Coluna Minas Gerais
Lítio verde gera mais de 100 oportunidades de trabalho no Vale do Jequitinhonha
SIGMA Lithium | Divulgação
A construção da segunda planta greentech da Sigma Lithium, localizada entre as cidades de Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, está a todo vapor e impulsionando o mercado de trabalho local. Atualmente, há 39 oportunidades disponíveis para profissionais de diversas áreas, com ou sem experiência (veja a lista completa no final do texto). De dezembro até agora, 70 vagas foram preenchidas.
Financiada com recursos do Fundo Clima do BNDES, a segunda planta ampliará a capacidade de processamento e industrialização de lítio 100% sustentável, carbono zero e rastreável, passando de 270 mil para 520 mil toneladas anuais. Este projeto é essencial para consolidar a liderança do Brasil na cadeia produtiva de minerais estratégicos, fundamentais para a transição energética e a mobilidade sustentável. O lítio, em particular, é um insumo-chave para a produção de baterias de veículos elétricos e híbridos, reforçando a importância desta expansão.
Atualmente, a Sigma Lithium gera mais de 1.550 empregos diretos, sendo 85% da mão de obra da empresa residente ou oriunda da região, e mais de 20 mil empregos indiretos.
Em 2024, a companhia completou um ano de operação, alcançando a cadência operacional consistente de um produtor experiente, mesmo após apenas um ano de produção comercial.
Além disso, a empresa anunciou recentemente que aumentou a capacidade de sua planta greentech em quase 30%.
Juntos no Emprego
Com o objetivo de valorizar a mão de obra local, a Sigma Lithium criou o programa Juntos no Emprego, focado nas comunidades vizinhas ao empreendimento. Atualmente, 85% da força de trabalho da companhia é composta por moradores do Vale do Jequitinhonha.
De acordo com as estimativas da empresa, a fase de construção da segunda planta greentech demandará cerca de 1.000 trabalhadores diretos. Quando em operação, a nova unidade deverá gerar 500 novos postos permanentes de trabalho e aproximadamente 6.500 empregos indiretos na região, elevando para 2 mil o número de empregos diretos e aproximadamente 26 mil indiretos.
As vagas disponíveis são para cargos como Motorista (CNH C, D, E), Operador de Máquinas, Auxiliar de Serviços Gerais e Mecânico, entre outras. Os candidatos podem se inscrever enviando o currículo para o e-mail: [email protected]
Serviços e Oportunidades:
Apontador – 1 vaga
Auxiliar de Serviços Gerais – 7 vagas
Auxiliar Mecânico – 1 vaga
Encarregado de Terraplanagem – 3 vagas
Lubrificador – 1 vaga
Mecânico – 2 vagas
Motorista (CNH C; D ou E) – 5 vagas
Operador de Munck – 1 vaga
Operador de Máquinas – 15 vagas
Técnico de Segurança – 2 vagas
Topógrafo – 1 vaga
Local de atuação: Araçuaí e Itinga, Minas Gerais
Coluna Minas Gerais
Importações mantêm pressão sobre produtores
Live promovida pelo Sistema Faemg Senar reuniu produtores, sindicatos, cooperativas, Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor.
FAEMG SENAR | Divulgação
Setor cobra medidas nacionais e avanço da investigação antidumping para conter desequilíbrio do mercado
O aumento expressivo das importações de leite em pó mantém sob forte pressão o setor leiteiro nacional no início de 2026. Mesmo após medidas adotadas por importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o volume importado segue elevado, pressionando os preços pagos ao produtor e comprometendo a sustentabilidade da atividade.
O cenário foi debatido em live realizada pelo Sistema Faemg Senar nessa segunda-feira (26), reunindo produtores, sindicatos, cooperativas, o Sistema CNA, lideranças políticas e técnicos do setor. O encontro teve como foco a discussão de soluções e a busca por caminhos para reduzir os impactos das importações sobre a cadeia leiteira. No último ano, a captação aumentou 7,9% no Brasil e as importações permaneceram em patamares elevados, ampliando a oferta além da capacidade de absorção do mercado e pressionando os preços.
| Os produtores brasileiros estão competindo em condições desiguais. Temos uma produção eficiente, que cumpre rigorosamente as regras ambientais e sanitárias, mas enfrentamos produtos importados que chegam ao país a preços muito mais baixos. A continuidade desse cenário ameaça a renda no campo e a permanência dos produtores na atividade.
A avaliação é do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, que reforça a necessidade de medidas nacionais capazes de trazer previsibilidade ao setor.
| É fundamental dar continuidade à investigação antidumping e convencer o governo da urgência de medidas provisórias que garantam mais segurança ao produtor.
- Entenda o histórico
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, em 2024, pedido de investigação antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. O governo federal acatou a solicitação com base em indícios técnicos e instaurou o processo. Em agosto de 2025, contudo, um entendimento técnico apontou ausência de similaridade entre o produto importado e o nacional, o que poderia interromper a investigação. Após articulação das federações, esse posicionamento foi revertido, permitindo a continuidade do processo e a possibilidade de adoção de medidas provisórias.
Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, a crise do leite se intensificou a partir de 2023, quando o aumento das importações passou a impactar de forma mais direta o mercado brasileiro. Desde então, o Sistema Faemg Senar e a CNA intensificaram articulações junto ao governo federal.
O tema ganhou visibilidade nacional com a realização do 1º Encontro dos Produtores Brasileiros de Leite, em Brasília, que reuniu mais de 600 produtores. Em 2023, a segunda edição contou com mais de mil participantes, ampliando a pressão por soluções estruturais. Entre as medidas adotadas, destaca-se a publicação do Decreto nº 11.732/2023, que alterou regras do Programa Mais Leite Saudável.
Em março de 2024, mais de sete mil produtores participaram do movimento Minas Grita pelo Leite, liderado pela Faemg, em Belo Horizonte. Como resultado, Minas Gerais suspendeu o diferimento do ICMS para o leite em pó importado, iniciativa posteriormente adotada por Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco. No ano seguinte, o governo mineiro incluiu o queijo muçarela na diferenciação tributária.
- Balança comercial reforça alerta
O histórico da balança comercial de lácteos mostra que o Brasil é tradicionalmente importador desses produtos, com volumes de importação superiores às exportações na maior parte das últimas décadas. Entre o fim dos anos 1990 e os anos 2000, o país registrou déficits acentuados, impulsionados pela entrada de leite em pó, principalmente da União Europeia e da Nova Zelândia.
Nesse contexto, a CNA articulou a aplicação de direitos antidumping contra produtos desses mercados, o que contribuiu para reduzir o ritmo das importações e trazer maior equilíbrio ao mercado interno. A partir de 2022, observa-se novo crescimento das importações e ampliação do déficit da balança comercial.
Como consequência, a participação dos produtos importados na captação nacional saltou de patamares históricos entre 2% e 4% para níveis entre 8% e 10%, reduzindo a competitividade da produção brasileira.
| Os dados mostram que instrumentos de defesa comercial ajudam a equilibrar o mercado. Não se trata de fechar o mercado, mas de garantir concorrência justa. O produtor brasileiro quer competir, desde que seja em condições iguais.
A avaliação reforça o posicionamento do Sistema Faemg Senar de que o avanço da investigação antidumping é decisivo para a sustentabilidade da cadeia leiteira nacional.

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