Coluna Minas Gerais
Equipes da Rede e&Tec de Minas Gerais são finalistas na OBAP
FAEMG SENAR | Divulgação
Três equipes dos cursos técnicos da Rede e-Tec Senar Minas, dos polos de Alvinópolis, Conselheiro Lafaiete e Manhuaçu, estão entre os dez finalistas da 14ª Olimpíada Brasileira de Agropecuária (OBAP).
A etapa final será realizada de 12 a 15 de agosto em Petrolina (PE), no IFSertãoPE, e na Bahia, no IFBaiano – Campus Senhor do Bonfim. Eles foram recebidos pela Coordenadoria de Educação Formal na sede do Sistema Faemg Senar nesta segunda-feira (11/8), antes de seguir viagem para a etapa presencial.
Nós temos uma tradição de participação e de medalhistas nesta olimpíada, que é nacional. Foram 14 equipes iniciantes e agora nós temos três equipes na final. – Tércia Almeida, coordenadora de Educação Formal do Sistema Faemg Senar
Os estudantes passaram para a última fase após se destacarem na etapa virtual da competição, que contou com a participação de equipes de todo o Brasil.
Conheça as equipes:
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Laguna – Curso Técnico em Zootecnia – Polo Conselheiro Lafaiete: Gustavo de Souza Damasceno, Laura Cristina Pereira Valois e Nathalia Camila de Souza
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Avivar Agro Senar – Técnico em Agricultura – Polo Manhuaçu: Charrary Jose Soares, Isabella de Oliveira Mariano e Taynara de Oliveira Carvalho
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Exército do Agro – Técnico em Agronegócio – Polo Alvinópolis: Sarah Cristina Luciano Rola, Raissa Sanches Faria, Silas Soares Ferreira
Participar da OBAP faz com que eles desenvolvam habilidades muito exigidas no mercado de trabalho, como comunicação, trabalho em equipe e relações interpessoais, além de fazer com que eles se aprofundem em pontos específicos do curso, na busca por mais conhecimento. – Kelsen Nether, orientador dos estudantes
Confiante, a equipe de Conselheiro Lafaiete está orgulhosa de chegar à final. Para eles, está sendo uma experiência desafiadora e gratificante, e estão esperançosos de voltarem com medalha para casa.
Para a equipe de Alvinópolis, ao longo da OBAP, cada dia é de aprendizado. Com a viagem para Pernambuco e Bahia, eles vão ampliar o conhecimento e o contato com outras culturas.
Conquistas
Equipes dos cursos técnicos da Rede e-Tec Brasil Senar em Minas Gerais já foram finalistas nas últimas edições da OBAP.
Em 2021, alunos dos polos de Barbacena e Corinto foram campeões. Em 2023, estudantes dos polos de Viçosa e Alvinópolis conquistaram o 2º e 5º lugares, respectivamente. Em 2024, venceram em provas individuais e chegaram ao 2º e 3º lugares nas coletivas.
A OBAP
A Olimpíada Brasileira de Agropecuária (OBAP) é destinada a estudantes de cursos técnicos e promovida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS).
A competição incentiva a participação de jovens em atividades de iniciação científica, promove o intercâmbio de conhecimentos e técnicas, e mantém contato com inovações tecnológicas e desenvolvimento sustentável.
Coluna Minas Gerais
Como Lucas Kallas integrou sustentabilidade e impacto social ao setor de mineração
CEDRO | Divulgação
O pensamento do mineiro Lucas Kallas, que quer deixar seu legado por meio da mineração sustentável e de outros negócios estratégicos para o país, se traduz hoje na Cedro Participações, com faturamento anual da ordem de R$ 2,5 bilhões.
- Agência Minera Brasil
“Consegui unir paixão e convicção ao longo da minha trajetória”. É com brilho nos olhos que Lucas Kallas relembra o início da sua caminhada profissional, ainda no setor imobiliário — trajetória que o levou a atuar como chairman e presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, uma holding com presença em setores estratégicos da economia. Desde a fundação, os negócios sob o guarda-chuva da holding avançam em frentes como agronegócio, saúde, logística e real estate, sempre sob a lógica de atuação integrada e geração de valor, com foco em sustentabilidade, inovação e impacto social.
Com investimentos acima de R$ 2 bilhões, a holding faturou cerca de R$ 2,5 bilhões (referência pública de 2024), com a maior parte do montante oriunda da Cedro Mineração, carro-chefe do grupo para o qual Lucas tem um plano de expansão bem definido: posicioná-la entre as maiores produtoras privadas de minério de ferro do país até 2030, quando estima alcançar uma produção de aproximadamente 20 milhões de toneladas/ano, a partir de suas minas em Mariana e Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Para chegar à marca de 20 milhões de toneladas, a companhia prevê investimentos da ordem de R$ 6 bilhões (estimativa divulgada). “Entendemos que temos um papel importante e estratégico a cumprir para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Fazemos isso reinvestindo parte substancial dos nossos lucros em setores estratégicos para o crescimento do país e das comunidades onde atuamos”, afirma.
Com perfil inovador, arrojado e carismático, disciplina de execução e faro apurado para oportunidades, Lucas ressalta que a holding é uma expressão do seu DNA empreendedor — algo que ele define como Jeito Cedro. “Nossos negócios combinam esforços em diversas frentes para chegar à equação ideal que orienta todas as ações do grupo: Sociedade + Sustentabilidade + Resultados”, explica.
Ele conta que esse olhar o levou a implementar, em todos os negócios da holding, a ideia de que as pessoas devem estar no centro de tudo. Com essa mentalidade, reitera que tanto as decisões do dia a dia quanto as mais estratégicas são tomadas, acima de tudo, pela análise do impacto positivo que possam gerar aos diferentes stakeholders direta ou indiretamente envolvidos — sejam acionistas, colaboradores, clientes, municípios ou comunidades do entorno.
“Começar os negócios do zero dá à Cedro a oportunidade — e também o desafio — de fazer tudo da forma como gostaríamos. Para quem está realmente preocupado com as pessoas que estão dentro da cadeia de relacionamentos da empresa, essa é sempre a melhor maneira de dar o pontapé inicial. Assim conseguimos adotar o jeito Cedro de fazer negócios, com sustentabilidade e excelência, em todos os nossos projetos”, explica.

Divulgação/Cedro
- DNA sustentável
Comprometido com a Agenda 2030, Lucas reforça que investir priorizando a sustentabilidade é a melhor forma de a holding não apenas inovar e ser mais competitiva, mas também garantir um futuro mais próspero e seguro para as pessoas e o planeta.
“Desde que iniciamos as operações da Cedro, ainda no setor de mineração, sempre atuamos focados na sustentabilidade, tendo como primeiro projeto o beneficiamento de rejeitos de minério estocados, com o uso de tecnologia de processamento apta a eliminar o uso de barragens”, pontua.
As plantas em Nova Lima e Mariana são exemplos do compromisso com inovação e segurança ambiental do grupo. Em Nova Lima, foram adotados processos de empilhamento a seco (com alto reaproveitamento de água), eliminando o uso de barragens de rejeitos.
Em Nova Lima, também foi desenvolvido um projeto de aproveitamento de materiais com baixo teor de ferro, antes descartados. Essas iniciativas foram reconhecidas por premiações setoriais associadas a inovação e eficiência operacional.
Lucas destaca ainda investimentos em tecnologia para que a Cedro se torne referência na produção de pellet feed para redução direta — o chamado “minério verde” — uma matéria-prima mais fina, rica e com baixos níveis de impurezas, destinada à produção de pelotas de minério de ferro que, nos fornos das siderúrgicas, podem reduzir em até 50% as emissões de carbono.
No agronegócio, para sustentar as fazendas em que investe, a Cedro Agro adota tecnologias modernas de captação de água e irrigação, além de infraestrutura de apoio adequada.
“Gosto de falar de como estruturamos os projetos, do planejamento ao controle de rejeitos. Em todas as ações, buscamos tanto a preservação do patrimônio histórico, ambiental e cultural quanto investimos na preservação de áreas de reserva e sítios arqueológicos das fazendas”, relata.
- Negócios diversos e estratégicos
A Cedro vem ampliando sua presença no setor de logística, com a concessão de um terminal portuário em Itaguaí (RJ), com investimentos previstos de R$ 3,6 bilhões. O empreendimento é peça-chave para verticalizar a logística da Cedro e abrir alternativa operacional para pequenas e médias mineradoras. O projeto deve ter capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, reduzindo gargalos e ampliando a competitividade do setor.
Da mesma forma, a visão de oportunidade resultou na autorização concedida pela ANTT para implantação de um ramal ferroviário de cerca de 26 quilômetros, na região de Serra Azul, como opção de escoamento para mineradoras e indústrias do entorno. “Enxergamos a holding como uma promotora de negócios que geram retornos muito além do quadrante econômico-financeiro. Estamos investindo, por exemplo, R$ 1,5 bilhão nesta shortline que, ao iniciar sua operação nos próximos anos (estimativa), promete retirar cerca de 5 mil carretas por dia das rodovias e reduzir de forma relevante o risco de acidentes na BR-381. Entregamos uma solução logística eficiente, mas também mais segura e limpa”, explica Kallas.

Cedro é mantenedora da Creche São Judas Tadeu em Nova Lima – MG. Mais de 800 crianças atendidas. Divulgação/Cedro
- Integração com as comunidades
Lucas afirma que a integração com as comunidades próximas aos negócios do grupo é uma forma genuína de aproximação e entrega de valor.
“A Cedro se preocupa com as pessoas e sabe da importância do impacto que seus projetos têm para as comunidades nas quais está inserida. Por isso, priorizamos a contratação e a formação de mão de obra local para que a riqueza gerada por nossos empreendimentos tenha o maior impacto positivo possível em âmbito local”, acredita.
Com atividades em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Goiás, a Cedro Participações conta com 3.200 colaboradores diretos e indiretos, sob regras rigorosas de governança e compliance.
Além disso, a holding lidera mais de 60 projetos sociais, com ações voltadas para educação, cultura, esporte e saúde. O grupo é mantenedor da Creche São Judas Tadeu, em Nova Lima, que atende 800 crianças em período integral e fornece cerca de 4 mil refeições diárias. Desde 2020, os investimentos sociais e urbanos já ultrapassaram R$ 80 milhões, beneficiando diretamente as comunidades de Nova Lima, Mariana e Ouro Preto.
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