, hoje é altamente produtivo e, por isso, passou também a ser alvo de criminosos. Imediatamente acionamos nossos parceiros da CCPR e do Sicoob para atender a essa demanda. Essa entrega é um gesto simbólico do nosso compromisso em colaborar sempre que possível para melhorar a vida e a segurança do nosso povo.”

A entrega marca mais um passo importante na integração entre o setor produtivo e as forças policiais, fortalecendo a rede de apoio e proteção ao homem e à mulher do campo em todo o estado.

Leia Também:  Dr. Marcos Vinicius registra candidatura à reeleição para a presidência da AMM

Governador em exercício, Mateus Simões, durante entrega de equipamentos à Polícia Civil de Minas Gerais

O governador em exercício, Mateus Simões, ressaltou a importância da iniciativa:

“Quero agradecer, em nome do Governo de Minas, ao Sistema Faemg, à CCPR e ao Sicoob Central Crediminas pelo cuidado e pela parceria com a nossa Polícia Civil. O combate à criminalidade no campo traz desafios muito diferentes dos enfrentados nas áreas urbanas — as grandes distâncias e a topografia exigem soluções inovadoras. É gratificante ver que estamos equipando cada vez melhor nossas forças de segurança e incorporando ferramentas que ampliam a capacidade de investigação e resposta.”

A cerimônia, realizada na sede do Sistema Faemg Senar, em Belo Horizonte, simboliza o compromisso conjunto com a ampliação da segurança no campo, com foco em reforçar o monitoramento de propriedades rurais, prevenir crimes e apoiar operações policiais em regiões rurais de todo o estado.

A chefe adjunta da Polícia Civil, delegada Rita de Cássia, destacou a importância da parceria com o setor produtivo e o poder público:

“Receber cerca de R$ 160 mil em equipamentos tecnológicos reforça nossa convicção de que estamos no caminho certo. Hoje contamos com 14 delegacias rurais em todo o estado e seguimos trabalhando para ampliar essa estrutura. Temos certeza de que, com essa nova aparelhagem, poderemos alcançar resultados ainda mais efetivos nas investigações.”

Vice-presidente de Finanças do Sistema Faemg Senar, Renato Laguardia; Felipe Costa Marques de Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri); delegado João Victor de Jesus Leite, coordenador da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais (Deicra); presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo; chefe adjunta da Polícia Civil, delegada Rita de Cássia; presidente da CCPR Marcelo Candiotto; gerente administrativa do Sicoob Central Crediminas, Cassilene da Silva e deputado estadual Antônio Carlos Arantes

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Coluna Minas Gerais

Importações mantêm pressão sobre produtores

Publicados

em

Live promovida pelo Sistema Faemg Senar reuniu produtores, sindicatos, cooperativas, Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor.

FAEMG SENAR | Divulgação

Setor cobra medidas nacionais e avanço da investigação antidumping para conter desequilíbrio do mercado

O aumento expressivo das importações de leite em pó mantém sob forte pressão o setor leiteiro nacional no início de 2026. Mesmo após medidas adotadas por importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o volume importado segue elevado, pressionando os preços pagos ao produtor e comprometendo a sustentabilidade da atividade.

O cenário foi debatido em live realizada pelo Sistema Faemg Senar nessa segunda-feira (26), reunindo produtores, sindicatos, cooperativas, o Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor. O encontro teve como foco a discussão de soluções e a busca por caminhos para reduzir os impactos das importações sobre a cadeia leiteira. No último ano, a captação aumentou 7,9% no Brasil e as importações permaneceram em patamares elevados, ampliando a oferta além da capacidade de absorção do mercado e pressionando os preços.

| Os produtores brasileiros estão competindo em condições desiguais. Temos uma produção eficiente, que cumpre rigorosamente as regras ambientais e sanitárias, mas enfrentamos produtos importados que chegam ao país a preços muito mais baixos. A continuidade desse cenário ameaça a renda no campo e a permanência dos produtores na atividade.

A avaliação é do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, que reforça a necessidade de medidas nacionais capazes de trazer previsibilidade ao setor.

Leia Também:  Dr. Marcos Vinicius registra candidatura à reeleição para a presidência da AMM

| É fundamental dar continuidade à investigação antidumping e convencer o governo da urgência de medidas provisórias que garantam mais segurança ao produtor.

  • Entenda o histórico

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, em 2024, pedido de investigação antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. O governo federal acatou a solicitação com base em indícios técnicos e instaurou o processo. Em agosto de 2025, contudo, um entendimento técnico apontou ausência de similaridade entre o produto importado e o nacional, o que poderia interromper a investigação. Após articulação das federações, esse posicionamento foi revertido, permitindo a continuidade do processo e a possibilidade de adoção de medidas provisórias.

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, a crise do leite se intensificou a partir de 2023, quando o aumento das importações passou a impactar de forma mais direta o mercado brasileiro. Desde então, o Sistema Faemg Senar e a CNA intensificaram articulações junto ao governo federal.

O tema ganhou visibilidade nacional com a realização do 1º Encontro dos Produtores Brasileiros de Leite, em Brasília, que reuniu mais de 600 produtores. Em 2023, a segunda edição contou com mais de mil participantes, ampliando a pressão por soluções estruturais. Entre as medidas adotadas, destaca-se a publicação do Decreto nº 11.732/2023, que alterou regras do Programa Mais Leite Saudável.

Em março de 2024, mais de sete mil produtores participaram do movimento Minas Grita pelo Leite, liderado pela Faemg, em Belo Horizonte. Como resultado, Minas Gerais suspendeu o diferimento do ICMS para o leite em pó importado, iniciativa posteriormente adotada por Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco. No ano seguinte, o governo mineiro incluiu o queijo muçarela na diferenciação tributária.

  • Balança comercial reforça alerta
Leia Também:  Epamig realiza Dia de Campo sobre fruticultura de clima temperado

O histórico da balança comercial de lácteos mostra que o Brasil é tradicionalmente importador desses produtos, com volumes de importação superiores às exportações na maior parte das últimas décadas. Entre o fim dos anos 1990 e os anos 2000, o país registrou déficits acentuados, impulsionados pela entrada de leite em pó, principalmente da União Europeia e da Nova Zelândia.

Nesse contexto, a CNA articulou a aplicação de direitos antidumping contra produtos desses mercados, o que contribuiu para reduzir o ritmo das importações e trazer maior equilíbrio ao mercado interno. A partir de 2022, observa-se novo crescimento das importações e ampliação do déficit da balança comercial.

Como consequência, a participação dos produtos importados na captação nacional saltou de patamares históricos entre 2% e 4% para níveis entre 8% e 10%, reduzindo a competitividade da produção brasileira.

| Os dados mostram que instrumentos de defesa comercial ajudam a equilibrar o mercado. Não se trata de fechar o mercado, mas de garantir concorrência justa. O produtor brasileiro quer competir, desde que seja em condições iguais.

A avaliação reforça o posicionamento do Sistema Faemg Senar de que o avanço da investigação antidumping é decisivo para a sustentabilidade da cadeia leiteira nacional.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA