Coluna Minas Gerais
InfraBusiness Expo abre inscrições para congresso técnico com foco em inovação, investimentos e cidades inteligentes
SISTEMA FIEMG | Divulgação
As inscrições para o Congresso da InfraBusiness Expo 2025 já estão abertas. O evento acontece entre os dias 12 e 14 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte, e reunirá lideranças empresariais, especialistas, gestores públicos e investidores para discutir os principais temas que impactam a infraestrutura brasileira e seu papel no desenvolvimento econômico e social do país.
A programação técnica se estende por três dias e inclui painéis temáticos, palestras magnas e debates sobre temas como inovação e digitalização na engenharia, financiamento de grandes obras, concessões públicas, sustentabilidade urbana, e o conceito de cidades inteligentes.
Nomes confirmados
Entre os destaques já confirmados estão:
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Ricardo Amorim, economista;
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Rubens Menin, empresário (MRV, Inter, Log, CNN Brasil, Rádio Itatiaia, Urba, Resia, Conedi);
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Mateus Simões, vice-governador de Minas;
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Antonio Anastasia, ministro do TCU e ex-governador de MG;
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Eugênio Mattar, Executive Chairman da Localiza;
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Ana Sanches, CEO da Anglo American;
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Guilherme Sampaio, diretor-geral da ANTT;
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Henrique Salvador, presidente do Conselho da Rede Mater Dei.
Destaques da programação
Terça-feira – 12/08
Painel de abertura com Flávio Roscoe (presidente da FIEMG), reunindo Eugênio Mattar, Henrique Salvador e Rubens Menin, para discutir os desafios e tendências da infraestrutura em MG, com foco nos R$ 100 bilhões previstos em investimentos.
À tarde, palestras magnas com:
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Antonio Anastasia (TCU),
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Marco Aurélio de Barcelos (presidente da ABCR),
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Guilherme Sampaio (ANTT).
Quarta-feira – 13/08
Painel com:
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Fernando Passalio (Copasa),
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Rodrigo Tavares (DER),
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Leonardo Gomes (Sudecap),
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Antônio Gabriel Santos (Dnit-MG),
Mediado por Bruno Baetya Ligório, presidente do Sicepot-MG.
À tarde, palestras magnas com:
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Pedro Bruno Barros de Souza (secretário estadual de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias),
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Mila Corrêa de Costa (secretária de Desenvolvimento Econômico de MG).
Quinta-feira – 14/08
. Palestra com Hugo Tadeu (Fundação Dom Cabral) sobre inovação, tecnologia e competitividade.
. Apresentação de Ismael Corrêa (Sotreq) sobre desenvolvimento de máquinas de pavimentação.
. Encerramento com Ricardo Amorim, considerado o economista mais influente do Brasil (segundo a Forbes) e maior influenciador brasileiro no LinkedIn.
Sobre o evento
Organizada pela Cubo Eventos, com apoio institucional da FIEMG e do Sicepot-MG, a InfraBusiness Expo se consolida como o principal ponto de encontro da cadeia produtiva da infraestrutura da América Latina. Minas Gerais, com mais de R$ 100 bilhões previstos em investimentos até 2031, foi escolhida estrategicamente como sede do evento.
“A InfraBusiness nasce como uma feira feita por quem vive o setor. Nosso objetivo é gerar negócios reais, atrair investimentos e criar conexões estratégicas entre setor público, mercado e indústria”, afirma Emir Cadar Filho, idealizador do evento e vice-presidente da FIEMG. “Minas é essencial para a construção pesada. Estamos oferecendo uma plataforma inédita de inovação, networking e geração de negócios em um momento decisivo para o futuro da infraestrutura brasileira”, completa.
Feira e inscrições
A expectativa é que a InfraBusiness Expo 2025 receba mais de 30 mil visitantes e movimente cerca de R$ 1 bilhão em negócios. A feira contará com mais de 100 expositores, como Komatsu, Volvo, Scania, JCB, Banco Inter, Itaipu, XCMG e ArcelorMittal, ocupando 30 mil m², sendo 16.500 m² cobertos.
As inscrições para o congresso devem ser feitas no site oficial:
www.infrabusinessexpo.com.br
Lá também está disponível a programação completa e as informações sobre pacotes e modalidades de participação.
Patrocínio: CREA-MG e Prefeitura de Belo Horizonte (via Belotur).
Informações para imprensa:
CORP Comunicação
. Saulo Penaforte – (31) 9 9683-5270 – [email protected]
. Leonardo Pessanha – (21) 99184-7178 – [email protected]
. Andrea Cândido – (31) 99198-6666 – [email protected]
Coluna Minas Gerais
Importações mantêm pressão sobre produtores
Live promovida pelo Sistema Faemg Senar reuniu produtores, sindicatos, cooperativas, Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor.
FAEMG SENAR | Divulgação
Setor cobra medidas nacionais e avanço da investigação antidumping para conter desequilíbrio do mercado
O aumento expressivo das importações de leite em pó mantém sob forte pressão o setor leiteiro nacional no início de 2026. Mesmo após medidas adotadas por importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o volume importado segue elevado, pressionando os preços pagos ao produtor e comprometendo a sustentabilidade da atividade.
O cenário foi debatido em live realizada pelo Sistema Faemg Senar nessa segunda-feira (26), reunindo produtores, sindicatos, cooperativas, o Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor. O encontro teve como foco a discussão de soluções e a busca por caminhos para reduzir os impactos das importações sobre a cadeia leiteira. No último ano, a captação aumentou 7,9% no Brasil e as importações permaneceram em patamares elevados, ampliando a oferta além da capacidade de absorção do mercado e pressionando os preços.
| Os produtores brasileiros estão competindo em condições desiguais. Temos uma produção eficiente, que cumpre rigorosamente as regras ambientais e sanitárias, mas enfrentamos produtos importados que chegam ao país a preços muito mais baixos. A continuidade desse cenário ameaça a renda no campo e a permanência dos produtores na atividade.
A avaliação é do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, que reforça a necessidade de medidas nacionais capazes de trazer previsibilidade ao setor.
| É fundamental dar continuidade à investigação antidumping e convencer o governo da urgência de medidas provisórias que garantam mais segurança ao produtor.
- Entenda o histórico
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, em 2024, pedido de investigação antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. O governo federal acatou a solicitação com base em indícios técnicos e instaurou o processo. Em agosto de 2025, contudo, um entendimento técnico apontou ausência de similaridade entre o produto importado e o nacional, o que poderia interromper a investigação. Após articulação das federações, esse posicionamento foi revertido, permitindo a continuidade do processo e a possibilidade de adoção de medidas provisórias.
Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, a crise do leite se intensificou a partir de 2023, quando o aumento das importações passou a impactar de forma mais direta o mercado brasileiro. Desde então, o Sistema Faemg Senar e a CNA intensificaram articulações junto ao governo federal.
O tema ganhou visibilidade nacional com a realização do 1º Encontro dos Produtores Brasileiros de Leite, em Brasília, que reuniu mais de 600 produtores. Em 2023, a segunda edição contou com mais de mil participantes, ampliando a pressão por soluções estruturais. Entre as medidas adotadas, destaca-se a publicação do Decreto nº 11.732/2023, que alterou regras do Programa Mais Leite Saudável.
Em março de 2024, mais de sete mil produtores participaram do movimento Minas Grita pelo Leite, liderado pela Faemg, em Belo Horizonte. Como resultado, Minas Gerais suspendeu o diferimento do ICMS para o leite em pó importado, iniciativa posteriormente adotada por Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco. No ano seguinte, o governo mineiro incluiu o queijo muçarela na diferenciação tributária.
- Balança comercial reforça alerta
O histórico da balança comercial de lácteos mostra que o Brasil é tradicionalmente importador desses produtos, com volumes de importação superiores às exportações na maior parte das últimas décadas. Entre o fim dos anos 1990 e os anos 2000, o país registrou déficits acentuados, impulsionados pela entrada de leite em pó, principalmente da União Europeia e da Nova Zelândia.
Nesse contexto, a CNA articulou a aplicação de direitos antidumping contra produtos desses mercados, o que contribuiu para reduzir o ritmo das importações e trazer maior equilíbrio ao mercado interno. A partir de 2022, observa-se novo crescimento das importações e ampliação do déficit da balança comercial.
Como consequência, a participação dos produtos importados na captação nacional saltou de patamares históricos entre 2% e 4% para níveis entre 8% e 10%, reduzindo a competitividade da produção brasileira.
| Os dados mostram que instrumentos de defesa comercial ajudam a equilibrar o mercado. Não se trata de fechar o mercado, mas de garantir concorrência justa. O produtor brasileiro quer competir, desde que seja em condições iguais.
A avaliação reforça o posicionamento do Sistema Faemg Senar de que o avanço da investigação antidumping é decisivo para a sustentabilidade da cadeia leiteira nacional.

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